O Brasil a caminho da segregação racial.

tolerancia1.jpg

Esperei as comemorações referentes ao dia da consciência negra cessarem para poder escrever este artigo, não queria de forma alguma parecer oportunista ou pegar carona na divulgação dos cansativos debates sobre as desvantagens que os negros possuem na sociedade e os artifícios que o governo e outras instituições utilizam para diminuir a propagada diferença.Considero-me um legítimo filho do Brasil e não possuo ascendência negra até onde consegui levantar nas árvores genealógicas das famílias do meu pai e da minha mãe. Sou fruto da relação de um homem português de Maceira um pequeno distrito de Lisboa e uma mulher descendente de sírios e libaneses.

Meus ancestrais maternos lutaram muito contra o preconceito, até hoje décadas depois da chegada dos primeiros imigrantes sou chamado de turco, compreendo, todos os descendentes de sírios e libaneses entravam no Brasil com passaporte turco, a Turquia fazia valer sua maior força bélica dominando aquelas áreas e causando a fuga de diversas pessoas dentre elas meus bisavós.

Já meu pai é português, o principal personagem das piadas, pasmem, mesmo sendo motivo de chacota por anos ele não teve benefício algum como cota em universidades públicas para vítimas de anedotas preconceituosas. Nunca ouvi uma só palavra de ordem em favor destas minorias (portugueses, asiáticos e judeus), ou tive notícia de um feriado em homenagem a esses indivíduos que ajudaram a construir este país.

A motivação que tive de escrever este texto é a revolta que sinto ao ver que o Brasil caminha a passos largos para uma guerra racial ocasionada pelo discurso ufanista e arbitrário das nossas autoridades, este país é uma mistura de raças e a separação mais patente é socioeconômica.

O abismo da sociedade brasileira esta na desigualdade social e não na diferença racial. Sei que nem todo afro-descendente é coitado, que nem todo político é corrupto e sei também como nós, brasileiros (de qualquer origem), somos tratados em aeroportos mundo a fora quando apresentamos nossos passaportes.

Os fiscais alfandegários de outros países classificam brasileiros como “malandros” no pior sentido da palavra. Com tristeza fiz valer o meu direito de dupla cidadania e adotei o passaporte da comunidade européia. Por uma série de arbitrariedades dos nossos líderes somos vítima do preconceito. A Europa é um bom exemplo para ilustrar onde essa política de segregação pode chegar, a França sofre com atentados de imigrantes revoltados com sua posição na sociedade.

Encerro este desabafo com a sugestão que o dia da consciência negra seja extinto e em seu lugar adotado o dia nacional da tolerância a diversidade racial.

Clique aqui e receba as atualizações do In Blog por e-mail

rss_3

O In Blog envia até 3 e-mails com suas atualizações por semana, clique aqui, coloque seu e-mail e passe a receber nosso newsletter.

Assuntos relacionados. Leia o que já foi publicado:
20 de novembro, dia da Consciência Negra. Feriado em diversos municípios brasileiros.
Denunciei irregularidades da Vai-vai e sou acusado de racismo pelo presidente da escola de samba
Vereadores e Deputados: Crise na representação popular?

154 respostas para O Brasil a caminho da segregação racial.

  1. Taise disse:

    Gostei muito do artigo ” O Brasil a caminho da segregação racial” tem muito a ver com minha linha de pensamento. Sou negra, de uma família tipicamente brasileira, e apesar de todas as interferências externas, eu e meu irmãos fomos criados acreditando que somos todos iguais não importa o credo, raça, sexo a semelhança está acima de tudo. O fato de você ter a pele mais clara ou mais escura não te faz mais ou menos inteligente, nem demonstra sua capacidade, muito pelo contrário é o seu caráter que conta. Não devemos inferiorizar os outros por causa das diferenças. Temos sido infelizes nas escolhas dos nossos líderes que pensam que para reparar erros do começo da história é só colar um caquinho aqui. O problema não é de cor e quanto menois de origem, o problema é estrutural. Querem tapar um buraco, criando uma justificativa vazia. Por que não oferecer uma educação de base melhor, ao invés de oferecer cotas para entrar nas universidades, tem gente que nem chega lá, mas gostaria que o pouco que fosse ensinado para nossas crianças fosse realmente aprendido. Para que escolher o “menos pior”, precisamos melhorar o país dando dignidade para a educação básica e fundamental, afinal os “meninos do Brasil” mal sabem escrever…

  2. César Miquelin disse:

    Vc quis dizer o que mesmo com este texto… a para ó….

  3. marcus vinicius disse:

    CONCORDO EM GENERO E NÚMERO E GRAU, ALIÁS SOU NEGRO, E NÃO AFRO-DESCENDENTE COMO QUEREM ALGUNS, SOU BRASILEIRO.

  4. Tatiane Duarte disse:

    Sou como a maioria dos brasileiros, uma mistura de raças. Tenho descedência indígena, negra, portuguesa e creio que até francesa (ainda não confirmada). Sinto-me estranhamente perdida pois apesar de toda essa mistura que tanto me orgulho, não me encaixo nos rótulos criados para separar o que vai muito bem misturado. Não sou negra, não sou branca, não sou asiática e muito menos européia, então o que que eu sou? Sou brasilera com o sangue de todos os povos correndo em minha veia e por isso sinto-me tão forte.
    Tenho grandes amigos negros e não ouço de nenhum esta coisa de cotas, pelo contrário, riem de como o governo pode desvirtuar as coisas.
    Temos de comemorar a união racial e não o contrário.

  5. cérebro disse:

    perfeito!

  6. Angela Lopes disse:

    Achei um texto extremamente maduro e digno de ser levado em consideração. Sempre sinto um incômodo com esses discursos anti racistas que me soam ainda mais racistas. O problema central do ser humano é o aprendizado do respeito à diferença. E a diferença das pessoas não está objetivamente (apenas) ligado a questão da sua cor. Está também no seu jeito cultural de ser, na sua opção religiosa, nas suas escolhas inclusive de profissão, time, especializações ou não. Está no aspecto físico: alto, baixo, deficiente, doente, saudável… e por aí vai. Tenho uma admiração profunda por várias pessoas e de várias e inumeráveis “cores”. Eu sou Brasileira e tenho orgulho da mistura indígena, negra, branca etc que corre em minhas veias. E viva a proposta do DIA NACIONAL DA TOLERÂNCIA E DA DIVERSIDADE RACIAL (e pq. não também CULTURAL?). Só há paz quando há amor sincero e respeito pelo outro assim como é. Devemos voltar mais o olhar à educação afetiva do diferente. Contudo, só se ensina quando se tem um lugar para se aprender isso.

  7. Urbano Costa disse:

    Se seus ancestrais maternos e paterno tivessem vindos para o Brasil a força, sem vontade própria e fossem passageiros dos famigerados e aqui leiloados e vendidos como escravos para a elite rural e trabalharem sem salário e com as suas forças braçais´, contribuirem para varios ciclos econômicos deste país, sua opinião seria outra.

  8. Douglas Tessitore disse:

    Jamais assisti minha posição sobre a denomina “Segregação Social” com tanta clareza. Cumpre lembrar que o criador da Poli Teodoro Sampaio, era negro. Na PUC, São Paulo, por onde me formei, tivemos dois companheiros negros (constam do meu album de formatura), posteriormente em estudos complementares na USP, FGV tive colegas e amigos negros. Jamais presenciei qualquer manifestação mesmo jocosa, contra esses companheiros. Poderia me extender na lista de exemplos sobre negros.
    Esses movimentos indevidos servem para criar um clima que não existe. O problema é antes de tudo, econômico e condições básicas de ensino do nosso País, sobre o que só ouvimos balelas de políticos e pessoas que pretendem aparecer na mídia.

  9. pablo freitas disse:

    concordo com que o urbano escreveu , logo acima, mas não podemos ser tão pro -afirmação, movimentos negros e coisas do gênero que realmente são tão apartheid quanto os proprios racistas.
    com certeza não podemos melhorar nossa condição socio-economica com cotas mas, temos que fazer algo já para os que não podem esperar a escola perfeita desde a alfabetização, como querem os anti-cotas.
    com certeza todo mundo acha bonitinho uma loira do lado de um negão, desde que a loirinha não seja sua filha.
    infelizmente meus amigos, ainda existe preconceito.
    a unica forma de podermos mudar isso, alem do tempo ( e não a força ) é o debate.
    debate este sem conceitos preformados de ambas as partes.
    até quando será difícil entender que o que nos faz ser unicos e tão adimirados de todas as formas e por todo o mundo é justamente nossa multi-etnicidade >
    por favor, sem radicalismo de ambas as partes.

  10. Caro Urbano,

    Li seu comentário (reproduzido acima) e respeito sua opinião. Porém minha intenção nunca foi desqualificar ninguém ou colocar meus ancestrais em posições iguais a de todos os africanos que foram vítimas do sistema de escravidão no Brasil. Quis apenas expressar minha preocupação que as medidas que estão sendo tomadas para compensar todo este sofrimento gerado pelo preconceito geram mais preconceito, tornando-se um círculo vicioso e a longo prazo uma ameaça eminente de guerra. Estamos em época de valorizar as igualdades buscando a convivência pacífica independente de raça, credo ou opiniões. Somos um país atrasado, temos governantes que acham uma realização o aumento de 8.000.000 para 13.000.000 de famílias beneficiadas pelo bolsa família, enquanto isso mostra o aumento da miséria e da dependência do povo da máquina estatal. Portanto depende da manifestação popular a mudança para melhor.

    De qualquer forma obrigado por contribuir com a discussão do tema e prestigiar o blog.

  11. Mara Montezuma Assaf disse:

    OK! Afro-descendentes porque seus ancestrais vieram da áfrica.
    O que serei eu então?
    Ítalo-ibero-germano descendente?
    Para todos os efeitos e para meu prazer pessoal sou brasileira, descendente de europeus.
    Os negros não seriam antes brasileiros descendentes de africanos do que esta esdruxulice de afro-descendentes?
    A esquerda está conseguindo o que quer, criar conflito entre raças e entre classes.
    Ficarão satisfeitos quando virem correr sangue?

  12. Eduardo disse:

    É foda, daqui a pouco vão querer criar feriados para gay, pra cego, pra indio. assim não dá.

    Eu acho que os maiores preconceituosos são os próprios negros, a desculpa deles é sempre a cor da pele. Não arruma emprego por que é negro, não consegue isso por que é negro!!!!

  13. Maria Tereza disse:

    Se ainda existe preconceito contra negro ainda existe também muitos outros preconceitos.
    Contra gay, contra judeu, contra pobre etc. Mas o que o governo faz é por ricos ( ou remediados) contra pobre se negros contra brancos ao criar esta incrível cota nas faculdades, em vez de se empenhar em melhorar o nivel do ensino.
    Porque há também branco pobre e este não é beneficiado com estas cotas.
    Quanto ao fato de que os negros foram trazidos como escravos deve se lembrar que quem comerciava os escravos na Africa eram negros também, de tribos e etnias diferentes, que os vendiam aos portuguese e aos ingleses para a America do Norte.
    Portanto não é uma coisa de somente branco escravagista contra preto.
    Isto só melhora quando o nível cultural e econômico dos povos melhorar.

  14. […] O Brasil a caminho da segregação racial. [image]  Esperei as comemorações referentes ao dia da consciência negra cessarem para poder escrever este artigo, n […] […]

  15. Yara disse:

    Concordo plenamente com seu comentário, uma vez que se fizermos um dia da consciencia para todas raças  que imigraram para o Brasil, seria bem engraçado.As vezes penso em criar o dia da Loira, uma vez que sou descendente de alemães, e minha figura (loira) é tão escrachada ,debochada e ridicularizada. Com  isto acho até que merecemos vagas nas universidades, trabalhos e os cambao. O Dia da Consciencia Loira.Brincadeiras a parte, acho esta história de racismo uma grande ignorância uma vez que cada um um é um ser humano igualzinho ao outro, nasce , cresce e morre. Quem faz sua vida é a própria pessoa . cabe a ela valorizar-se, independente de cor. No dia que a humanidade compreender o que é o amor, aceitará seu semelhante como do jeitinho que é. E convenhamos voces não acham como é maravilhoso estas diferenças de cor, raça, costumes….. e a mistura então ….. só tem gente bonita.
    Eu penso que quem se incomoda, que volte para o local de origem. Eu sou é muito brasileira.

  16. Cinthya disse:

    O preconceito racial é um câncer que deve ser combatido. Entretanto, não pude deixar de fazer a seguinte observação…em uma novela, quando o jardineiro foi chamado de “negro safado” foi um comentário geral, a imprensa caiu matando. Recentemente, a personagem da Débora Falabella foi chamada de “branquela anoréxica” durante a novela pela irmã do Evilásio. Ninguém falou nada, mas como eu acompanho a novela observei bem a cena. Agora pergunto…isso é justo? Se eu for chamada de branquela, não posso processar por racismo e até posso ser alvo de chacotas. Que negócio é esse? Deixo bem claro que o preconceito é repulsivo, em qualquer ocasião.

  17. Ângela disse:

    Ás vezes esse discurso a respeito da consciência negra faz com que a gente se sinta “menos brasileiros” por não sermos afro-descendentes. Isso é muito triste. Não somos todos iguais perande a Constituição? O perigo dessas políticas sociais de inclusão é não contemplar as pessoas que realmente necessitam de auxílio: quem não tem acesso a comida, saúde, educação.

  18. Ana Claudia disse:

    Texto muito bem construído e que nos mostra com uma simplicidade a realidade brasileira de tal forma que nos insere dentro desta realidade. Concordo plenamente com a visão do autor e se qurem saber sou descendente de afro-brasileiros e me sinto insultada com toda essa propaganda racial sobre os negros. É triste saber que por políticas muito mal organizadas que acabam causando diferenças socioeconômicas, nossos políticos transfiram esse problema o qualificndo como um problema racial e para tentar ameniza-lo na frente da polução, criam cotas racias, que só aumentam ainda mais o racismo em nosso país, e para variar criam um feriado para os negros, se esquecendo dos brancos, dos asiáticos e das diversas raças e misturas que existem em nosso país. Infelizmente tinha que ser no Brasil

  19. Janaina disse:

    Parabéns pelo artigo!

  20. Os negros e descendentes que apoiam a igualdade racial, talvez nunca tenham sido barrados num clube ou eliminados pelo item boa aparencia numa vaga de emprego, ou discriminados pela vizinhança ou humilhados em reuniões f”familiares.
    Não notaram que já estão amparados pela Constituição de 1988, que tornou crime inafiançável a discriminação racial e que colhem frutos de lutas sociais sangrentas.
    Não percebem que não receberam os frutos do trabalho forçados de seus ascendentes escravizados, que trabalharam até a morte sem direito a salário, moradia digna, educação, saúde…, situação apoiada pelo governo e pela igreja…
    Os invasores do Brasil, que exploraram, escravizaram, mataram e degradaram o meio ambiente é que ainda colhem os frutos da injustiça em bens, assaltos sequestros e morte. Essa injustiça que ainda são destaque nos noticiários só sessaram quando houver justiça social.
    Quando os negros tiverem lugar e oportunidade para desenvolveram seu potencial criativo e harmonioso, como Castro Alves, Machado de Assis, Andre Rebouças, Antonio Rebouças, Miltom Santos, Gilberto Gil, Cruz e Souza, Clara Nunes e muitos outros negros brasileiros, professores, médicos, escritores, historiadores, engenheiros, agricultores, construtores, Etc.

  21. Vanderleia disse:

    Concordo plenamente. Afinal o que diz a senhora de todas as leis, que deveria ser seguida e nortear todos os demais atos no Brasil: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. Mas no Brasil parece que os valores são perdidos e todo texto é mero escrito inservível…
    Aliás sinto-me muito indignada e chego a ter uma sensação de angústia com essa política de cotas, desde seu início vi muita gente boa ser prejudicada. E, sem esperar, fui também: Vejam: prestei um concurso público, passei entre o número de vagas abertas, mas devido às cotas, passaram 03 pessoas na minha frente. POR QUÊ? Não são capazes de competir igualmente??? São menos inteligentes por acaso? Eu acredito que os negros são tão capazes quanto qualquer outra pessoa… Agora o pior: o primeiro da lista de cotas para afrodescentes mora com os pais, está terminando a Faculdade, vida tranquila… Eu sempre tive que lutar, ajudar em casa, não pude fazer Faculdade por falta de recursos e ELE PASSOU NA MINHA FRENTE!!!!!!!! Vai trabalhar em um lugar que deveria ser meu…
    Acredito sinceramente que a política do governo está criando um abismo social não pelas mazelas das pessoas, mas por ser injusta e racista.
    EU GOSTARIA APENAS DE SABER: PODEMOS FAZER ALGO PARA MUDAR ISSO?

  22. Carlos Camargo disse:

    Vamos expor as nossas feridas. Vamos falar, sim !!! Vamos revindicar os nossos legítimos direitos, sim !!!. Valeu Zumbi !!! Vai aquí um trecho de uma letra de música de Milton Nascimento extraida do disco “Missa dos Quilombos – 1982″
    “… Em nome de um povo que fêz seus Palmares e que ainda fará Palmares de novo. Palmares, Palmares do povo”
    Axé !!!

  23. Uilian disse:

    Não concordo com extinção do feriado da conciência negra, é um momento para refletir a barbarie que a sociedade comete quando os Afro-descendente, no emprego quando estão qualificados são excluidos maquiavelicamente. Referente os artigo acima concordo em partes. Os Portugueses foram um dos maiores explorados dessa terra, não tem porque o autor do artigo (O Brasil a caminho da segregação racial) questionar referente as cotas, todos os povos vidos pôs escravidão já tiveram a sua cota de( empregos terra etc..) e ficaram ricos nesse país.

  24. Acho que o Dia da Consciência Negra deveria ser alterado para Dia da Integração Racial.

  25. As diferenças raciais criam certos obstáculos à miscigenação e, em muito menor escala, à integração social. Isso é uma coisa natural e as exceções só vêm confirmar a regra. Quando existe educação e boa formação da cidadania (coisas que no Brasil ainda estão muito aquém de qualquer expectativa) arende-se, desde cedo, que, embora diferentes sob o ponto de vista anatômico, cultural e outros eventuais, as pessoas devem ser iguais perante a lei e consideradas da mesma forma e de forma recíproca.
    O que está se tentando fazer neste Brasil vitimado pela filosofia marxista, e já abandonada em qualquer país desenvolvido, é transformar essas diferenças naturais inter-raciais em ÓDIO RACIAL’, como iniciativa de cunho ideológico para promover a luta de classes sociais.
    Assim, medidas francamente racistas, como esse DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA e mesmo o fomento da REVOLUÇÃO QUILOMBOLA, têm o objetivo de plantar a luta fratricida entre os brasileiros, visando transformar o país num “estado de direito comunista”.
    Ainda acredito que meus compatriotas, sejam eles de qualquer raça, origem, crença e até torcida de futebol. são francamente contra isso e não se deixarão enganar pelos que tentam implantar tal situação no país.

  26. Paulo disse:

    Como você não conhece sua descendência ? Será que não tem filhos? Ou você quis referir-se à sua ascedência (aqueles de quem você é ascendente)?
    Confundiu
    Abraços

  27. marcia venturato disse:

    Aposto num dia onde se comemora não só a tolerancia da diversidade racial.
    Mas a tolerancia de todas as diferenças.

  28. erika disse:

    Você é babaca assim todo dia ou foi só na semana da consciência negra que vc levantou com o pé esquerdo? QUe textinho mais reacionário heim??? Vai se utilizar de raciocínio erético lá longe figurinha no notion! O mais legal é q. seres do seu nipe tem que engolir políticas afirmativas e a única coisa q. podem fazer é isso mesmo : esbravejar e criar raciocínios que partem de premissas falsas pra ver se cola!!! Forte abraço pessoa tristinha!!! vc merece nossa compaixão!

  29. Márcia Ribeiro disse:

    Gostei muito do artigo original e de alguns comentários dos internautas. Concordo com o artigo, e também não sou negra mas já fui alvo de preconceito por ser diferente: única família ruiva em uma pequena cidade do interior, éramos os “estranhos”. Quando criança me sentia inferiorizada, mas nada que uma boa criação, educação e valores sólidos não dê jeito.

  30. Rosamaria disse:

    Concordo com quase tudo o que foi dito acima.Sou contra as cotas para negros e contra o feriado de 20 de novembro. Sou tão contra preconceito que sou casada com um negro ou o horroroso “afro-descendente”. É a pessoa melhor do mundo, coração de ouro, honesto, justo, trabalhador extremado. É meu melhor amigo, meu cúmplice. E eu sou descendente de italianos e espanhóis, loira de olhos azuis. Temos diferenças culturais. Tenho curso superior e ele não.Mas a diferença é compensada pela profunda amizade que nos une. Já fomos discriminados pela minha família, amigos e estranhos. E por incrível que pareça, essa discriminação partiu muitas vezes dos negros. Uma vez fui agredida por uma negra, professora de história, que muito zangada perguntou-me se eu não tinha vergonha, sendo de raça “ariana” estar unida a um negro. Chegou mesmo a acusar-me de “desavergonhada”. Eu creio que o preconceito existe e, tristemente constato, que vem principalmente dos negros. E meu marido sofre porque sempre lhe perguntam se é “jogador de futebol”. Sem falsa modéstia, formamos um belo par. E nos amamos. E isto é o que importa.

    Não sou a favor do tal dia 20 de novembro só para negros. Sou a favor de um 20/11 contra toda e qualquer discriminação, seja de sexo, religião, racial.

    O que necessitamos é de escolas públicas com professores bem preparados, bem remunerados e motivados, e que amem o que fazem. Eu não estudei em escola particular e não precisei fazer “cursinho” para entrar em uma Universidade, porque sou do tempo em que uma escola pública realmente preparava o aluno. E conseguí passar em 1º lugar na primeira faculdade (fiz 2 cursos superiores). Trabalhando durante o dia e estudando à noite “batalhei” muito para chegar ao fim dos cursos.

    O que aconselho aos mais pobres, sejam brancos, amarelos, negros é que tenham “raça”, estudem muito, leiam muito e lutem para vencer. Não esperem nada do governo. Nunca dependí dele para nada e todo aquele que quiser ser alguém deve seguir seu ideal. Não perca tempo com ilusões, discussões. Siga seu sonho.

  31. Lilo disse:

    “Considero-me um legítimo filho do Brasil e não possuo descendência negra até onde consegui levantar nas árvores genealógicas das famílias do meu pai e da minha mãe. Sou fruto da relação de um homem português de Maceira um pequeno distrito de Lisboa e uma mulher descendente de sírios e libaneses.” Só este trecho explícita por todo o ‘conteúdo’ de todo o seu texto: você, como brasileiro legítimo, portanto, não descendente de negro, tem o maior orgulho desta condição. Com certeza, nem você, nem os seus leitores-fãs nunca na vida passaram realmente por uma situação de discriminação efetiva, que os fizesse experenciar a sensação de humilhação: ser barrado num elevador social de um prédio, ser impedido de entrar num clube, ser desqualificado pela professora quando ainda era criança nos primeiros anos da escola primária. Mas isso não interessa a vocês, afinal, quem está instituindo o RACISMO no Brasil são os negros, pois são eles que detêm as condições econômicas, sociais e históricas de mudar este país, foram eles, quem institucionalizaram a graduação inferioridade-superioridade com base em critérios fenotípicos. Foram os negros quem se aproveitaram de uma condição comum em outros continentes (não estou dizendo que seja aceitável, mas ocorria em partes da Europa e da Ásia, a escravidão interna) para lucrar, gerar riquezas para si e expandir sua dominação.
    Estou no que chamam, a cidade com maior população negra fora da África, sou negra, universitária, e nordestina, não ingressei pelo sistema de cotas, mas mesmo com este sistema, as universidades públicas por aqui têm menos de 10% de alunos negros, numa cidade que tem mais de 80% da população negra.
    Textos como este, servem para o esvaziamento da discussão da problemática racial no Brasil, mas esperar o quê de gente que vive ‘no país da democracia racial’, onde leis são respeitadas, e todos têm efetivamente os mesmos direitos e oportunidades?
    Eu sou quem vivo em outro país, diferente do seu, onde direitos não são respeitados, regalias conquistadas a custa da exploração dos outros são preservadas e intocavéis.
    Para mim, é ilegítimo que uma pessoa, que indiretamente tem orgulho de assumir sua ‘branquitude’ se ache no direito de discutir questões racias e não se assuma enquanto racista, classista e bairrista.
    A propósito, o Brasil não está a caminho da segregação racial, esta foi uma das bases da construção deste país, estamos a caminho de reconhecer essa situação e revertê-la, afinal, se isso não fosse verdade por que os brancos teriam tanto medo do aumento de negros na universidade?
    Pra finalizar, uma sugestão, estudem mais sobre a história deste país, vocês saberiam que por aqui já houve cotas para alemães, italianos, filhos de latifundiários, etc etc etc

  32. Angela disse:

    DIA DA INTEGRAÇÃO RACIAL….apoio! Vamos providenciar um Projeto de Lei Popular a respeito? Algum advogado se prontifica a abraçar a causa? Concordo e parabenizo a clareza das opiniões aqui expostas.

  33. karícia disse:

    O dia que o Brasil conseguir educação de qualidade para todos, erradicar a miséria e a corrupçao nos principais setores da sociedade e se tornar realmente civilizado… aí sim teremos capacidade de realizar debates sobre este tema, pois a maioria da população nem sequer tem conhecimento da própria história do país e da importância dos imigrantes, principalmente os africanos, para a formação de uma país que tem uma das culturas mais ricas do mundo.

  34. Manoel Depaille disse:

    Essa política de cotas foi introduzida pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso. É a ele que devemos questioná-lo, o por que desta política populista. O Lula, como não tem planejamento político só deu continuidade.

  35. clauderiete disse:

    Chega de blá blá blá. Quer realidade? Pinte sua pele, more numa favela e saia numa rua qualquer, linda colorida, livre, repire e ……………….. E então escreva.

  36. jordana botelho disse:

    hum… será q vc vai ler isso ou vou escrever a toa… mas vou falar o q penso. A diferença social não é fruto da diferença racial nem vice-versa. Naturalmente, há uma relação intrínseca entre raça e posição social. Entretanto, no Brasil acontece que a raça negra está concentrada na classe economica baixa e tem, comparativamente, menos acesso a instituições de ensino e oportunidades de bons empregos. Isso é fato. Não acho que exista uma medida que possa hoje, 400 anos depois que chegaram os primeiros negros no Brasil, redimir ou anular os efeitos da escravidão negra, nem da escravidão indígena, nem da imposição religiosa, etc… que houve na historia do nosso país. Penso, porém, que alguma coisa deve ser feita para garantir o pleno cumprimento de direitos a todos os brasileiros, independente de raça, religiao, sexo… etc. O ideal seria mesmo uma reestruturação social, investimento maciço em educação publica de qualidade. Atualmente, o que se ve em escolas particulares de ensino fundamental e medio é maioria de crianças brancas, cujos pais podem pagar. essas crianças vao passar no vestibular e se qualificarem, e ter acesso aos melhores empregos. A criança branca que depende da educação publica fica na mesma situação do negro … e daí entao deveriamos criar cotas para classe baixa. que problema seria colocar uma linha entre classe baixa e classe media e alta para saber quem tem direito a cotas, quem nao tem. Além do que, cotas para maioria seria uma incoerencia, pois a maior parte da população brasileira é pobre. Se deixar como está, vamos continuar a ter um circulo fechado em cada uma das classes. Se mexer, dá confusão. Mas, a essa altura do campeonato, acho q vale a pena mexer, pq pior é difícil ficar. Vamos tentar a politica de cotas (q eu sinceramente nao acredito, nao sou a favor, mas não sou contra) porque acho que ALGUMA COISA TEM Q SER FEITA! ficar esperando o negro equilibrar nas classes media e baixa é que não dá, pq isso nao vai acontecer se eles nao puderem ser médicos, advogados, engenheiros, professores, etc… se o país parasse de ficar dando peixe e ensinasse a pescar, tudo daria certo, mas demoraria… e o povo precisa comer todo dia, não dá pra esperar, então… vamos ver se dá pra dividir entre medidas a curto, médio e longo prazo. As cotas pra mim são como a água que se toma quando tá com fome… só pra enganar a barriga… mas estou pagando pra ver…

  37. NN disse:

    Nossa, Lilo, matou a pau. É muito simplista mesmo, acreditar que no Brasil não existe preconceito de cor, que o branco também sofre preconceito. Parece que realmente incomoda a sociedade discutir os problemas e tentar resolve-los. Fica mais fácil acreditarmos que somos o paraíso da miscigenação e jogar a culpa da “segregação racial” para os negros. Na verdade, isso é uma guerra muito antiga e só pessoas como você ainda não perceberam que os negros acordaram e estão dispostos a encontrar soluçãoes para que seus filhos sejam menos prejudicadaos que eles.
    Se pensadores como você não entendem o significado disso para uma nação figura que estamos longe de uma solução. Enquanto as pessoas ainda acreditarem que a culpa é do negro, aliás uma pessoa até fala sobre “Quanto ao fato de que os negros foram trazidos como escravos deve se lembrar que quem comerciava os escravos na Africa eram negros também, de tribos e etnias diferentes, que os vendiam aos portuguese e aos ingleses para a America do Norte. Portanto não é uma coisa de somente branco escravagista contra preto.”
    Realmente, se desde criança estudassemos a história da Africa, valorizando também a cultura negra e entendendo os diferentes modos de escravização, asneiras como essas não seriam ditas. Se a história desse país está ligada à Portugal, da mesma maneira está ligada à Africa, mas na escola só aprendemos o lado de Portugal, como se a Àfrica fosse menos importante, e até hoje assim se estuda. Da mesma maneira que o senhor propõe que esqueçamos a discussão racial, que comemoremos a igauldade racial, é que o senhor, como a maioria de nós, aprendeu já na escola a ignorar a Africa. Sim, a diverisdade existe, issoé maravilhoso, e até entendo as chacotas que passam por todas camadas da nossa sociedade. mas negar a responsabilidade que temos perante o MUNDO em nome da diversidade é muito simplista. A coisa é mais embaixo.

  38. Acildo Leite disse:

    O Brasil é um exemplo “democratico” de uma segregação dissimulada, somado a disinformação histórica dos fatos como claramente vc demonstra em seu texto desinformativo. Quem instituiu o racismo foi quem se colocou na posição de saqueadores armados de um aparelho de querra – O EUROPEUS OS LADRÕES E ESCRAVIZADORES DA ÀFRICA, roubando a força de trabalho e a riqueza desse continente, e esse exemplo que chama de europa se constitui na riqueza e numa “civilização” a custa dos sangues da áfrica. O RACISMO é uma prerogatíva dos europeus/portugues, esses escravizadores luso é que classificaram aqui, em sua colônia, os não brancos em pretos, pardos , cabras e por vai. Um país que se contituiu nos braços da escravidão, a maior experiencia de escravidão das américa, não qual vc não tem a mínima noção o que passa os descente desses braços e corpos contrutores desta nação, e daqual ele não compartilha da riqueza que contruiram, o mínimo que se pode fazer é garantir as politicas públicas repáratória – e COTA é uma politica reparatória. Diga se de passagem mínima, considerando tudo que os NEGROS já fizeram e fazem por esses país. Não me venha vítimar mais umas os negros com vc fez de forma arrogante e autoritária, atitute essa que me levou a responder na mesma altura. Precisa conhecer mais a história do Brasil que entenderas que não é tão confortavel como é para vc que tem o privilégio de arrotar dupla cidadania.

  39. Hermes Dantas disse:

    Concordo plenamente com o articulista. O Brasil não caminha, tão somente, para uma segregação racial, além desta, vivemos um separação socioeconômica das mais austeras. Ricos e pobres sempre existiram, existe e existirão numa sociedade heterogênea. No entanto, a diferença existente entre essas classes é muito acentuada. Quanto ao feriado, acho um atraso. Não se justifica. Eu, como negro, não me sinto lisonjeado com esta “singela” reparação. Quero sim é ser respeitado como ser humano e ver este respeito estendido há todos aqueles que respiram o mesmo ar. Não vejo diferença entre seres humanos. Não existe melhor, nem pior. A dor e a morte igualam todos nós: negro, branco, índio, judeu, etc….. Quanto às segregativas cotas nas universidades, acho uma medida “inteligente” do governo, para encobrir as suas ineficazes ações sociais e de governo. Sabemos, que pobre não tem recursos para frequentar bons colégios particulares no Ensino Fundamental e Médio. Sem uma boa base escolar, ninguém consegue acesso a uma faculdade pública, as melhores. Seja, negro, branco, índio, judeu….. Aí, outra aberração. O que chamo de X. Entenda: os alunos de melhor poder aquisitivo faz todo o ensino de base nos colégios particulares, e depois vai cursar uma faculdade gratuita (pública); enquanto os alunos pobres cursam têm a base nos péssimos colégios municipais e estaduais e saem de lá para cursar uma universidade paga, pois, sabidamente, não há muita exigência para o acesso. Negro, pobre, português, judeu, loira…. Não querem cotas, feriados, cestas básicas do governo, querem apenas o direito de exercer com dignidade sua cidadania. Quanto à segregação de raças, é uma pena que haja tanta hipocrisia. O Brasil tem que assumir sua indigna posição de país de muitos preconceitos. Quanto a mim, prefiro um inimigo declarado a um falso amigo.

  40. Flavia disse:

    Li os comentarios e concordo com quase todos . Adorei o que escreveu Rosamaria (vc ‘e demais)e minha vida foi assim tambem lutei muito para conquistar meu espaco com honestidade , dignidade , moral e etica. Eu tambem tenho sanque de portugueses meus avos paternos vieram de Leiria, uma avo materna cafusa e mieus pais nascidos no Brasil e sou loira olhos azuis e cabelo loiros.

    Sou uma mistura de racas e com muito orgulho sou Brasileira !

    PS: Se ja sofri preconceito … sim e muito , sofri o preconceito social por nao ter pais casados, fui humilhada pela diretora da escola ( uma freira ) maes de amigas minha que nao permitiram que suas filhas falassem comigo … e ate quando fazem aquela cara Ahhh Loira burra ou entao garota de programa ! Tudo isso fez com que meu caracter fosse mais forte e lutasse e me fez ser mais correta comigo mesma e sociedade. Posso dizer com orgulho que sei o que significa MORAL e ETICA e NUNCA DEPENDI DESSE GOVERNO BRASILEIRO SAFADO, GOVERNANTES CORRUPTOS, PARA ME EDUCAR !

  41. A agressividade de alguns comentários serve para confirmar que, meu temor possui procedência real e que a guerra racial pode ocorrer antes do que esperamos. Continuo salientando que nunca questionei o sofrimento dos negros ou deixei de reconhecer o quanto o Brasil perdeu com o regime de escravidão. De qualquer forma obrigado a todos pela colaboração ao blog e pelo exercício da cidadania.

  42. Eduardo disse:

    Muito pertinente o seu artigo. Concordo com a sua posição e admiro comentários com o da Taise que demonstra um alto grau de conscientização. Qualquer pessoa pode ingressar na universidade, independente da sua origem. Ninguém está sendo impedido de ingressar na universidade por causa de sua origem, basta passar no exame vestibular. Então, a solução não é impor cotas e sim melhorar o ensino para todos os brasileiros, como disse a Taise. Os recursos existem, com o que custa para o país (ou seja nós) um único senador ou deputado daria para manter muitas escolas e sair da posição vexatória de ter um dois piores níveis de ensino do mundo, conforme demonstrou o resultado da ultima avaliação internacional.

  43. Judite disse:

    Finalmente pessoas com idéias lúcidas a respeito deste assunto!
    Já estava pensando que eu era a única a temer a diferença feita, através de lei, entre o preto e o branco.
    Se somos todos iguais porquê um dia especial para negros, áreas reservadas para negros residirem, quotas para negros em escolas, etc ??
    Não entendo como o STF pode permitir leis que instituam a diferença entre iguais. Penso que esta diferenciação pode levar a um acirramento do preconceito e a intolerância racial e provocará no futuro, problemas maiores para os brasileiros negros.

  44. APARECIDO COSTA disse:

    A história do Brasil deveria ser reescrita, de acordo com os fatos reais, e não a ensinada para nós como foi para muitos , nos bancos escolares.
    A raça negra, vários povos retirados de sua terra durante mais de de 3 séculos, não temos idéia do desequílibrio causados ao povo Africano, vejo que ainda nos dias de hoje, muita gente acha que o continente Africano é tão somente um pais.
    Hoje eu me questiono, onde estava os líderes religiosos, onde estava o Papa?
    Muitos Países da África, sofre nos dia de hoje, Berço de um povo que contribuiu forçamente para a construção não somente do Brasil, mas, de vários paises deste Planeta.
    Muita gente ainda nos dia de hoje, acham que o ato da princesa Isabel, (estava substituíndo D. Pedro II), foi uma caridade, uma benevolência, penso que foi apenas uma formalidade, tamanha era a pressão, interna como externa exemplo , Inglaterra.
    Vemos que a partir da Abolição, a luta por parte dos negros diminuiu, tivemos no século passado alguns grandes defensores como CASTRO ALVES, MACHADO DE ASSIS, etc.
    Aqui no Brasil ficou o racismo ficou camuflado, reacendendo as discussões mais abertamente agora com o feriado de 20 de novembro, queira Deus, que não seja necessário acontecer o que aconteceu nos EUA na década de 60, para que o o Direito e Respeito a Raça Negra seja reconhecida.
    Não sou favorável ao Feriado, mas esta servindo para discussões sem hipocrísia, sobre os problemas da Raça Negra.
    Zumbi, ainda desconhecido de muitos , foi e deve continuar sendo a referência da Raça Negra no Brasil, sua luta jamais deverá ser esquecida.

  45. jacinto Pereira disse:

    Pureza. Creio que toda a celuma criada sobre isso deriva do mal uso do coneito de pureza utilizado no sentido, aspecto físico. Pois trata-se antes de tudo de pureza no sentido espiritual que qualquer espécie possuí. Seja branco, asiáticos, negros, etc. É hora de para de incentivar as diferenças- que são naturais- e incentivar a tolerância, o respeito, o amor à espécie humana. Sou descente de indios e portugues, casado com uma brasileira descentes de africanos.

  46. Karina disse:

    QUE LOUCURA!! CADA TEM SUA OPNIÃO! E SABEMOS QUE TEMOS QUE RESPEITAR OPNIÃO ALHEIA! PORTANTO RESPEITEM O DIA DA CONSCIENCIA NEGRA, E SE VOCE QUE É QUE É PORTUGUES ASIATICO ETC QUE CRIAR SEU DIA? FAÇA ACONTECER! NAO VEEM QUE O BRASIL, É UMA MERDA!? E QUE NAO TEM NINGUEM CERTO??? TODO MUNDO ERRADO. COMO É QUE PODE VOCES DIZEREM COMO É QUE DEVE SER FEITO? TODOS NOS SOMOS SERES HUMANOS IMPERFEITOS! DEIXE O POVO NEGRO COMEMORAR OS ANOS DE PROGRESSO E DE LIVRAMENTO!

  47. Fernanda disse:

    Vc disse que nunca viu uma palavra de ordem ou feriado para homenagear os portugueses, asiáticos, turcos e blá, blá, blá… Que ajudaram a construir nosso país.
    Eles realmente estiveram aqui, realmente ajudaram a contruir esse país e devem ser lembrados com muito respeito. Mas, acontece que eles vieram “por vontade própria” e receberam “mesmo que miseros pagamentos” pelos serviços prestados, ganharam casas para morar e foram alimentados de maneira decente.
    Ao contrário dos negros que vieram como escravos amontoados em navios, apanharam, foram obrigados a trabalhar em prol de uma causa que eles não apoiavam, dormiram em senzalas, foram chicoteados e o pior, não receberam nem um pagamento por tamanho esforço exercido em prol deste país. E hj, são seus decentes, que em maior número, sofrem as maiores discriminações. SÃO ELES QUE MERECEM TODAS ‘AÇÕES QUE TENTEM CORRIGIR A DIVIDA PASSADA’ EOS FERIADOS A IMGEM QUE POR ANOS FOI HUMILHADA.

  48. Moacir R Capra disse:

    Concordo plenamente com o comentário e, acrescento que ao invés de dia da consciência negra, façamos o dia da Consciência Humana, onde podemos fazer valer o príncio de que todos somos iguais, independente de raça, cor, religião, time de futebol, etc…
    Esse negócio de dia dedicado a “consciência” de qualquer raça individualmente, é coisa de político brasileiro encobrindo a verdadeira discriminação de nosso país, que é a sócio-econômica, em muito promovida pela própria classe política.

  49. José Roberto F. Militao disse:

    Prezados blogueiros, os debates estão bem interessantes:

    Sou advogado e antigo militante contra o racismo e do movimento negro. Desde 1980 sempre defendi políticas de Ações Afirmativas(AAs), como tem sido feito no Canadá, Austrália, França, Inglaterra, Finlândia, e mesmo na África do Sul e EUA onde não existem leis raciais nem reserva de cotas raciais.

    Portanto, entendo que AAs são necessárias e podem ser feitas sem admissão da ´raça estatal´, com leis e cotas raciais. O nosso desafio para acabar com o racismo é a destruição da ´crença´ em raças humanas. Porisso, além de inconstitucional, entendo que o Estado racial viola a nossa responsabilidade ética com o futuro, pois em todo o mundo, sempre que o Estado legislou sobre raças foi uma tragédia, tal como nos EUA da segregação, na Alemanha nazista, na Itália facista, na Índia das castas e dos intocáveis, ou na África do Sul do ´aphatheid´, além de ser contra os interesses dos afro-brasileiros a adoção de leis raciais.

    Vejo nos comentários que muitos – desde o articulista – (´esse país é uma mistura de raças´) acreditam em raças e designam a ´raça branca´ ou a ´raça negra´, e todos enfim, estão equivocados. Não há raças humanas, somente existe a espécie humana, com pessoas com a cor da pele diferente, em razão exclusiva, da presença da melina, uma substância de proteçao da pele. Quem crê em raças, crê na hierarquia com que o conceito foi edificado. Se há hierarquia, não há igualdades. Portanto o nosso desafio é demonstrar isso: não existem raças humanas.

    Faz anos venho fazendo esse debate dentro do movimento negro e fui um dos poucos militantes afrodescendente que subscrevi o ´Manifesto à Nação´ contra os projetos de leis raciais. Estou na Comissão Especial da Câmara dos Deputados e advogo contra os projetos de leis raciais e contra a adoção de cotas raciais, primeiro por não serem os instrumentos adequados para fazer AA´s. Em segundo por trazerem consigo a racialização do Estado. Quem crê em raças, não crê em igualdade.

    Por fim, não sejamos hipócritas para negar a cultura do racismo. Devemos reconhecer que há discriminações e nós, afrodescendentes (não pertenço à raça negra – pois não creio em raças), somos vítimas históricas, tal como são vítimas também as mulheres dos machismo e do sexismo, e vítimas da homofobia, da xenofocia, sendo necessária a a intervenção do Estado para regular e assegurar a garantia da igualdade de tratamento e de oportunidades. A isso a doutrina jurídica, desde John Rawls (1971) designa como Ações Afirmativas destinada a fazer a equalização do direito à liberdade com o direito à igualdade.

    Todos os estudos demonstram que Ações Afirmativas produzem bons resultados ao induzir a diversidade humana, e com a diversidade, vai desconstruindo os preconceitos e a cultura do racismo, do machismo, do sexismo e da homofobia. Isso deve ser feiro, sem produzir efeitos colaterais de um Estado Racial e do acolhimento do ideal racista que sempre foi o estigma da inferioridade intelectual dos pretos.

    Em relação ao dia da consciência ´negra´, prefiro que o dia 20 de novembro seja inteiramente dedicado ao homenageado, o herói nacional: Zumbi de Palmares que lutou contra o regime da escravidão e que merece ser reverenciado e conhecido por nossa juventude para aprendizagem que a luta por ideais, mesmo que distantes, vale a pena. Saudações a todos.

  50. Serei breve. Gostei muito do texto e dos conceitos que ele expõe. Eu sou bisneto de portugueses, italianos e indios, ou seja, sou mestiço. E é esta mestiçagem a grande riqueza do Brasil. Estas estúpidas cotas não deveriam existir pois estão jogando brasileiros contra brasileiros. Ação afirmativa pode ser mas não cotas.

  51. Armindo disse:

    O que Luis Gustavo Chapchap em seu artigo “O Brasil a caminho da segregação racial” escreveu, venho falando a um bom tempo entre os meus amigos.
    Ficando apenas no item cotas para negros em universidades: o problema do país é social, são as diferenças gritantes nas classes sociais. Será que alguém já ouviu falar do Pelé ser barrado em algum evento social??? Eu não.
    Não sou a favor de cotas em universidades, mas aceito cotas para pessoas oriundas de escolas pública, independente de sua origem étnica. Aceito sim por um intervalo de tempo suficiente para que as gerações futuras sejam corretamente instruídas e conquistem sua vaga. Quem consegue sua colocação assim “na moral”, com certeza se valoriza, se respeita e se faz respeitar muito mais.
    O negro estaria melhor agindo, se junto com outros grupos étnicos estivessem defendendo melhoria nas escolas públicas de ensino fundamental, ensino médio e superior. Mas no meu entendimento o que se está fazendo é baixando o nível do ensino superior, sim, porque aqueles que entrarem com cotas deixa claro possuírem nível de instrução inferior aos que não se beneficiaram delas e, será que os negros que entrarem na faculdade utilizando a “muleta” das cotas farão a diferença?
    Fará diferença apenas para aqueles que delas se beneficiarem, porque atrás permanecerá uma legião de negros, brancos, sírios, alemães, japoneses etc, que não têm acesso ao ensino de qualidade e que o mais próximo que chegarão a uma sala de aula do ensino superior será para limpar a sujeira deixada por estudantes negros, brancos, sírios, alemães, japoneses etc, que por lá passarem.

  52. evany disse:

    GOSTEI DE SEU ARTIGO, que li hoje 12 de dezembro e que revela uma capacidade de reflexão, ausente em muitos de nossos acadêmicos, tipo sociólogos que só querem saber de estatísticas. O Brasil é o país mais racista que existe porque os políticos, as ôtoridadis, o poder, a sociedade de um modo geral não consegue enxergar!…E por isso praticamente sem possibilidade de integração entre culturas diferentes, pois tambem não tem política para uma promoção social. Essa é a limitação própria de nossa sociedade num todo. NÃO EXERGA MESMO e compensa a cegueira inventando coisas “divertidas”, mentiras folclóricas. Conheci um antropólogo angolano, professor, e relatei a êle sobre a “nossa herança” afro, nos cultos de candomblé. .. êle riu-se e com aquele sotaque disse: “nada disso existe em Africa, porque isto é do imaginário europeu”. Fiquei sem saber se acreditava nele, ou não. Mas tambem lembrei que nos Estados Unidos, com quase as mesmas etnias, estes lindos ritos e seus personagens não existem. Sem dúvida que aqui no Brasil são uma forma cultural belíssima, ligada ao drama cósmico, representações de frorças da natureza, etc. mas aí a coisa está sempre num campo anímico, sem sair do tribal, antítese da integração, quase sem conexão com o tempo presente, ou o mundo da civilitas e do dinheiro. Já nos Estados Unidos, sem essas conexões semi-folclóricas, existe verdadeira promoção social. Lá tem um ótimo jazz, que influenciou grandes mestres da musica como Erik Satie, Igor Stravinski , Gershwin e Claude Debussy, com seus cake-walks para piano. Mravilha!
    Mas aqui no Brasil, no sentido musical, as ôtoridadis educacionais QUE NÃO ENXERGAM modificaram o ensino, a ponto de tirar a matéria de Canto Orfeônico, na qual aprendíamos a ler música e solfejo e inserir apenas rítmos de batuque.
    Perguntei a uma diretora o porquê dessa barbaridade. Ela respondeu que ensinar solfejo e aprendizado de leitura de pautas de música era algo MUITO ELITISTA para mente do povo… Revoltante!
    E neste sistema brasileiro autofágico, marginalizam ainda mais o povo. Quanto à História, inventam, na falta de relatos e documentos considerados “históricos”. Embora pudessem ser refinados em termos de cultura e arte, nenhum povo tribal jamais teve “historia”, em qualquer raça: fôsse índio, celta, germanico, ibérico, porque isso é um conceito recente. Mas aí as ÔTORIDADIS “intelecquituais” brasileiras inventam histórias, tipo ZUMBI um personagem heroico de pura ficção, pois não existe prova de que tenha existido. Mas certamente existiram pequenas colonias de escravos fugidos, e que chamam de “quilombo”.
    Mas é de se considerar este “Dia da Consciência Negra” um evento de desinformação, algo compensatório para ausência de promoção social rumo à integração de todas as pessoas que compoem a sociedade brasileira, independentemente de cor ou raça.
    Sim, você está coberto de razão. Desse jeito o Brasil caminha célere para um aumento de segregação racial.

  53. Adão disse:

    Quando criança eu ouvia falar:” Que no Brasil não existia preconceito racial,porque o negro sabia o seu lugar”. Agora, adulto percebo como esse dito popular é tão presente.
    Quantos de vocês, acima, são negros?
    Quantos de vocês estudaram, todo a formação estundantil, em escolas públicas?
    Quantos de vocês têm filhos em escolas públicas?
    Onde estavam esses nosso irmãozinhos brancos e não-brancos nos últimos trinta anos?
    Foram mais de trezentos anos de travbalho escravo, são cento e dezenove anos de trabalho não-escravo e menos de cinco anos de cotas para negros em universidade pública.
    Nunca dantes, se viu brancos e não brancos tão preocupados com o ensino público nesse país.
    Realmente é algo social, criaturas com deficiência nutritiva, moradoras de “gueto” e possuidoras de pargos recurso econômico-social, quererem frequentar de igual para igual os santúarios do saber , em que só aqueles merecedores por linhagem , poder (dinheiro) e saber tem o direito.
    A segregação racial , já existe a mais de quatrocentos anos no Brasil, não tentem tapar o Sol com a peneira.O que nós, negros e adeptos da causa, estamos fazendo é mostrá-la e apontar uma saída para tal. Sabe-se e está demosntrado nos comentários que ela não agrada a muitos daqueles, que sempre foram agraciados com cotas não declaradas , mas concedidas e aceitas (bolsa de estudo, parentesco, qi, peixe, etc).
    Felizmente, o pouco número de negros, que nesses cento e dezenove anos conseguiram transpor a barreira socio-econômica e racial, se conscietizou que o quanto é importante ter mais e mais negros com curso superior. É esta a luta e isso lhe diz respeito e cabe a ele tomá-la em suas mãos. Dando o curso que melhor lhe aponta.
    Como uma dica para adoçar os comentários, ouçam o samba da Mangueira- Os cem anos de abolição no Brasil, em que ela foi campeã do carnaval carioca em 1988.

    Será que só agora perceberam que a nossa sociedade é multiracial e que a maioria dela tem uma grande quantidade de melanina na pele?
    Senhores e senhoras brancos e não-brancos, o movimento de negros não irão invadir suas casas, nem atacarão seus filhos/as e não tomarão suas preciosidades materiais, o que ele deseja é o respeito e o lugar que lhe cabe como força ecnômica produtiva, os quais lhes têm sido negado e faltado nesses mais de quatrocento e setenta anos de existência nas terras brasileiras.

  54. Anna Bueno disse:

    Com todo respeito ao autor deste texto, mas oq li parece algo irreal. Dizer que no Brasil o preconceito social ultrapassa o preconceito racial, é quase uma piada.
    Não quero aprofundar-me no assunto, porque meu comentário ficaria muito extenso.
    Eu acho sim necessário ter um dia para a consciência negra, para que pelo menos as crianças negras saibam e orgulhem-se de seus ancestrais, já que nas escolas(públicas e particulares), a verdade não é ensinada. Do contrário, muitas crianças e jovens negros, não teriam vergonha de assumir sua raça.
    O fato do governo conceder cotas universitárias aos negros, acho necessário sim, não vejo isto como um favor e nem como uma compensação. As pessoas contrárias, com certeza vivem uma outra realidade. Não sabem oq pessoas da classe média baixa vivem, isto no Brasil é muito comum.
    Não gostam que coloquem ¨o dedo na ferida¨. Fico muito feliz quando vejo famílias negras com poder aquisitivo e conscientes da realidade dos negros de baixa renda, que são a grande maioria.
    Por que não é comentado o fato de uma novela na Rede Globo, colocar negros com estereótipos que à anos os meios de comunicação incurtem na mente das pessoas?
    Negros favelados, empregados domésticos, somente em condições de subordinados.
    Será que isto ajuda mudar a mentalidade de grande parte da população em relação aos negros? Por favor, vamos parar com esta hipocrisia e encarar os fatos.
    Desta maneira, conseguiremos diminuir o preconceito.
    E pra finalizar, caso o autor do texto não saiba, os portugueses tem sim sangue negro, talvez vc seja uma rara exceção.
    Isto eu aprendi no segundo grau, com um professor angolano que foi criado em Portugal.

  55. evany disse:

    Ainda comentando seu texto, eu diria que em toda parte existe segregação, embora em dose menor e que não é racial. As raças diferentes se auto segregam, e são segregadas, mas a diferença e motivo de separação é, APENAS, do ponto de vista de costumes e usos, ou seja, uma segregação cultural. Esta segregação não é detrimento de qualquer parte. Mas a coisa aqui no Brasil gira em tôrno do binômio nível financeiro/cor da pele. A cor da pele (e apenas isso) estaria ligada à pobreza e à baixa rensa? Sim. E isso não é só por “racismo”, mas por uma questão de cultura, a nivel antropológico. Mas isso tem que ser vencido!
    As culturas tribais são muito resistentes e muito mais fortes do que a civilização eurocêntrica, Persistem, são ligadas à terra, e são um mundo de imensa riqueza. Porem não são culturas de dinheiro. Mas estas magníficas culturas vem levando gerações para se inserirem no mundo da civilitas e do dinheiro. Esse mundo do dinheiro é espiritulamente pobre, se comparado ao mundo ancestral da tribo. Mas uma vêz no mundo da civilitas e do dinheiro, NÃO HÁ (não há ! ) RETORNO AO LONGINQUO E LENDÁRIO MUNDO tribal. E quem insistir numa existência folclórica pauperista, ou a isso for levado, manipulado para cair nesta armadilha de supostas crenças indolentes, vai marcar passo sem sair do lugar.
    Se eu fosse uma mulher de pele negra, eu seria como uma Condoleeza Rice, meu ídolo. Alí não tem cor de nada, É APENAS GENTE! Mesmo que eu não simpatize com certas ideologias, considero mulheres assim vencedoras. Mas gente assim se esforça, estuda, usa auto-disciplina. É duro! Homens vencedores não se abandonam à própria sensualidade e usan suas energias para o crescimento interno e material.

    HAY QUE ENDURECER (consigo mesmo) PERO SIN PERDER LA TERNURA

  56. Adriana de Almeida Gentil disse:

    Bom, vamos por partes. Li a maioria das opiniões e encontrei várias diferentes, agora vou expor a minha. Em primeiro lugar, esse papo de que “…os maiores preconceituosos são os negros…” não passa de um argumento de um típico racista querendo amenizar sua culpa, esse lence de preconceito, tando racial como sexual, cultural e etc, não tem como ser arrancado da sociedade, todo mundo tem o seu pré conceito, só que expor ele em forma de discriminação se torna inadmiscível. Agora falando sobre cotas, não sou contra nem a favor, muitos diriam que eu estaria em cima do muro mas estar contra é ignorar os benefícios, e ser a favor é não querer enxergar as falhas e querer maquiar a verdade. Acho que as cotas na faculdade é uma forma de suprimir a má qualidade da educação que o governo oferece. Lado positivo é que, como a maioria dos negros e descendentes se encontram á margem da sociedade e não têm acesso á uma boa educação, agora tem a oportunidade de cursar uma faculdade, mas quero lembra que não são só negros que não tem chance de uma educação adequada , e´nesse ponto que eu queria chegar, essa carência de oportunidades atingem varios outros que não são negros. Eu sou negra e concordo com o dia da tolerancia a divercidade racial ao ivés do dia da consciencia negra, nós negros temos a obrigação conhecer a cultura dos nossos ancestrais, mas como nosso país é uma mistura de raças e cultura, devemos valorizar todas elas.

  57. Jose disse:

    Realmente o autor do texto tem razão, essa ideia de cotas e proteção so vai gerar atrito e aumentar a segregação racial, sou descedente da raça nunca me senti diferente dos brancos amarelos ou indios viemos do pó e para ele voltaremos todos sem excessão, nossas escolas de ensino basico e médio é que tem de melhorar estamos com a pior classificação de ensino no mundo e inferior aos nossos vizinhos da america latina. Se voce não tiver dinheiro para fazer um cursinho pre-vestibular fica quase impossível ingressar na universidade pulblica e vale para todos de qualquer cor. Mais investimento e recursos humanos iria fazer um bem a todos, evitando que profissionais dispreparados no futuro.

  58. João Carlos disse:

    Só uma correção,quando nos referimos a nossos ancestrais ou antepassados a palavra correta é ascendência e não descendência como o autor do texto grafou.Valeu.

  59. Reynaldo Pinto disse:

    Discordo completamente com o seu blog.
    O racismo no Brasil sempre existiu da pior maneira que o brasileiro poderia manifestá-lo, de forma mascarada e dissimulada. O sistema mesquinho e fútil brasileiro sempre se beneficiou do tipo de preconceito racial no Brasil, onde a política ” nunca direi que sou racista ” sempre funcionou de forma tão perfeita que os próprios negros brasileiros são capazes de dizerem que nunca perceberam intolerância racial no Brasil, quando a maior parte da população negra brasileira vive abaixo da linha de pobreza, são analfabetos, estão desempregados e morrem em idade abaixo da linha de expectativa de vida brasileira por que estão mais expostos a violência. Os imigrantes brasileiros como os turcos, libaneses, italianos, alemães e principalmente japoneses estão quase todos inseridos na camada privilegiada da sociedade brasileira.
    São os negros sim, que precisam urgentemente de almentar a sua participação na sociedade brasileira, são os negros brasileiros que merecem respeito e reconhecimento por toda a sua contribuição na construção da história desse país, por que foram os negros, sim, os responsáveis por toda a construção cultural desse país, tanto na música, quanto nas danças, na literatura e também na Língua Brasileira.
    Eu sou um negro brasileiro e vivo como imigrante latino nos Estados Unidos a sete anos. Saí do Brasil mais por motivos ideológicos. Talvez se eu tivesse vivido num Brasil onde houvesse algo chamado Dia da Consciência Negra, onde houvesse algum tipo de discussão sobre a condição do negro e a sua consciência como tal eu não teria saído do país que eu sempre amei.

  60. Paulo disse:

    DISCORDO. DISCORDO. DISCORDO. DISCORDO. DISCORDO. DISCORDO.
    O racismo no Brasil sempre existiu e quase é proibido dizer que existe. Já fui vítima de racismo. E espero que melhore as bases educaionais para que em um futuro próximo tenhamos mais miscigenação em toda conjuntura de cargos de políticos e outros que requerem grande influência social (empresas públicas e privadas) . Hoje a maioria dos negros sequer possuem um bom grau de escolaridade e dificilmente teram expressão em cargos importantes.
    E SUGERIR O DIA DA TOLERÂNCIA A DIVERSIDADE RACIAL, como o autor sugere, é ao meu ver, pedir um dia para aceitar a diferença. Aceitar que ocorre tal discriminação e que neste dia seja TOLERADO.
    “A sociedade brasileira é profundamente marcada por um regime de monopólio de cotas-de-fato. Um regime onde uma parcela da população exerce um monopólio sobre cotas-de-fato de acesso a bens, serviços e oportunidades socialmente gerados e regulados pelo poder público. Este monopólio, que exclui milhões de brasileiros por razões econômicas, de gênero e geográficas, segue também claramente linhas de cor e etnia, pelo que no âmbito de cada seguimento econômico, de gênero e geográfico aborígenes e negros ocupam sempre a camada mais baixa de acesso a bens, serviços e oportunidades.”

  61. Dalva disse:

    Achei interresante o que li acho interessante a discussao e por isso decidi opinar.Sou mocambicana e consequentemente africana.Vivo em Mocambique, pais da zona Austral de Africa.Conheco um pouco da cultura brasileira, leio e pesquiso mto.
    Concordo com muito do que li, concordo que os africanos sofreram, concordo principalmente que a historia do vosso pais nao mostre tao claramente a verdade dos afro-descendentes.
    Ha racismo em todo lugar, ate aqui no meu Pais onde a maioria eh negra, pelo facto de termos sido colonizados por portugueses, ate hoje certas pessoas consideram o branco superior e o priorizam.Doi mas eh a realidade, a historia dos nossos ancestrais faz com k pensemos assim, que o negro eh inferior, o negro foi sub valorizado durante mts anos, visto somente como “homens fortes para carregar mercadoria e trabalhar”, nao como alguem que tem sentimentos e capacidade de pensar.A historia eh k faz o que hoje somos e nesse caso a historia eh k faz com k a maioria dos negros nao tenha boas condicoes de vida.Nao vou comentar sobre as cotas, porque nao considero isso solucao para nenhum problema, a solucao devia ser consciencializar a todos desde criancas sobre a importancia do negro na historia do Brasil(a importancia do turco e de todas as outras culturas tambem, mas principlamente do negro), por achar que ele foi o mais injusticado no passado.Talvez isso faria com que as criancas negras crescessem acreditando que sao iguais e tem os mesmos direitos(coisas que muitas nao sabem) e por si mesmas lutassem por uma vaga na universidade ao inves de esperarem por cotas por acharem que sao menos capacitados que os outros (o que eh uma pura mentira).
    Podia falar de imensos Paises vizinhos nos quais a segregacao racial(branco/negro) fez-se sentir ate a bem pouco tempo, mas nao eh esse o ponto!
    Quero somente mostrar-vos que enquanto formos humanos, uns vao sempre achar que sao melhores que os outros e que a mudanca deve partir de nos mesmos e dos que nos educam pois esses sim , tem um papel essencial no nosso cresimento.

    P.S: ja fui vitima de racismo por parte de um menino brasileiro e nem por isso considero os brasileiros todos racistas, nao culpo o menino e sim os pais dele pela educacao que lhe deram.Eu tenha 12 anos e estava na Disney o menino ouvi-me falar com o meu pai e correu para os pais dele a gritar que tinha visto uma coisa estranha, uma negra que falava a mesma lingua que ele, e o pior foi a resposta que o pai deu: vamos sair daki pk nao nos podemos misturar.

  62. zoroastro m almeida disse:

    vcs. só sabem falar, não exercitam as palavras.
    sobre preconceitos, não sabem de nada.
    vcs. não estão entendendo nada.

    sejam livres. livrem-se dos preconceitos.

  63. Com todo o respeito, o autor precisa estudar História do Brasil Não esta história oficial que ensina que o país não tem segregação racial. A questão é que o problema da segregação sempre foi jogada para debaixo do tapete, um costume bem brasileiro quando se quer evitar um assunto delicado. Independente de ser contra ou a favor das cotas, o fato é que o assunto causou a discussão e agora, os privilegiados de sempre se sentem incomodados. E devem se sentir mesmo. Os discriminados sempre pagaram pelo preconceito (preço muito alto por sinal), enquanto quem pratica este crime sempre esteve impune. O Brasil sempre teve cotas. Já começou com cotas. Capitanias Hereditárias, lembra? Depois, quando a Corte de Portugal mudou-se para o Rio havia cotaxs de títulos de nobreza. Os grandes empresários têm suas cotas de participação no dinheiro público.
    As grandes licitações, já ouviu falar? Há cotas na educação. Quem tem dinheiro, geralmente brancos, garantem suas cotas nas melhores escolas. Agora, depois de séculos de privilégios, quando se fala em cotas para negros, aparecem os defensores da verdadeira igualdade. Vejam como o autor classifica o debate sobre racismo de ‘cansativos debates’ e depois falam que os seus ancestrais ‘lutaram muito contra o preconceito’. Será que a luta dos ancestrais dele também foram ‘cansativas’? Depois o autor fala de ‘propagada diferença’, como se ele nunca tivesse visto os números que
    mostram que as diferenças existem de fato e custam vidas. Não é só quando o negro não tem educação. Um negro no mesmo nível de um branco, ganha menos que ele ocupando a mesma função. Depois o autor revela o ‘jeito’ que encontrou para fugir do
    preconceito contra as suas origens: um passaporte europeu. Muito corajosa a decisão. Vamos sugerir aos negros a mesma saída que os descendentes de italianos, espanhós, portugueses, tão orgulhos do Brasil encontram para fugir dos problemas de pertencerem ao ‘terceiro mundo’. Passaporte eurpeu para todos. Também sugiro ao autor um livro que li nos meus tempo de faculdade: Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, um sociólgo branco, que mostra como aqui se desenvolveu o típico racismo ibérico, diferente do norte-americano. Ele vai descobrir que muito da propagada (sim propagada) ‘democracia racial’ nasceu do estupro de negras, pelos senhores portugueses. Em Pernambuco, por exemplo, se você é Cavalcanti com ‘I’ significa que você é filho legítimo e se você é Cavalcante com ‘E’, você é provavelmente, filho de um senhor Cavalcanti com ‘I’ com uma escrava. Quero cotas para todos: cotas para negros, cota para brancos, cota para homessexuais, cota para as mulheres, cota para os indígenas, cotas para todos já.

  64. No meu post, onde lescrevi ‘garantem’ leia-se ‘garante’ e ”garante’ ao invés de ‘garantem’ e ”tempos de faculdade’ ao invés de ‘tempo.’ Desculpem tb alguns
    errinhos de digitação.

  65. Embora já tenha sido dito noutro post, quero reforçar: o autor esquece que os imigrantes italianos, turcos, libaneses, espanhóis, etc., que vieram para o Brasil, vieram em navios bem diferentes daqueles em que viajaram milhões de africanos. E não vieram acorrentados! Também mantiveram aqui os seus nomes, tanto é que muitos podem requerer passaporte dos seus países de origem. Os negros tiveram suas famílias destroçadas, suas identidades roubadas e isso está na raiz de muitos problemas que o negro enfrenta, como desagregação familiar. Por exemplo, a união que o negro americano demonstra é porque por lá, as famílias africanas eram mantidas, contruiu-se uma base familiar mais sólida. Aqui, o pai era vendido para um fazendeiro, o filho para outra, a filha era transferida para a Casa Grande, para saciar os desejos sexuais do seu dono. Algum dos seus ancestrais, caro autor, já teve dono. Você falou que conseguiu estudar a sua árvore genealógica e isso você consegue porque o sobrenome dos seus ancestrais foi mantido. Nós negros sabemos apenas que viemos de algum lugar da África. Isso, aqueles que conseguiram sobreviver, caro autor. Outra coisa interessante: quando um judeu, com toda razão, pede indenização por parte da Alemanha e outros países que
    se beneficiaram da política nazista, não vejo essa reclamação. Agora, um povo que foi sistemáticamente sequestrado durante 4 séculos e abandonado às próprias custa quando dele não mais precisavam, não pode sequer ter direito a cotas para ter acesso a uma educação digna. Vejo que se diz que com as cotas vai cair o nível do ensino.
    Basta ver o teste da OAB para ver de que nível de ensino estamos falando. Um monte de filhinhos de papai que pode comprar diploma numa faculdade de esquina, quando se submete ao teste da OAB, toma pau. 70, 80 90% de reprovação. Esse é o nível que vai cair. Outra informação que o autor ignora: o Brasil teve o mais longo período de regime escravocata da história moderna. Só para ter uma idéia, a Inglaterra celebrou este ano, o segundo centenário da abolição do comércio de escravos. Os Estados Unidos tiveram quase cem anos a menos de escravidão que o Brasil. E para a história de um povo, de formação de uma nação, é o equivalente à primeria infância de uma pessoa. Se você considerar que o Brasil tem um pouco mais de 500 anos, dos quais mais de 350 foram vividos sob o regime da escravidão, terá pelo menos uma noção do que estou falando. Por isso classifico o seu artigo de pobre e superficial. Falta conhecimento básico do que aconteceu. Isso é remediável: basta estudar.

  66. Antonio de Padua disse:

    Bom seria se fossemos cegos, assim não veriamos a cor de ninguém. Mas como formamos nossa opinião a partir do que vemos, criamos estas questões de preconceito da forma mais desumana possivel. A diginidade humana passa pelas conquistas pessoais e tentar corrigir estas diferenças com cotas afronta de certa forma a conquista dela. Fingir que os preconceitos não existem é fácil e são eles de toda ordem. Cor, sexual, religiosa, origem, enfim…Não será de hoje para amanhã que estas questões serão sanadas, mas as discussões são válidas para que a sociedade não fingi ser cega a estes erros e injusticas socias. Só para lembrar: Minha esposa é filha de indio, minha bisavó foi escrava e meu bisavo veio ao Brasil, fungindo das doencas e da fome da Italia no final do século 19.

  67. Mais história: não sei se o caro autor do artigo sabe alguma coisa sobre o movimento que ficou conhecido como ‘A Revolta da Chibata’. Serei suscinto: mesmo depois do fim da escravidão, a Marinha do Brasil, manteve o ‘regime de chibata’ para punir marinheiros, na sua grande maioria negros, que cometessem faltas. Só em 1910, liderados pelo ‘Almirante Negro’, a Marinha foi obrigada a abolir este resquicio da escravidão. Você estudou isso na escola? A Marinha Brasileira é, por sinal, um lugar de cotas reservadas para brancos, onde as patentes passam de pais para filhos.
    A única homenagem conhecida ao ‘Almirante Negro’ é uma música de João Bosco e Aldir Blanc, interpretada por Clara Nunes. Uma que diz, ‘que tem por munumento, as águas geladas do cais’. Esse é o reconhecimento que se presta a um herí negro no Brasil. Enquanto isso os negros estudam e ninguém fala dos seus heróis. Ninguém fala que Machado de Assis era negro, ninguém fala de um dos maiores poetas brasileiros ‘Cruz e Souza. Você sabia, por exemplo, que um dos maiores escritores brasileiros, Lima Barreto, um dos poucos que rivalizava com Machado de Assis, era negro e que sempre foi esquecido porque era um negro que assumia a sua condição. Você sabia que Olavo Bilac, certa vez chegou a desviar do caminho para evitar cumprimentá-lo. Leia o clássico ‘O triste fime de Policarpo Quaresma’, um clássico da literatura brasileira. Tem também a história de Chico Rei, um escravo descendente de família nobre africana, que viveu em Minas Gerais, que encontrou uma maneria genial de libertar escravos que trabalhavam nas minas (em Minas Gerais) de onde saí o ouro para Portugal e Inglaterra. Voc~e deve saber que eram negros que trabalhavam extraindo o ouro, não sabe? Esse mesmo Portugal que você diz que foi tão discriminado pelas piadas. Não esqueça que eram portugueses também os beneficiados com as famosas Capitanias Hereditárias. Você sabe a origem da palavra favela? Sabe que tem a ver com a guerra dos Canudos? Sabe que o governo brasileiro recrutava negros para combater em Canudos, com a promessa de que receberiam terras quando voltassem ao Rio de Janeiro? Você já deve imaginar o que aconteceu quando eles voltararm, já que você me parece uma pessoa que conhece muito de história do Brasil. Terra nenhuma! Então tiveram que ocupar os morros. E deram o neme de favelas às construções que erguiam. Favela era o nome de uma flor que eles conheceram em Canudos. Você também deve saber como eram recrutados os negros que tiveram que servir na Guerra do Paraguai, não sabe? Pois é eram recrutados à força, nas ruas do Rio de Janeiro. Eu sugiro que você leia ‘Viva o Povo Brasileiro’ de João Ubaldo Ribeiro. Lá, ele conta um pouco da história da participação dos negros na Guerra do Paraguai. Talvez tivesse um ancestal seu também servindo nessa guerra. Dando a vida pela pátria amada Brasil. A diferença deve ser só a recompensa que o seu ancestral deve ter recebido e a que os negros tiveram que se contentar. Não precisa pagar nada, ok? Desde que você não esqueça de estudar, antes de escrever
    asneiras.

  68. APARECIDO COSTA disse:

    DALVA, MOÇAMBICANA

    EU, SOU APARECIDO COSTA , FIZ MEU COMENTÁRIO DIA 12/12/07, PARABÉNS PELO CEU COMENTÁRIO, SÓ DISCORDO QUANDO DIZ QUE OS NEGROS “SE ACHAM MAIS INJUSTIÇADOS”. DALVA NÃO É ACHISMO, O NEGRO FOI EXPLORADO AQUI NO BRASIL POR MAIS DE 300 ANOS, E AINDA, NOS DIAS DE HOJE SÃO COLOCADOS EM PLANOS INFERIORES.
    CONCORDO QUANDO DIZ QUE A SAIDA É EDUCAR AS CRIANÇAS SOBRE O VALOR DO NEGRO NA CULTURA E DESENVOLVIMENTO DESTE PAÍS. DIGO AINDA, QUE O MUNDO DEVERIA REPOR O QUE RETIROU DA ÁFRICA.
    ME REVOLTA QUANDO VEJO, LEIO, E AINDA NÃO TENHO CONHECIMENTO, QUE NESTES 300 ANOS, FORAM CAÇADOS NA ÁFRICA, SEM OBTER RESISTÊNCIA, OU SE ORGANIZAREM PARA LUTAR CONTRA OS CAÇADORES DE NEGROS. ISTO ME REVOLTA, SE VOCÊ TIVER ESTE CONHECIMEN TO DA RESISTÊNCIA DOS NEGROS, POR FAVOR DIVULGUE-OS.

  69. Carlos Camargo disse:

    No Brasil não há racismo. Há covardes, mesquinhos e hipócritas que tentam justificar posições suas posições escondidos sob o manto, branco, da misigenação e afins.
    Sem mêdo. Famos falar e agir, sim!!! Tôda hora, sempre !!!

  70. Bruno disse:

    Não tenho dúvidas sobre as vantagens de uma segregação com o objetivo de busca de identidade. Não necessariamente exclusivamente racial, o que seria simplificar demais o problema, principalmente para seres como os humanos, essa segregação oferece a oportunidade de cada um, de forma transparente, assumir que, na condição de humanos, somos seres sujeitos a limitações que outros seres talvez tenham de forma menos restringente. A Maturidade adquirida em um processo desse tipo, desde que de forma civilizada, pode, e muito acrescentar para o ganho de autonomia do ser dentro das sociedades.

    As consequências naturais decorrentes de um processo desse tipo, desde que feito de forma madura e transparente, são a posterior Congregação Social, paulatina, com entendimento das diferenças e aproveitamento dessas diferenças em prol de cada um dos agentes.

  71. Allan disse:

    [Gostoso debate eih!]
    Ouvi os comentários pertinentes em defesa das retardadas ações afirmativas – que a cima de tudo é fruto da organização da militância negra desde de 1930, ofuscada pela ditadura militar, me faz sentir que estamos no caminho certo. Isso reflete que apesar das tentativas fracassadas de subdividir-nos estamos encontrando o ponto de convergência para lutarmos pelos nossos direitos – África.

    Somente após o final do século XX, os pensadores do país se preocupam em eximir o conceito que permitiu que toda sociedade brasileira deitasse em berços esplêndidos – raça. Foi sob esse coeficiente que eles dominaram, colonizaram e escravizaram mesmo porque somente no XXI o DNA haveria de ser descoberto. Nem por isso foi impossível definir o “livre” do “escravo” inferior” do “superior” “civilizado” do “bárbaro”, “pagão” do “cristão”. A partir das características fenotípicas que esses conceitos foram formados. E hoje eles apelam para a condição de ser humano que foi e é tão esquecida quando em tempos atuais analisamos os indicadores sociais que demonstram que a população negra nasce condenada.

    Aos nossos, ainda perdidos, que são arrastando ao pensamento de que há mérito da exceção à ascensão nacional, sinto grande consternação por não se sentirem parte da solução.

  72. Allan disse:

    Leiam: “..final do século XIX” e posterior século XX

  73. Andreza Paola disse:

    Bravo! – É isso aí, pra valer a verdade, acredito que o Mundo todo deveria adotar a nomenclatura de Cidadão do Mundo – haveria um preconceito contra os marcianos e Et’s – mas isso é outra história que depois resolveríamos.
    Sou do Mundo – Sou livre!

  74. ANA disse:

    Pessoal vamos ler a verdadeira historia desses grandes herois. e viva os negros

  75. ANA disse:

    Poxa SILVINO FERREIRA JR, QUE AULA DE HISTÓRIA ADOREI.

  76. cacahistoria disse:

    Procure os dados do IBGE sobre renda e raça. Procure dados raciais sobre ação policial. Procure informações a respeito das principais vítimas de morte violenta.
    Você provavelmente se informa pela VEJA e pelo JORNAL NACIONAL e acredita como o Sr. Ali Kamel (sabe quem é) que no Brasil não há racismo.
    PODERIA APROVEITAR SUA DUPLA CIDADANIA E SAIR DAQUI, SEU RACISTA FDP.

  77. cacahistoria disse:

    Procure dados do IBGE a respeito da relação renda/raça. Procure informações sobre as principais vítimas da violência policial. Procure dados sobre as principais vítimas de morte violente no Brasil.
    Quem diz que “isto” é uma aula de história ou é ignorante ou vê o Brasil pelos olhos da VEJA e do JORNAL NACIONAL, grandes fontes de informação para fascistas.
    O autor do texto, que já tem dupla cidadania, poderia utiliza-la para ir embora daqui.
    RACISTA FDP.

  78. cacahistoria disse:

    Além do mais a tucanada faz triagem dos comentários postados. Fascistas de merda!!!

  79. Um homem deve dar toda importância à escolha de seus inimigos: eu não tenho um só que não seja idiota.

  80. São lúcidas as palavras de Silvino Jr., que que procura refrescar a memória de quem “esqueceu” e informar a quem não sabe.

    A verdade é que toda vez que se procura amenizar de algum modo o sofrimento dos negros no Brasil, surge sempre alguém cheio de pudores e melindres “escandalizando-se” e achando tudo uma “discriminação” e uma “injustiça”.

    Mas ninguém achou injustiça que ao se libertar o negro do trabalho escravo por pressão da Inglaterra, que queria vender máquinas a todo mundo, não se tivesse instituído nenhum dispositivo nem tomado nenhuma providência para que este se adaptasse com dignidade à sociedade que o escravizou, antes, os negros foram largados no mundo sem nada de seu, sem nenhum ponto de partida por onde pudessem começar, sem terrra, sem dinheiro, sem instrução; muitos deles tiveram que se submeter a continuar servindo aos seus antigos donos para sobreviver, outros tiveram que ocupar os piores lugares pois não podiam alugar nem adquirir imóveis ou terrras – ou seja, foram excluídos dos benefícios que um homem livre pode obter na sociedade.

    Ao se transferir a vida econômica e social para o sul do país, todos “esqueceram” do negro para trabalhar como homem livre, receber terras ferramentas e ser pago pelo seu trabalho (como escravo, trabalhando de graça, enriquecendo os seus senhores, achavam isso muito bom, era considerado apto) – em vez disso importaram europeus e orientais, uma boa parte deles recebendo do governo terras, ferramentas e incentivos para dirigir os demais; com isso enriqueceram e prosperaram, enquanto o negro (não falo do mestiço, mas do homem de pele negra) continuou sendo excluído, relegado a segundo plano.

    Até hoje, que eu saiba, nunca se fez nada para reparar isso, pois digam o que disserem os outros integrantes do povo brasileiro, excluindo-se os índios que foram os primeiros escravos do país; nenhum dos esforçados integrantes de outras etinias sofreu na pele o desterro forçado, a violência das chicotadas, a perda de todos os seus bens e da sua própria identidade e a brutal exclusão subsequente.

    Porisso, considero que as cotas, ao invés de ser uma “agressão” aos demais, são uma ação de reparação e que isso é ainda muito pouco.

    Para reparar a injustiça feita ao povo de pele negra são necessárias ações práticas efetivas, de consequências imediatas e não apenas belos discursos e belas inteções para “o futuro”, que à medida que tempo passa, vai ficando sempre “para o futuro”.

    A única observação que faço é que o critério deve ser ser a cor da pele e não apenas a descendência, pois ao mestiço é dade um tratamento mais brando.

  81. Roberval Longdong disse:

    Já se passaram, por baixo, mais de seis gerações da Abolição da escravatura e os negros continuam se fazendo de vítimas, chorando pelos cantos e aceitando esmolas, ou melhor “cotas…”

  82. Valcir Cruz disse:

    Tá bom. A cada dia a lista de discriminados cresce. Acontece que há uma enorme diferença entre a situação de imigrantes e a situação do negro Brasil. A pergunta é a seguinte, qual desses neo-discriminados foram escravizados ?. Há na verdade uma total ignorância sobre os aspectos históricos que levaram a atual condição do negro.
    Sou negro, e a favor das cotas, pois meus antepassados escravisados formam junto com os índios e portugueses, dos quais também orgulhosamente descendo, uma das matrizes da nacionalidade. O Brasil possui uma dívida enorme com os negros. Após a 13 de Maio de 1888, foram jogados à rua, após 3 séculos de trabalho e contribuição à cultura, a conquista e defesa do território.
    Todos os brasileiros são meus irmão, vindos de onde vieram, mas tenho clareza de minhas origens deitadas nestas terras e o quanto meus irmão que possuem origem africana são desfavorecidos.
    Tenho observado que há um processo de revisionismo histórico, principalmente no sudeste. Moro em São Paulo, e sempre ouço que somos um país de imigrantes. Um dia desses em um programa infantil a apresentadora ensinava às crianças a origem de danças e folguedos brasileiros. Afirmava que estas manifestações possuíam origem europeía, negra e indígena. Há de explicar o seguinte, européia de onde ?. Tem de dizer que vem de Portugal. Tem de afimar que quando os imigrantes aqui chegaram, portugueses, índios e negros já haviam estabelecido as fronteiras geográficas, as manifestações culturais, religiosas e conformação étinica. Nosso irmãos que vieram depois, tiveram paz e sossego para nos ajudar a construir o país, mas o trabalho duro já havia sido feita. Nesta trajetória épica de construção deste grande país, ficou a enorme dívida com negros e índios.

  83. Valdir disse:

    Uma pergunta, pq a culpa é apenas dos brancos, em relação ao trafico de escravos, quando os negros africanos eram vendidos por outros negros, com a única diferença de que eram de tribos diferentes.

    Será que existe tanta diferença assim entre os imigrantes e os escravos? Nem todo o imigrante era bem tratado pelo dono da terra que o contratou, a grande maioria – do mesmo jeito que hoje ainda acontece – era obrigado a gastar seu dinheiro na mercearia do dono da terra, não tinha direito a escola, já que a carga horária era bem parecida com a dos escravos, e muito menos tinha o direito de ir embora, afinal devia dinheiro para o fazendeiro. Minha família imigrou da Europa e sei o quanto eles lutaram para conseguir alguma coisa.

    Quanto às cotas, será que só negro é pobre e passa por dificuldades neste país? Basta passear em qualquer favela de São Paulo que vcs verão muitos loiros de olhos azuis morando por lá. Sou contra cotas para negros e índios, pq a pobreza não é exclusiva destas duas raças. Querem cotas, criem-nas para pobres e pronto, engloba todas as raças, cores e credos e pelo menos não funciona como mais um motivo desagregador da nossa sociedade.

  84. Silvio Natal disse:

    Amigos, sobre o tema, permitam-me reproduzir, aqui, um artigo do Xico Graziano, no Estadão. Achei muito legal.

    Consciência Negra
    Xico Graziano *
    Refresca a memória um lampejo de História. Em 1549 chegaram os primeiros navios carregados de escravos africanos. Destinados, inicialmente, ao trabalho forçado nos engenhos de açúcar, os negros forjaram o Brasil moderno. Produziram diversidade racial.

    O escravismo era conhecido desde a Antiguidade. Decadente, seu golpe de morte chegou desferido pelo fim do Império Romano. Desaparecida da Europa, substituída pelo feudalismo e, depois, pelo capitalismo, a escravidão ressurgiu após mil anos, no Brasil. Os colonizadores inverteram a lógica do desenvolvimento linear da História. Uma volta ao passado.

    Na exploração do pau-brasil penaram os indígenas locais. Mas no ciclo da cana-de-açúcar, em Pernambuco e na Bahia, a mão-de-obra se abasteceu com o tráfico negreiro. Em 1559, o comércio humano foi legalizado por decreto do rei dom Sebastião, de Portugal. Raptados da África Meridional e Central (Angola, Moçambique e Congo), famílias inteiras trocavam, na marra, a selva pelo canavial.

    Estima-se que 4,5 milhões de negros africanos tenham sido trazidos para o Brasil nos três séculos de escravidão. Isso sem contar os mortos nos abomináveis navios, que se acredita atingirem 40% do número total de capturados. Uma duradoura barbaridade.

    O Abolicionismo remonta ao século 18, mas adquiriu relevância apenas em meados do século 19, a partir da pressão inglesa. Em 1845 a Inglaterra impôs o Bill Aberdeen, lei que dava poder à sua Armada para aprisionar navios negreiros. Em 1850, o Brasil aprovou a Lei Eusébio de Queiroz, proibindo o tráfico de escravos. Com a Lei do Ventre Livre se estabeleceu, a partir de 1871, a liberdade para os filhos da senzala. Abriam-se, vagarosamente, os grilhões da escravidão.

    Em 1884, o Ceará antecipou-se ao governo imperial e decretou o fim do jugo escravo em seu território. No ano seguinte, 1885, promulgou-se no país a Lei dos Sexagenários, garantindo liberdade aos maiores de 60 anos. Embora poucos sobrevivessem até tal idade, o gesto político acelerava o processo da mudança. A Abolição finalmente ocorreu em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, filha de dom Pedro II. Longa caminhada da liberdade.

    O Brasil acabou sendo o último país das Américas a abolir a escravidão, 84 anos depois da proclamação da independência do Haiti, datada de 1804, que havia libertado os escravos dez anos antes. Em 1865, foi a vez de os Estados Unidos se livrarem do humilhante sistema. Por aqui, tardou, mas chegou, antecipando o fim da colônia e a Proclamação da República. Quando libertados pela Lei Áurea, ainda se contavam 700 mil escravos no País.

    Não à toa demorou a alforria. Intenso debate acometeu a sociedade da época, opondo a tradicional oligarquia a notórios abolicionistas. Os senhores de engenho e seus economistas afirmavam que a escassez de mão-de-obra, caso viesse a libertação dos escravos, afundaria o País na crise. O argumento era temerário.

    Por outro lado, alinhados ao liberalismo inglês, políticos e intelectuais denunciavam a opressão do sistema, brandindo a palavra da modernidade. Joaquim Nabuco, grande líder dos abolicionistas, apontava mais longe, juntando a causa da emancipação dos escravos à da reforma agrária. “Acabar com a escravidão não nos basta, é preciso destruir a obra da escravidão”, discursava em campanha eleitoral da época.

    Mais tarde, Rui Barbosa forneceu o contexto geral das mudanças: “Todas as reformas eram impossíveis sob o cativeiro. Eliminado ele, as mais atrevidas reformas são fáceis, pois o despotismo perdeu na escravidão o segredo de sua onipotência.” Comemorando um ano da promulgação da Lei Áurea, a oratória empolgante indicava o fim do Império. Começava a República.

    Caiu o modo de produção. Mas nem a economia açucareira, nem a mineração, muito menos a iniciante cafeicultura padeceram crise com a libertação dos escravos. Ao contrário. Em São Paulo, onde a partir de 1870 deslanchava a produção do ouro verde, a impossibilidade do trabalho escravo abriu as portas da imigração européia. O colonato do café, gerado principalmente com famílias de italianos, criou a base para o desenvolvimento paulista subseqüente. Homens livres constroem o futuro.

    Hoje é o Dia da Consciência Negra. A data lembra 20 de novembro de 1695, quando, há exatos 312 anos, acabou assassinado Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Escondidos na Serra da Barriga, entre Alagoas e Pernambuco, viviam naquele quilombo 20 mil refugiados. Centenas de outras localidades, escondidas País afora, abrigavam os fugitivos da pior opressão humana.

    Virou feriado. Permitido pela Lei 10.639, sancionada por Lula em 2003, em centenas de municípios o trabalho estará parado. Os movimentos negros esperam, com isso, afirmar seu proselitismo, centrado na idéia da igualdade racial. Outros, mais extremados, sem o perceber, reivindicarão “direitos históricos”, e podem estimular, ao invés de combater, o preconceito racista escondido nos cantos da sociedade.

    O Dia da Consciência Negra provoca um contraponto, festivo e político, ao 13 de Maio, data sempre lembrada, nas escolas do País, como o Dia da Abolição. Os movimentos sociais preferem valorizar a própria luta dos negros por sua libertação, simbolizada por Zumbi, a enfatizar a celebração da generosidade dos brancos, expressa na Lei Áurea. Cabe à pedagogia explicar a diferença às crianças. Nada fácil.

    Assim anda o mundo. Cultivando e, ao mesmo tempo, fazendo a História. Duro é agüentar a mania do brasileiro de fazer corpo mole. Haja feriado.

    * Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.E-mail: xico@xicograziano.com.br

    Site: http://www.xicograziano.com.br

  85. Para Roberval Langdong:

    “Já se passaram, por baixo, mais de seis gerações da Abolição da escravatura” e os negros continuam sendo explorados e postergados, mas não estão “chorando pelos cantos” e “se fazendo de vítimas” (foram e são efetivamente vítimas, sim – principalmente do preconceito dissimulado e do sarcasmo declarado, como o que existe em suas palavras), “aceitando esmolas” tais como as “cotas”, como você causticamente insinua.

    As cotas NÃO SÃO ESMOLAS, pois não são doadas; o candidato TEM QUE OBTER A SUA APROVAÇÃO NO VESTIBULAR, para ser incluído nas cotas, ou seja tem que provar que está apto, não estão lhe dando nada, apenas lhe garantindo que após a sua aprovação esteja incluído em um curso superior, já que entrar na universidade é uma grande roleta russa, devido aos milhares de candidatos por vaga, sendo que quem “sobra” preferencialmente são os mais desfavorecidos e no Brasil os mais desfavorecidos são os negros. Essas cotas representam uma fração muito pequena do total dos aprovados.

    Ainda assim são vistas como uma ameaça para os que querem os negros sempre nos bastidores da sociedade.

    Creio que você conhece os movimentos de afirmação dos negros só de nome. pois se conhecesse a fundo não se referiria com tanto sarcasmo aos negros principalmente empregando a infeliz expressão “chorando pelos cantos”, pois saberia que eles são liderados por pessoas combativas e conscientes que lutam por resultados concretos e significativos, baseados em um discurso consistentes que combatem principalmente a mentalidade expressa em suas palavras. Ações afirmativas estão sendo obtidas pelas justas reivindicações desses grupos.

    Essa mentalidade visa principalmete manter o negro alienado e excluído, sugerindo que qualquer reivindicação feita por eles ou qualquer conquista obtida por eles seja encaradaa como uma choradeira por privilégios feita por gente “incapaz” e “encostada”, que sempre viveu “no bem bom”, “carregada nas costas” pelos demais, “cansados de padecer e trabalhar para sustentá-los” (o que literalmente é o contrário).

    Acorde, já estamos no 3º Milênio, a consciência das pessoas mudou e muito.

    As mesmas dificuldades foram enfrentadas por outros, como trabalhadores, mulheres, etc.. e encontraram o mesmo tipo de reação.

    Mas não será diferente, por fim o negro conquistará o respeito que merece na sociedade brasileira – e não será na base da violência e do confronto, pelo menos da parte do negro, como insinuam os alarmistas, querendo injetar uma dose sutil de veneno no que está sendo buscado por meio de idéias e ações pacíficas.

    Quando me refiro a negros, refiro-me à cor da pele, pois os mestiços são tratados com maior brandura no Brasil. As cotas deveria ter sido limitadas a esse referencial, pois quanto mais escura a pele, maior a discriminação, ainda que velada, disfarçada.

  86. Para Sílvio Natal:

    Nas suas palavras estão contidas várias razões para as ações de reparação, como as cotas:

    1- As palavras de Joaquim Nabuco – “Acabar com a escravidão não nos basta, é preciso destruir a obra da escravidão”.

    Acabou-se com a escravidão, mas não com a sua obra de humilhação, exclusão, alienação e silenciamento.

    2- “Em São Paulo, onde a partir de 1870 deslanchava a produção do ouro verde, a impossibilidade do trabalho escravo abriu as portas da imigração européia.”

    Os que foram escravos agora eram livres, o que impedia que agora fossem pagos para trabalhar nesse tipo de lavoura? Porque trouxeram europeus para serem pagos para fazer o que os negros antes faziam de graça?

    3- “Homens livres constroem o futuro.”

    Porque os negros, agora livres, não podiam trabalhar em pé de igualdade para construir e participar desse futuro?

    4- “Hoje é o Dia da Consciência Negra…Virou feriado. Permitido pela Lei 10.639, sancionada por Lula em 2003, em centenas de municípios o trabalho estará parado.
    Assim anda o mundo. Cultivando e, ao mesmo tempo, fazendo a História. Duro é agüentar a mania do brasileiro de fazer corpo mole. Haja feriado.”

    Isso é baseado no preconceito de que “o negro não gosta de trabalhar”, quando faz uma festa ou comemora uma data importante para ele?

    Olhem todos os dias as colunas sociais. É recepção aqui, coquetel acolá, desfile mais adiante, coquetel no Dia dos Médicos, é comemoração em cima de comemoração, tudo regado a comida e bebida das mais caras, muito luxo e ostentação. E isso é diário.

    Quer dizer, branco faz festa e negro faz corpo mole.

    5- Os movimentos sociais preferem valorizar a própria luta dos negros por sua libertação, simbolizada por Zumbi, a enfatizar a celebração da generosidade dos brancos, expressa na Lei Áurea.

    A libertação dos negros não foi uma “generosidade dos brancos, expressa na Lei Áurea.” e sim a conseqüência da pressão feita pela Inglaterra, que chegou a bloquear os portos brasileiros para impedir o tráfico negreiro, não por motivos humanitários, mas porque o uso de escravos impedia que vendesse aqui e no mundo inteiro as suas máquinas. Era o início da Revolução Industrial.

    Não se procurou adaptar e integrar o negro a essa nova era, ele foi simplesmente libertado e largado de lado, para fazer trabalhos inferiores, o que o marginalizou.
    Isso é bem fácil de explicar a uma criança.

    Mas, os vencedores contam a sua História como querem…

  87. Para Valdr:

    A culpa é dos brancos porque foram ele que foram à África buscar escravos negros. Você está insinuando que eles pediram para ser escravizados? Aqueles negros que entregavam outros, entregavam os seus inimigos, como também fazem até hoje os brancos durante as tantas guerras que promovem. Com também fizeram os brancos alemães durante a II Guerra Mundial quando entregavam judeus que antes do nazismo eram até seus amigos para serem sacrificados por Hitler – leia o “Diário de Anne FranK”.

    Isso não é motivo para dizer que as vítimas da escravidão são culpadas pelo que lhe fizeram. ou que os negros foram escravizados não pelos coitados dos brancos e sim por causa dos seus inimigos também negros que forçaram os mercadores de escravos a levá-los.

    Sim, existe uma enorme diferença entre imigrantes e escravos, as denominações são diferentes justamente por isso.

    O que acontecia ao imigrante mais desfavorecido acontece até hoje com todos as pessoas desfavorecidas no mundo. Isso ainda acontece a qualquer um no Pará, na Amazônia, em em lugares remotos onde a atuação da lei é ausente ou precária, mas isso não é uma Lei imposta pelo Estado, pelo governo e sim uma ação praticada à margem da lei por homens gananciosos e cruéis que existem aos montes em todos os quadrantes da Terra. Não são negros escravizando brancos. São brancos que exploram inclusive outros brancos.

    Nunca houve uma Lei da Escravatura do Imigrante decretada pelo governo brasileiro. Nunca um imigrante perdeu a sua origem, seu verdadeiro nome e a sua verdadeira identidade, viveu numa senzala, foi posto no tronco para levar chibatadas, foi caçado por capitães-do-mato ou foi garroteado. Nunca fez trabalhos reservados para animais e tudo isso amparado pela lei.

    Não é somente negro e pobre que passa dificuldades no Brasil, mas a esmagadora maioria deles sim, são estatísticas oficiais, há louros de olhos azuis nas favelas, sim, mas a grande maioria deles está nas altas esferas da sociedade, por terem acesso preferencial a elas, enquanto os negro são bloqueados por mecanismos velados, sutis.

    Se a sua familia lutou tanto para conseguir alguma coisa apesar de não existir uma lei que os escravizasse, imagine o negro que foi escravizado com força de lei, que foi e ainda é, embora disfarçadamente, pela cor da sua pele. Ou seja, entre os discriminados o negro é o mais discriminado.

    É preciso sim criar ações afirmativas, quebrar esses mecanismos velados e sutis que mantém o negro e o índio à margem de uma melhor posição social. Os que criticam apenas não querem ver o negro coexistindo lado a lado, sendo incluído.

  88. Geraldo disse:

    Que triste figura, você só se esqueceu que seus bisavós vieram para o Brasil por livre e espêntanea vontade, e em busca de uma vida mais digna do que as que tinham em seus países de origem. Em geral os imigrantes que vieram ao Brasil foi para fugir da fome e da guerra, e viviam em condições bastante precárias, já os negros vieram escravizados, independente da situação em que viviam em seus países. Precisa dizer mais alguma coisa? Sinto vergonha quando leio ou ouço comnetários deste tipo. Pessoas que têm acesso à mídia poderiam aproveitar o espaço com texto mais positivos e que valorizem a pessoa humana, sem distinçaõ.

  89. Andre Teixeira disse:

    Artigo corajoso…
    Se quizermos acabar com o preconceito temos que nos UNIR,
    não separar as pessoas pela cor da pele, pela etnia, pelas descendências,
    somos todos brasileiros – SOMOS TODOS IGUAIS –
    e se tivesse um dia chamado o “dia da conciência branca”??
    Que vcs diriam?? – Diriam q seria um preconceito com certeza…
    Precisamos Criar o “dia da Consciência Humana” contra todo e qq preconceito
    sem separação, o preconceito começa qdo há separação!
    A continuar assim em qual “tribo” vou me enquadrar?? já que corre em minhas
    veias os sangues de Portugues, Espanhol, Indio e Negro?

  90. Paulo de oliveira disse:

    SINCERAMENTE, VOU COLOCAR ESTA DISCUSSÃO EM ‘MEUS FAVORITOS’, NÃO PELO COMENTARIO DO AUTOR, MAS LÓGICO, PELOS COMENTÁRIOS DOS PRÓS E DOS CONTRAS A IDÉIA DO AUTOR.

    AO ACESSAR PELA SEGUNDA FEZ ESSE BLOG NÃO ESPERAVA ESSA DISCUSSÃO RENDER TANTAS IDÉIAS,

    PARABÉNS AO AUTOR DO TEXTO, PUDE APRENDER MUITO COM:

    HERMES DANTAS
    LILO
    JOSÉ ROBERTO MILITÃO
    FRANCISCO VIANNA
    VALCIR CRUZ
    EVANY
    ADÃO
    URBANO
    SILVINO JR.
    EDERVAL MANOEL DE MENDONÇA
    JORDANA BOTELHO
    NN, E OUTROS…

    NÃO POSSO DEIXAR DE PERCEBER QUE O AUTOR TEM RAZÃO AO SENTIR A AGRESIVIDADE DOS COMENTÁRIOS COMO O DE ÉRIKA, MARA MONTEZUNA ASSAF, VANDERLÉIA, EDUARDO E MUITOS OUTROS, MAS É EXAGERO SE PREOCUPAR COM SEGREGAÇÃO E GUERRA RACIAL COMO VC, LUIS GUSTAVO CHAPCHAP DISSE.
    SE HOUVER ALGUMA GUERRA, SAIBA QUE ALGUÉM VAI PERDER E QUEM SERÁ?
    SERÃO OS NEGROS?

    E ACREDITO QUE O AUTOR NÃO FICOU TRISTE AO ADOTAR DUPLA CIDADANIA, COM ISSO VC TERÁ DIREITOS QUE AQUI NÃO TEMOS E CONVENHAMOS PEGOU MAL AO DIZER: “O Brasil a caminho da segregação racial…” (MAS ISSO CHAMOU TODAS AS RAÇAS PARA A DISCUSSÃO NO BLOG – FOI INTELIGENTE) E TBM “Esperei as comemorações referentes ao dia da consciência negra cessarem para poder escrever este artigo…”

    PORTANTO, CONTINUE COLOCANDO ARTIGOS COMO ESTE, POSSO APRENDER MUITO, OBRIGADO.

    OBS. EU PARTICULARMENTE PRECISO ESTUDAR MAIS, E ACREDITO QUE VC PRECISA TBM, PELO MENOS ENQUANTO PENSAR EM IDÉIAS COMO ESTA QUE SURGIU AO FALAR SOBRE SEGREGAÇÃO RACIAL NO BRASIL.
    TEMOS MUITO QUE APRENDER AINDA.

    POSTEI PELA 1ª VEZ NO BLOG NO DIA 13 DE DEZEMBRO AS 06:41H.

  91. Valcir Cruz disse:

    O título deste artigo é ilustrativo “O Brasil a caminho da segregação racial”. Comenta que a política afirmativa pode levar o país à segregação étnica. Como se no Brasil não houvesse segregação. Onde moram os negros ?, onde trabalham os negros ?.
    O preconceito no Brasil possui um contorno cordial. É cruel e perverso, porque dissimulado. Nínguém discriminada o negro, ninguém tem nada contra o negro. O discurso é o mesmo, somos todos humanos, somos todos irmãos, somos todos brasileiros. Porém na realidade os descendentes de africanos no Brasil atingem os piores índices sociais.
    Para encerrar o missivista ainda afirmar sua dupla cidadania. Vejam a diferença, eu e o referido articulista somos brasileiros. Mas, a minha situação é diferente. Não possuo dupla cidania, não tenho para onde correr, assim como a grande maioria dos brasileiros. Posso dizer orgulhosamente que meu avós juntos com portugueses e índios construíram as bases de país. O meu único passaporte ostenta uma única nacionalidade:BRAZUCA.
    E assim como o missivista usando de seus direitos adquiriu a cidadania européia, eu como brasileiro descendente de africanos, reinvindico minha plena cidadania, através de políticas que reconheçam a dívida histórica que toda a sociedade brasileira possui com os negros. Aqueles que não reconhecem esta dívida, por certo se enquadram em duas categorias: não conhecem apropriadamente a História do Brasil ou são convictos de que os negros não possuem direito de cidania plena.

  92. Paulo disse:

    SINCERAMENTE, VOU COLOCAR ESTA DISCUSSÃO EM ‘MEUS FAVORITOS’ NO MEU PC. NÃO PELO COMENTARIO DO AUTOR, MAS LÓGICO PELO COMENTÁRIO DOS PRÓS E DOS CONTRAS A IDÉIA DO AUTOR. AO ACESSAR PELA SEGUNDA FEZ ESSE BLOG NÃO ESPERAVA ESSA DISCUSSÃO RENDER TANTAS IDÉIAS.

    PARABÉNS AO AUTOR DO TEXTO, PUDE APRENDER MUITO.

    Caso não autrizado o meu comentário colequem pelo menos a parte inicial do comentário. Que exatmanete esta supracitada.

  93. Carol disse:

    Putz grila.
    O autor desse texto vive em outro planeta.
    ô brancaiada reacionária (sou branca!!)! Qual o problema de vcs? Medo de que os negros comecem a tomar seus postos?
    Achar que no Brasil nao existe segregação racial, E QUE ESTAMOS APENAS CAMINHANDO PARA ISSO, é uma das maiores ignorâncias e hipocrisias. Qualé, meu filho. Vai estudar. Pegue dados da PNAD e veja quanto ganham os negros. Pegue dados do Nucleo de Estudos da Violencia e veja quem sao as maiores vítimas da polícia. Pegue dados do IBGE e veja o grau de escolaridade dos negros.
    Ah, claro, vao dizer que é porque negro é vagabundo, marginal e preguiçosos..
    Nao vao, né?
    Nao querem admitir esse ranço racista.
    Acordem pra vida.
    Que medo é esse tao grande de que os negros comecem a tomar os espaços que lhes são de direito?
    O autor do texto deve ter lido aquela excrecencia do livro do Ali Kamel e acreditou MESMO que segragação racial é invenção de sociológo. Pra ele, só um conselho: estude, se informe, e tire esse cabresto.
    Vou parar de escrever, porque o ranço racista de alguns me dá tanto nojo que posso passar dos limites.

  94. Carol disse:

    Putz grila.
    O autor desse texto vive em outro planeta.
    ô brancaiada reacionária (sou branca!!)! Qual o problema de vcs? Medo de que os negros comecem a tomar seus postos?
    Achar que no Brasil nao existe segregação racial, E QUE ESTAMOS APENAS CAMINHANDO PARA ISSO, é uma das maiores ignorâncias e hipocrisias. Qualé, meu filho. Vai estudar. Pegue dados da PNAD e veja quanto ganham os negros. Pegue dados do Nucleo de Estudos da Violencia e veja quem sao as maiores vítimas da polícia. Pegue dados do IBGE e veja o grau de escolaridade dos negros.
    Ah, claro, vao dizer que é porque negro é vagabundo, marginal e preguiçosos..
    Nao vao, né?
    Nao querem admitir esse ranço racista.
    Acordem pra vida.
    Que medo é esse tao grande de que os negros comecem a tomar os espaços que lhes são de direito?
    O autor do texto deve ter lido aquela excrecencia do livro do Ali Kamel e acreditou MESMO que segragação racial é invenção de sociológo. Pra ele, só um conselho: estude, se informe, e tire esse cabresto.
    Vou parar de escrever, porque o ranço racista de alguns me dá tanto nojo que posso passar dos limites.

    Aliás, alguém escreveu:

    Eu acho que os maiores preconceituosos são os próprios negros, a desculpa deles é sempre a cor da pele. Não arruma emprego por que é negro, não consegue isso por que é negro!!!!

    HAHAHAHAHAHAHHAHA
    Olha, esse é o mais típico argumento de um racista ferrenho.

  95. Fernanda Alves disse:

    Existe um discurso pronto que diz que o “maior racismo vem dos próprios negros”. Quando você vai mais fundo nesse discurso, ouve coisas como “não assumir o próprio cabelo”, “querer parecer branco”, questões estéticas que nada têm a ver com o orgulho por fazer parte de um determinado grupo étnico. Outro argumento é que os negros “vêem preconceito em tudo”. Acho que esse olhar por si só já é cheio de preconceito, não? Pq o preconceito existe sim, está aí, mas não é uma placa na testa dos outros. Existe preconceito contra negro, assim como contra pobre, nordestino, etc, etc.

    Outra questão bem diferente está na criação de um feriado nacional para a consciência negra. Acho importante sim uma homenagem a um grupo enorme de pessoas que foi acorrentado, retirado de seu país e feito de escravo nessas terras. Tanto se fala no genocídio dos judeus, mas não vejo o mesmo respeito para a questão da escravidão, que ocorreu por muito mais tempo, e fez ainda mais vítimas.

    Não há certo ou errado nessas questões. Mas devemos abrir os olhos e enxergar além do nosso próprio pré-conceito das coisas.

  96. Lia L C de Castro disse:

    Concordo plenamente com o autor. A sociedade brasileira é mestiça e é esse o povo brasileiro, pessoas mal informadas e mal intencionadas querem transforma-lo em multi racial e agressivo.

  97. Edilson disse:

    “Considero-me um legítimo filho do Brasil e não possuo ascendência branca até onde consegui levantar nas árvores genealógicas das famílias do meu pai e da minha mãe”.
    Sou um negão de 71 anos (Preto Velho tem mais efeito) e posso dizer a vcs, sobretudo ao articulista:
    “A caminho da segregação racial”, uma ova! Tanto a segregação quanto o preconceito racial estão diminuindo.
    Quando estava no então curso primário (o nome da escola era ABRIGO DOS FILHOS DO POVO), por volta de 1950, o dia 13 de maio era um dos mais tristes do ano. Não podia abrir a boca que ouvia “culpado disso é a Princesa Izabel”. Eu fui orientado para a religião espírita e meu pai que era “católico”, dizia “Deus é grande, mas o mato é maior”.
    Digo essas coisas para vcs sentirem como era o condicionamento da sociedade há 50 anos.
    A segregação está aí. É só vc ir aos morros do Rio, às palas-fitas da Bahia, às periferias das grandes cidades do Brasil, sobretudo desta minha querida Salvador (os “brancos q vc v nesses lugares passaram pelo funil da cor, mas não pelo da raça). O preconceito, de alguma forma, é parte do instinto de conservação, mas no Brasil é cultural, mesmo. Duro é, no meu caso, verificar q em qualquer lugar mais sofisticado que vou, o único negro sou eu (e vou sempre q posso para q os presentes se acostumem com a realidade. Consciência é isso!). Ou tem mais um ou dois como disse um articulista lembrando seu tempo de Faculdade. Como se isso fosse a coisa mais natural do mundo!
    -O problema é social? Claro; que condição tinham os negros durante a escravidão (quando construiam este país)? E após a Abolição a situação piorou. Todos sabem. Todos sabem tb q sem acesso ao saber, ao conhecimento, à Escola, enfim, a situação injusta se perpetuará.
    O Governo, como a maioria dos brasileiros, sabe onde está o problema. As estatísticas estão aí.
    As COTAS SÃO UMA TENTATIVA DE TORNAR MAIS IGUAL O ACESSO AO CONHECIMENTO. Não sei se é a melhor (muitos são contra e tem até quem ache que só agora a segregação está começando), mas sei q alguma coisa tem q ser feita. Quem for contra que dê outra idéia justa e reparadora. MAS ALGUMA COISA TEM Q SER FEITA!
    – Q tal esperarmos alguns resultados? Afinal, as Cotas não são para sempre.
    MAS ALGUMA COISA TEM Q SER FEITA!

    Edilson
    PS: Espero não tomar o cartão vermelho (nem amarelo) neste primeiro lance da minha estréia e dar meus parabéns a todos por discutirem temas como este.

    Edilson

  98. Roberval Longdong disse:

    PARA EDERVAL MANOEL DE MENDONÇA;

    MEUS ANTEPASSADOS VIERAM PARA O BRASIL EM BUSCA DE OPORTUNIDADES MAIORES QUE AQUELAS DISPONÍVEIS EM SEU PAÍS DE ORIGEM, OU VOCÊ ACHA QUE OS IMIGRANTES QUE PARA CÁ VIERAM ERAM OS MAIS ABASTADOS E MAIS LETRADOS?!.

    DERAM PARA ELES, MEUS AVÓS, UMA ENXADA E MANDARAM TRABALHAR SE QUISESSEM COMER. POIS É FORAM, TRABALHARAM E EU DIGO COM SATISFAÇÃO QUE CURSEI FACULDADE SEM FAZER CURSINHO, SÓ FREQÜENTANDO ESCOLAS PÚBLICAS. SOU DAQUELES QUE ACREDITA QUE O TRABALHO AINDA DIGNIFICA AS PESSOAS. QUEREM CONQUISTAR ALGO, TRABALHEM.

  99. Ivan Dourado disse:

    Sou professor (caucasiano, como sou classificado no orkut qdo se trata de raça). Minha opinião sobre cotas? Bom, nas universidades não deveria existir cota (muito menos vestibulares); o acesso ao curso superior, deveria ser pleno e aberto a qualquer um que consiguisse vencer o ensino médio. Cotas? Vestibulares? deveriam ser eliminados do mundo acadêmico. Acabaria com a desigualdade. Se melhorarmos a situação da igualdade no estudo, o desaparecimento das demais “cotas” será conseqüência desta atitude.

  100. Ivan Dourado disse:

    Desculpem o erro de digitação: onde se lê “consiguisse”, leia-se “conseguisse”.

  101. evany disse:

    É ISSO MESMO LONGDONG.
    A escravatura sempre existiu na Asia, na velha Europa e na Africa, até hoje. Em Africa, os Ashanti capturavam outras tribos e as vendia os átabes, que por sua vêz vendiam os capturados aos negreiros holandeses, que então traziam as pessoas como mercadorias ao Brasil, e os portuguêses compravam.
    Na imensa extensão do tempo, milênios, este é um momento de dor.
    Para superar isto , e seguir para mais longe e ir mais adiante, crescendo, é preciso ESQUECER, senão permanece escravo.

  102. Valcir Cruz disse:

    Longdong, quando aqui você chegou, o paíss já estava construído por negros, brancos e índios. Nossas fronteriras já determinadas. Leia, o livro o “Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, que entenderás melhor. O trabalho com a enxada que seus avós empunhavam, foi-lhes pago. Para os negros não houve pagamento. Se seus antepasssados fossem jogados à rua, sem pagamento ou terra para trabalhar, dúvido que terias o sucesso que relatas. Você se deu bem em um país construído por negros, portugueses e negros. Tivesse no seu lugar seria muito grato a eles. Leia melhor a História do páis que te acolheu.

  103. Para Roberval Longdong:

    Meus antepassados vieram para o Brasil não como convidados, por livre escolha; vieram forçados e sem direito a nenhuma oportunidade (nem menores nem maiores).

    Os imigrantes que vieram para cá (como convidados), eram em na sua maioria pobres, sim (mas não vieram transportados à força, como gado, não traziam grilhões em seus pulsos e em suas pernas, não eram tratados de maneira cruel e desumana, não eram qualificados de maneira pejorativa, degradante, humilhante, suas mulheres e filhos não foram separados e vendidos a pessoas diversas, não tiveram seu nome, origem e identidades retirados e não eram LEGALMENTE – assim como tudo o que produziam – PROPRIEDADE DE ALGUM SENHOR. Não passaram 300 anos nessa condição).

    Muitos imigrantes eram iletrados e pobres, mas legalmente livres, alguns dentre eles receberam, sim, ferramentas e incentivos do governo, foi porisso que prosperam e enriqueceram (ou você acha que se eles viessem como escravos, teriam com esse tipo de trabalho ascendido e prosperado? -só pode prosperar quem; seja muito ou pouco receba ALGO QUE LEGALMENTE LHE PERTENÇA E TENHA LIBERDADE PARA FAZER O QUE DESEJAR COM ISSO – de outra maneira, são contos de fadas e histórias da Carochinha, ou por meio de roubo ou trapaça), e assim guindaram outros imigrantes a situações melhores.

    Deram aos seus avós uma enxada e mandaram trabalhar se quisessem comer, mas pagavam pelo trabalho que eles faziam, por mais duro que fosse, eles poderiam comer e empregar o que restasse para fazer o que desejassem (pelo menos os que escaparam da exploração exercida pelos outros brancos – pois é, não foram os negros que os exploraram e sim outros brancos, alguns até eram outros imigrantes aos quais foram concedidos os benefícios citados) e escolher como queriam direcionar a sua vida. Assim tiveram a possibilidade de ter posses, bens pessoais, ascensão.

    Aos meus antepassados, após tirarem-lhes tudo o que possuíam e o mais valioso, a liberdade, deram-lhes, além de enxadas, instrumentos e alojamentos próprios para animais; obrigaram-nos a trabalhar, não para adquirir comida, recebiam rações que apenas lhes permitisse continuar trabalhando em seguida. Nunca tiveram direito de escolha e eram considerados como não possuidores de uma alma.

    Recebiam punições físicas, eram supliciados e mortos por espancamento, enforcamento, garroteamento e o que mais ocorresse à criatividade dos seus donos.

    Não podiam porisso, direcionar a sua vida como quisessem: eram até obrigados a falar com os brancos em voz baixa e com os olhos direcionados para o chão; eram excluídos de tudo. Com o fim da escravidão, foram esquecidos e abandonados; trouxeram imigrantes para serem pagos pelo que eles eram obrigados a fazer de graça.

    A imagem rebaixante e humilhante, construída por meio de qualificações desabonadoras e degradantes impingidas ao negro, é infelizmente cultivada até hoje, na maioria das vezes disfarçadamente, alguma vezes declaradamente, por aqueles que desejam que um homem de pele escura permaneça em posição subalterna e servil, principalmente quando percebem alguma ação que permita que esse acesse alguma posição superior à que hoje se encontra.

    A tal imagem é construída com expressões tais como: “preguiçoso”, “incompetente”, “ignorante”, “burro”, “boçal”, etc…

    Atitudes que acompanham a aplicação dessa imagem: buscar impedir que o negro se expresse, que coloque o seu ponto de vista. Primeiro. procurar ignorá-lo, se isso não der certo, procurar silenciá-lo, fazer com que não se ouça a sua voz, até mesmo gritando, para que fale baixo, que olhe para o chão.

    Em “internetês”, escrever todo um texto com letras garrafais significa gritar, significa que você escreveu a sua mensagem para mim gritando, mandando que eu abaixe a minha voz, que silencie e olhe par o chão diante do seu “argumento superior”.

    Mesmo assim não lhe respondo gritando, pois este é o último procedimento daquele que não conseguem impor as suas idéias por meio da razão, além de depor contra a boa educação de quem está debatendo apenas fatos.

    Você ainda usou uma das ferramentas da construção da imagem que eu citei acima, nos mandou (aos negros) trabalhar se quisermos conquistar algo (que nem é o caso do debate deste blog), nos chamou, portanto de “preguiçosos, apesar de tantos negros que você vê todos os dias trabalhando de sol a sol; estão espalhados por todos os canto do país”.

    Ainda assim, não lhe responderei gritando, usei maiúsculas apenas para destacar e enfatizar alguns pontos, nunca para gritar, como manda a civilizada discussão de fatos e idéias, direi também que, com muito orgulho, que acredito sim, que o trabalho dignifica as pessoas, porisso trabalho desde os 16 anos, mas acredito também que a remuneração pelo trabalho DEVE dignificar as pessoas e não apenas mantê-las vivas apenas para que possam voltar ao trabalho no dia seguinte e que as oportunidades existem para todos, mas que não devem ser oferecidas para favorecer veladamente a alguns “escolhidos” por meio de critérios bem subjetivos; por isso devem ser criados dispositivos legais para abertamente contrapor e eliminar esses tais critérios subjetivos que desfavorecem há tanto tempo ao povo negro.

    São os critérios de promoções e escolhas emitidos a portas fechadas, que determinam que um negro, para atingir a mesma posição de um branco, deve mostrar “três vezes mais capacidade”. Infelizmente, esses critérios velados existem, embora não seja a totalidade dos brancos que os pratiquem.

    Também orgulhosamente digo que a minha mãe era filha de pescador, meu pai militar, por muitas vezes injustiçado pelos tais critérios de promoção, mesmo sendo ele um homem muito capaz, instruído e íntegro; que também só freqüentei escolas públicas, cursei faculdade sem fazer cursinho e que fui aprovado no primeiro vestibular que fiz; que hoje tenho pós-graduação em Produção Editorial e ainda que tenho dois empregos, um como programador visual, outro, como professor, que fiz tudo isso sem cotas, com imenso sacrifício e que pelo o que tenho visto, presenciado e passado, estou a cavaleiro para dizer que mantenho e afirmo sem tirar uma linha, o que afirmei sobre as cotas, assim como que ninguém precisa nos mandar trabalhar e estudar, apenas nos dar o justo retorno quando demonstramos capacidade (essa é a parte mais difícil).

    Vários irmãos e parentes meus são graduados em curso superior e muito capazes; o que digo sobre a vida do negro no Brasil digo com conhecimento de causa, mas com serenidade, sem raivas ou ressentimentos, apenas tenho o objetivo de me contrapor, pela atitude e pela argumentação à perpetuação das condições impostas ao negro que estão referidas acima, ainda hoje em pleno 3º Milênio.

    Precisamos ser vistos, mas também ouvidos, participar da decisão do nosso destino.

    As cotas e quaisquer outras ações afirmativas deveriam qualificadas não como “caminho para a segregação racial” e sim como o caminho para a verdadeira integração racial no Brasil.

    Afirmar o contrário disso é semelhante ao que foi dito para justificar o ataque ao Iraque: que o mesmo possuía armas atômicas e armas de destruição em massa. E não era nada disso.

  104. Para André Teixeira:

    Quer saber a sua tribo?

    Você é um mestiço que deve ter a pele mais clara, o termo “negro” que é associado à discriminação de cor (pelas referências “negro”, “branco”) refere-se ao tom da pele, quanto mais escura, maior a discriminação.

    Quanto mais clara é a pele maior de um indivíduo, maior é a brandura do tratamento dado ao ele pelo discriminador. Isso efetivamente existe.

    Para mim, o foco da luta contra a discriminação deve ser apontado para a discriminação por causa do tom da pele. Isso eliminaria muitas dúvidas e justificativas.

    Os brasileiros estão em boa parte mestiçados, mas existe um preconceito velado, dissimulado, de cor, que não existe na lei; mas que existe na cabeça de pessoas que têm pele clara e que por elas é disfarçadamente praticado.

    O objetivo, portanto não é SEPARAR as pessoas segundo o tom da sua pele e sim COLOCAR JUNTAS pessoas que JÁ ESTÃO SEPARADAS por causa desse preconceito velado de cor.

  105. evany disse:

    Gostei, Ederval. sobretudo do trecho em que você diz “com conhecimento de causa e com serenidade”Aí penso em uma arte que presenciei, cuja mensagem seria justamente essa.. , a da consciência e da serenidada. Tenho um artigo> Arte Africana, uma arte com conceito< Está em artewebbrasil, onde escrevo sobre isso.
    Mas se você vai fazer arte africana agora^, vai cair fatalmente no kitsch, no objeto comercial sem valor sensível*/cultural. A arte efricana existiu até a 1ª década do século XX. Depois foi maculada (virou kitsch) pelo dinheiro, virou mero objeto étnico. Agora, o importante é que não é a cor de pele de vai definir estilo e propriedades de uma arte…Não mais existe arte branca ou arte negra. E até na música isso tende a acaber. A cor de pele é relativa. O presidente do Senegal, o poeta Leopold Senghor era pessoa com maneiras europeias refinadas, muito simpáticas. Já o Steve Macqueen, que passou a infância num gueto pobre de maioria negra, tambem tornou-se um negro, apesar do cabelo louro e pele clara. Sua expressão corporal, gestos, maneira de falar e expressões fisionomicas eram maravilhosamente negras. Que charme!
    O que cria o recrudescimento do racismo nos últimos tempos é o desenvolvimento do capitalismo selvagem que não dá vez. Ainda mais que afro-descendentes -e tambem as mulheres!-não trazem no genes a tal cultura do denarius, herança nossa da era do metal recem descoberto, há vários milenius.. A questão toda é cultural, a nível antropológico. No sentido figurado, digo que não se pode , de repente (3 gerações) botar um sapato de verniz num índio… Mas o filho dele, se fôr habituado a usar sapatos fechados, talvez depois poderá tolerar o uso de sapatos de verniz. Tudo é uma adaptação, uma linguagem, que leva às vêzes gerações. Mas se o neto do tal índio so gostar de andar descalço, de novo, aí não vai nem conseguir depois tolerar sapato comum, e muito menos de verniz. E se êle quizer adotar as praticas civilizadas e ganhar dinheiro, vai ter que guardar num armário o chocalho e as flechas, só fazer a dança da chuva no espaço de culto reservado.. Digo isso nm sentido figurado.
    A educação é uma fôrma para dar a forma à massa. A massa se habitua e toma formato. As populações tribais da Africa e da América não precisaram evoluir, pois estavam bem adaptadas ao meio ambiente. Já o europeu do norte lutou muito para continuar vivo, e o maior fator de sua evolução e biotipo foi o frio, ao qual ele teve de superar, inventando abrigos bem aquecidos, roupas. e reserva de comida. Mas no trópico a vida é mais fácil, e não existiu necessidade de adaptações drásticas para sobreviver. Contudo isso não impede e daptação físicaao meio ambiente e um outro tipo de desenvolvimento.

  106. Roberval Longdong disse:

    Ederval Manoel de Mendonça.

    Há quem considere o início da imigração no Brasil por volta de 1530, a partir deste momento os portugueses vieram para o nosso país para dar início ao plantio de cana-de-açúcar. A imigração intensificou-se a partir de 1818, com a chegada dos primeiros imigrantes não-portugueses, que vieram para cá durante a regência de D. João VI. Os suíços chegaram em 1819 e se instalaram no Rio de Janeiro, os alemães, chegaram em 1824, e foram, em grande parte, para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os originários da Ucrânia e Polônia, habitaram o Paraná, os turcos e os árabes, se concentraram na Amazônia; os italianos e japoneses, em sua maior parte, vieram para São Paulo.

    Após a abolição da escravatura, 1888, o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território. Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.

    No ano de 1908, começou a imigração japonesa com a chegada ao Brasil do navio Kasato Maru, trazendo do Japão 165 famílias. Estes também buscavam os empregos nas fazendas de café do oeste paulista.

    Todos estes povos vieram e se fixaram no território brasileiro com os mais variados ramos de negócio, como por exemplo, o ramo cafeeiro, as atividades artesanais, a policultura, a atividade madeireira, a produção de borracha, a vinicultura, etc.

    Que leu “CASA GRANDE E SENZALA de GILBERTO FREIRE, soube que muitos negros que para cá vieram como escravos era mais inteligentes e letrados que seus senhorios, pois conviviam com os Mouros do norte da áfrica. Tinha grande conhecimento de matemática e de engenharia na construção de dutos, ruas, pontes, também tinham um bom conhecimento de agricultura e manejo com animais.

    Os negros não eram e não são pessoas inferiores ou com capacidade intelectual menores que das pessoas de outras raças / cor.

    Por isso estranhei vendo muitos defendendo programas de cotas e outras Ações Afirmativas em que coloca o negro como sendo pessoas inferioriores, classificando-as como pessoas limitadas que necessitam de ajuda para poderem se desenvolver, o que eu não acho verdadeiro.
    Diante disso só posso pensar que estava enganado e os “rótulos” que eles, os negros, carregam têm razão de ser.

    Você disse ter começado a trabalhar com 16 anos; és um sortudo. Eu nasci e morei um bom tempo em uma cidade do interior do RS, não tive esse privilégio. Com 4 anos de idade já ajudava meus pais a cuidar dos animais que possuíamos e era o responsável pela entrega de leite.

    Tenha um ótimo final de semana.

  107. Carlos Eduardo da Silva Bastos disse:

    Só quero que um dia, ao hospedar-me num hotel não seja olhado de cima em baixo com uma expressão que beira ao nojo.Quero, ao sair de casa que ao passar por uma mulher , ela não agarre a bolsa ao me vêr.Isso só ocorrertá quando as pessoas tiverem consciência de que negros existem no Brasil, que são maioria e que nem todos são criminosos como alguns insistem em fazer parecer, que não são cidadãos de segunda classe.
    Sou de classe média e boa pinta,mas nunca me senti à vontade no meu próprio país.
    Nunca ouvi falar que um português,árabe ou turco tenha sido seguido em um supermercado como sou sistematicamente.

  108. Para Luís Gustavo Chapchap

    Achei infeliz o título dado por você ao tema tão oportuno que ora figura neste blog.

    Associar ações afirmativas em favor do negro a uma estranha “guerra racial” é incompreensível, sugere dizer que a adoção de cotas para que negros devidamente aprovados num vestibular tenham garantida a sua inclusão, ainda que em quantidade mínima entre os aprovados escolhidos para freqüentar o ensino superior público e gratuito é algo como se os negros estivessem acossando os que têm pele clara, armados de correntes e porretes? (há uma escolha de quem vai cursar, pois é impossível que o grande número de aprovados por vagas ofertadas em número reduzido possam todos ocupá-las).

    Até a adoção das cotas, a esmagadora maioria dos escolhidos tem sido de tez mais clara e melhor posição social, numa proporção inversa ao que acontece no ensino básico, fundamental e médio do sistema público gratuito. Deviam ser escolhidos pelo bairro onde moram, o que indica a sua posição social, a qual geralmente está ligada à tonalidade da sua pele, nas camadas mais altas da sociedade.

    Os negros que conseguem entrar apesar disso são a exceção que confirma a regra.

    Ao contrário do que você proclama, o que cria uma situação de tensão e confronto racial é a manutenção dos discriminados em posições desfavoráveis na sociedade, por causa do tom da sua pele, principalmente ignorando-se quando a consciência destes se amplia, como você diz: “A Europa é um bom exemplo para ilustrar onde essa política de segregação pode chegar, a França sofre com atentados de imigrantes revoltados com sua posição na sociedade”.

    Esses imigrantes na França são turcos, africanos, se revoltam não porque conseguiram cotas em uma universidade, mas sim porque são mantidos longe delas e dos benefícios sociais. Eles se revoltam com a sua posição na sociedade.

    Nos Estados Unidos, onde além da discriminação havia o apartheid, a adoção de cotas arrefeceu uma explosão de violência dos discriminados contra a brutal desigualdade lá praticada. Lá, hoje em dia, encontram-se negros no comando da defesa nacional e em algumas posições de destaque (Condoleza Rice e Powell, por exemplo).

    As cotas estão em prática até hoje nos EUA e os negros nela inclusos não depuseram os presidentes das suas empresas, não se apoderaram dos seus bens, não seqüestraram seus parentes, nem invadiram a Casa Branca para tomar o poder.

    Então de que “guerra racial” você está falando?

    Ou você quer dizer que quem a promoverá serão os brancos, que inconformados com a presença de pessoas de pele escura em seus redutos formarão milícias armadas para obrigar os negros a desistir dessa besteira de querer ascender na sociedade e voltar para o seu lugar nas senzalas, de onde nunca deveriam ter saído?

    As piadas e gozações feitas com você e os seus ancestrais nem de longe se comparam com a violência cometida contra as pessoas de pele escura no passado e ainda hoje em forma de discriminação disfarçada.

    Ainda assim, essas pessoas não querem vingança e sim respeito e valorização, pelo que, acredite, estão lutando de maneira pacífica.

    Portugueses, asiáticos e judeus não precisam de palavras de ordem, pois já têm a sua participação garantida em amplas camadas da sociedade.

    Em vez de extinguir o Dia da Consciência Negra, deve-se sim, adotar, em vez de discursos empolados e estéreis, medidas práticas, efetivas e objetivas para neutralizar os mecanismos da discriminação disfarçada baseada no tom da pele das pessoas, praticadas por gente que tem a tez mais clara, à revelia da lei.

    No dia em que isso efetivamente acontecer, pode-se extinguir o Dia da Consciência Negra, pois ele já terá cumprido o seu papel.

  109. Valcir Cruz disse:

    Penso que há muio desconhecimento sobre a formação histórica do Brasil. Utilizo como referência as pesquisas de Darcy Ribeiro, em suas palavras nosso país foi constrúido a base de suror e sangue de negros. Que ele compara a uma moenda alimentada por negros. O capital e riqueza formada no país, em parte é formado por este trabalho não pago. E está aí, plasmado em nossas cidades, fazendas e edifícios. Portanto são traços vivos da exploração.

    As cotas, portanto, não são esmola, é apenas o pagamento de uma dívida. O mesmo autor discorre sobre a formação do povo braileiro em suas 3 vertentes originais: português, negro e índio. Há uma passagem em seus diálogos que é importante destacar. Ele trata sobre a discriminação por parte de imigrantes contra migrantes e negros. Ele chama este comportamento de arrogante, pois estes quando aqui chegaram já encontraram um país construído, onde puderam trabalhar e construir suas famílias, justamentes pelo trabalho desses últimos.

    De fato, quem expulsou os holandeses, franceses e espanhóis ?. Quem desbravou os sertões e conquistou o território que temos ?. Quem nos deu a cultura, traços e gestos ?. Quem foram os lanceiros na guerra do paraguai ?. Descendentes de portugueses, negros e índios.

    Invariavelmente quem é contra as cotas, também é contra os programas sociais que atendem ao nordeste, distribuição de terra a índio e quilombolas. Basta ler os artigos e editoriasi da revista Veja, Estadão, Folha de São Paulo, etc..

    O dia 20 de novembro, não é o dia do negro. É o dia da consciência negra. É um dia de reflexão a respeito do racismo ( que a cordialidade brasileira chama de preconceito).
    Não é portanto um dia dedicado a uma “raça”. Conheço descendentes de imigrantes europeus que possuem “consciência de negritude” que muitos negros não possuem. Vejam, em comentários anteriores, pessoas que se reconhecem como negras, mas acham que não são afro-descendentes. Pode ?. Outras que reconhecem possuir descedência negra, e não saber qual é a sua tribo.

    Talvez esta pessoa nunca foi discriminana por ser negro ou negra. Sou professor universitário, curso doutorado em engenharia. Apenas para ilustrar: certo dia indo para a faculdade, no ônibus, um policial pediu para eu descer e me obrigou a abrir a pasta que carregava, evidente para verificar se não havia roubado algo dos passageiros. Pergunto, os amigos e amigas descendentes de árabes, italianos, japonese, polacos, fraceses, arianos e caucasianos, já passaram por tal constragimento ??. Pois saibam que o racismo dói na pele.

  110. evany disse:

    Carlos Eduardo da Silkva Bastos, a limguagem não é só o que você fala ou escreve; existe a linguagem do corpo, e tambem aquela, “que fica no ar” que se passa inconscientemente ao interlocutor, e da parte dele tambem recebemos. Isto é verdadeiro, embora subjetivo. Agora entenda o que é uma atitude mental. Mas mesmo assim é possível ser “barrado”. Então um sorriso calmo e atitude serena para controlar o ânimo negativo de quem nos barra (um coitado), é essencial.
    Não são só as pressoas afrodescendentes quew são discriminadas e despotencializadas com políticas estratégicas, principalmente na área do ensino. Acima denunciei a intenção de manter o povo ignorante, quando tiraram do currículo escolar o matéria de Canto Orfeônico (solfejo e leitura de pauta musical) e trocaram por BATUCADA , a pretexto de que solfejo seria muito elitista para o povo. (!!)

    Então não é só preconceito, mas sim um programa de EXCLUSÃO do povo brasileiro para conservar todo mundo despreparado. O melhor exemplo disso foi a mudança radical no ensino, com a Lei de Diretrizes e Bases d 1961, que colocou o país no nível ATUAL na educação, que é dos mais baixos do mundo, só perdendo para o Haiti!
    Nosso modelo anterior de ensino estava ao nível do “bac” frances e do atual em Portugal, ma com a tal lei de Dretrizes e Bases de 1961, desceu a nivel assustador. Foi o primeiro passo para a marginalização da infância e da juventude… Se naquela época a população negra tinha melhores veículos para integração social, depois destas leis coercitivas ficou mais difícil e os sintomas de racismo aumentaram. As dificuldades administrativas tambem aumentaram, a corrupção tambem, pois o budget nacional continuou praticament o mesmo. enquanto que o crescimento ´populacional explodiu de forma assustadora. Basta dizewr que aqui no Rio, a favela da Rocinha não existia em 1960. Políticos provincianos, mormente nordestinos, espertalhões e tacanhos causaram imenso dano moral à nação. Isso se refletiu em tudo. Atualmente,, em proporção, existem muito mais mulheres espancadas e assassinadas do que antes dos anos 60. O preconceito racial aumentou sim, e veladamente! Isso porque ser negro é o mesmo que ser pobre, uma vêz que negros pertencem a uma cultura imemorial de escambo, portanto não relacionada a dinheiro, (e isso agora em meio a capitalismo selvgem! Essa culta cultura resiste, porque é profunda, arraigada e muito mais forte – Agora tem que decidir a qual mundo se pertence, e assumir, pois ficar na “alegria’ do folclore e ainda se queixar não dá…
    O preconceito contra a mulher aumentou muito tambem – Vou eu, com fome entrar sozinha num restaurante para jantar!… Serei olhada de lado, pois que desacompanhada… Mas se eu estiver com um pintoso Morgan Freeman ao lado, NO PROBLEM !…
    Conclusão: Nossa cultura falocrática é filicida, exclui negros e mulheres, pois quer, sozinha ser dona de todo poder do mundo, todo dinheiro, toda política – e para tanto despotencializa o homem newgro, objetifica a mulher negra, e exclui a mulher do capital. nÂO ESQUECER: A POBREZA É UM SUBSTANTIVO NO FEMININO, E A MISÉRIA È NEGRA!

  111. Armindo disse:

    Sra. Evany, gostei do seu eecrito de hoje, 16 dez – 10:46 am, parabéns.

    Se lerem o jornal a Folha de São Paulo deste domingo verão imigrantes bolivianos que , clandestinamente, chegam a São Paulo para trabalharem com confecções, trabalham 17 hora diaria apenas pela cama e comida, sabe-se-lá com que qualidade.
    O PRECONCEITO NÃO É DE COR ELE É SOCIAL / MONETÁRIO.

    Não temos que defender cotas ou qualquer outras “vantagens” nas Ações Afirmativas apenas para negros, temos sim que lutar pela inclusão de todos os desfavorecidos independente de raça / cor / origem e aí sim serão incluidos os negros necessitados, digo necessitados, porque há muitos que não precisam mas se beneficiam delas por causa da cor da pele. Agora os negros querem exclusividade, por que será??? Não querem se misturar???

  112. Caro Roberval Langdong

    Fico feliz em saber que agora podemos conversar.

    Quero deixar bem claro que o fato de existirem imigrantes e seus descendentes no Brasil não me incomoda nem um pouco.

    O que incomoda é a diversidade de tratamento, a arrogância dos que sem conhecimento de causa, praticam discriminação contra índios, nordestinos e pessoas de pele escura, taxando-as de responsáveis pelo seu próprio atraso e pelo atraso do país, de serem culpadas por qualquer coisa que der errado e se autoglorificando.

    Comecemos pelo primeiro parágrafo da sua mensagem: os portugueses vieram, os suíços chegaram e se instalaram, os alemães chegaram, foram para o Sul e continuam conscientes dos seus locais de origem, os turcos e árabes se concentraram na Amazônia, os italianos e japoneses, em sua maior parte, foram para São Paulo. Todas essas afirmações denotam que tudo foi por vontade própria e por livre deliberação de cada um.

    Aí começa a diferença: os negros não vieram, foram trazidos à força, não se instalaram; foram forçados a se amontoar em senzalas de onde não podiam se mudar, se quisessem.

    Foram obrigados a trabalhar gratuitamente em todas as atividades pesadas e difíceis, incluindo a lavoura por 300 anos.

    Continuando com as suas palavras: “Após a abolição da escravatura, 1888, o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território. Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.

    No ano de 1908, começou a imigração japonesa com a chegada ao Brasil do navio Kasato Maru, trazendo do Japão 165 famílias. Estes também buscavam os empregos nas fazendas de café do oeste paulista.

    Todos estes povos vieram e se fixaram no território brasileiro com os mais variados ramos de negócio, como por exemplo, o ramo cafeeiro, as atividades artesanais, a policultura, a atividade madeireira, a produção de borracha, a vinicultura.

    Que(m) leu “CASA GRANDE E SENZALA de GILBERTO FREIRE, soube que muitos negros que para cá vieram como escravos era(m) mais inteligentes e letrados que seus senhorios, pois conviviam com os Mouros do norte da áfrica. Tinha grande conhecimento de matemática e de engenharia na construção de dutos, ruas, pontes, também tinham um bom conhecimento de agricultura e manejo com animais”.

    Em relação ao seu último parágrafo, transcrito acima, você está falando originários da região do Benin, povo negro de elevada estatura, belas mulheres, homens altivos, que se portavam com orgulho e dignidade, viviam próximo aos árabes e que tinham os conhecimentos e habilidades que você relaciona. Eles também liam e escreviam, aprendiam com rapidez e facilidade.

    Mas, no entanto, está dito: “Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país”.

    Isso significa que com o fim da escravidão, a reconhecida capacidade dos originários do Benin deixou de existir? Que os negros que trabalharam à força por 300 anos na lavoura não aprenderam nada durante esse longo período e não eram mão-de-obra qualificada para plantar café ou qualquer outra planta? E sem falar que o café é originário da Arábia justamente das proximidades de onde foram trazidos os homens do Benin, que como diz no seu texto “… também tinham um bom conhecimento de agricultura e manejo com animais”.

    Quanto à indústria, não se poderiam importar instrutores para qualificar negros como os que foram trazidos do Benin? E a partir daí os demais não poderiam ser instruídos, ensinados e incluídos?

    Aí está a contradição.

    Aí está o embrião das baixadas, das favelas.

    Aí já fica objetivada a intenção de excluir o negro da participação na economia livre naquele momento. E isso foi decisivo para prejudicá-lo ainda mais.

    Sugere até a seguinte intenção: “Eles (os negros) vão ficando por aí à toa, sem ter como progredir e sobreviver e aos poucos vão se extinguindo…” – o que não aconteceu.

    Repetindo: o que incomoda não é o fato de terem sido trazidos imigrantes para o Brasil e sim o tratamento diferenciado dado aos negros e o conseqüente prejuízo para eles. Todos poderiam ter sido incluídos igualmente, mas não foi assim.

    Quando eu freqüentava o curso primário em uma escola pública, a minha professora de História do Brasil ensinava aos seus alunos sobre a constituição do povo brasileiro quanto ao tipo dos seus integrantes dizendo que o índio era rebelde e o negro era “dolicocéfalo, aprendia com dificuldade e era preguiçoso, indolente”. Os outros tipos eram relacionados de maneira favorável. Nenhuma palavra era dita sobre os etíopes e até hoje isso não consta nos livros de História do currículo regular.

    Felizmente isso não conseguiu bloquear a minha mente de criança: só me estimulou a procurar o porque daquelas afirmações e a encontrar todas as respostas.

    O que ela falava me estimulou a isso porque eu não me sentia nem um pouco burro e preguiçoso, ia à escola todos os dias, tirava boas notas e havia colegas de pele clara que sentavam atrás de mim nas provas pedindo “cola”, coisa que eu odiava, fosse pedir ou dar.
    Meus irmãos e muitos dos meus parentes eram assim também. Aquilo tudo não batia com o que ela dizia.

    O que me estimulou a estudar e evoluir não foram palavras de incentivo e estímulo ditas a mim por ela e sim o fato de eu ser inclusive mentalmente completamente o oposto do que ela afirmou. Não me tornei assim porque alguém de pele clara me convenceu. Eu já nasci assim.

    Você me chamou de sortudo por eu ter começado a trabalhar aos 16 anos e você aos 4, ajudando aos seus pais a cuidar dos animais que possuíam, sendo o responsável pela entrega de leite. Eu adoraria trabalhar até com 1 ano para cuidar do que fosse meu.

    Mas, ainda assim você é o sortudo, pois trabalhava aos 4 para cuidar dos animais que possuíam. Meus pais e eu nada possuíamos, apesar dele acordar todos os dias às 4 da madrugada para se deslocar até o quartel onde servia. Ao regressar à noite, estudava até altas horas para habilitar-se nos cursos dados na corporação. Portanto não foi por falta de esforço ou trabalho.

    Um dos seus examinadores, um capitão, o perseguia e apesar de ele sair-se bem nos exames, mesmo com as “pegadinhas” que o tal sujeito armava para ele, o homem ainda assim forçou a graduação de um outro (de pele clara) no lugar dele, reprovando o meu pai.

    O que foi aprovado disse ao meu pai anos depois, que o tal examinador lhe declarou que devia ter aprovado o meu pai em seu lugar, pois ele se revelou um fracasso e que o meu pai tinha se saído melhor nos exames e que era esforçado. O estrago já estava feito. Tempo, esforço, dinheiro jogados fora, decepção impossível de ser engolida, apagada.

    Mesmo sem nada possuir meus pais sacrificaram-se muito para que mesmo em escolas públicas os filhos pudessem instruir-se e chegar aonde chegaram, em vez de nos colocar para trabalhar na infância. E eu fiz tudo o que pude para corresponder a esse esforço. O que aconteceu depois são outras lutas.

    Mas ainda assim, ainda menos sortudos do que nós dois foram crianças negras que vi, num dos programas do Globo Repórter sobre a exploração do trabalho infantil, aos 2 anos de idade tendo um martelo em suas pequenas mãos, quebrando fragmentos de pedra para ajudar a sua família a ganhar 1 real por dia, trabalhando não para si próprios, mas para o dono de uma pedreira.
    E daquela posição, por mais que façam, se depender do dono da pedreira, jamais sairão. Nada, além desse mirrado 1 real por dia, que são gastos para sobreviver, sobrará para eles.

    Saber o que significa uma experiência, só mesmo vivendo-a como quem a experimentou, a menos que se possua uma qualidade chamada empatia, que significa compreender e sentir o que outra pessoa sente, mesmo que não seja de modo explícito ou objetivo.

    Talvez, quem sabe, treinando para adquirir essa qualidade, você consiga entender melhor situações bem diferentes da sua própria.

    *Para saber mais sobre os homens trazidos do Benin é bom ler também “Notas Sobre Negros Malês na Bahia” de Antônio Monteiro, Edições Ianamá. È um livro raro, esgotado, mas que pode ser encomendado sob condições em:

    http://members.tripod.com/~Zadoque/CataLivros/antropologia.html.

    Tomamos conhecimento desse livro há relativamente pouco tempo, estava em mãos de um universitário americano que veio para cá coletar dados para sustentar a sua tese sobre a vida dos negros no Brasil no curso que fazia e procurou um tio meu já falecido que ele descobriu ser filho de um dos Malês citados no referido livro. A essa altura nem mesmo nós sabíamos sermos descendentes de Malês, pois o autor do livro que o americano trazia, ao entrevistá-los, comprometeu-se a divulgar esse livro somente após a morte do ultimo deles. Só sabíamos que o meu avô dizia sempre ao meu pai que tinha muito a lhe contar, mas, a morte por enfarte o surpreendeu antes de fazer isso. No livro consta o nome e a foto desse meu avô que se chamava José Maria de Mendonça.

  113. Para Roberval Langdong

    A tempo: muito obrigado por me desejar um bom fim de semana.

  114. Armindo:

    Quer apostar que dentro de algum tempo, esses bolivianos, apesar da exploração inicial praticada pelos eternos exploradores da miséria alheia estarão ascendendo no Brasil?

    Isso negará que a discriminação é apenas social /monetária. Se assim fosse a parcela dos imigrantes europeus e asiáticos que veio para o Brasil com uma mão na frente e a outra atrás estaria até hoje no mesmo buraco por mais que se esforçasse ou trabalhasse.

    Haja contradição.

    Há uma exploração social e monetário, sim, mas há ainda a discriminação de cor, dissimulada e bem mais destrutiva, pois finge-se que não existe.

    Se não houvessem essas ações discriminatórias dissimuladas já provadas e comprovadas, não seriam necessárias ações compensatórias para neutralizá-las, isso já é reconhecido em várias partes do mundo.

    Os negros não querem exclusividade, querem inclusividade.

  115. Gostaria de finalizar a minha participação nesse debate com 3 notas:

    A primeira é para concordar com um post acima que ressalta o equívoco do título do artigo. Fica parecendo que nunca houve segregação no Brasil e que só agora, quando os negros estão se mostrando mais efetivos na luta pelos seus direitos, é que o país se vê ameaçado pela divisão de brancos (ricos) e pretos (pobres), em suas variadas tonalidades. Enquanto a segregação foi confortável para quem discrimina, o Brasil era uma democracia racial e agora que eles começam a ser incomodados aparecem os clamores para que se deixe tudo como está. Afinal, este é o país da mistura. O exemplo é essa figura abominável chamada Ali Kammel que, se não me engano, tem a mesma ascêndencia do autor o artigo em questão, que parecem que nunca foram a um restaurante dos jardins. em São Paulo, onde você não encontra negro nem como garçon.
    A segunda nota é para pedir desculpas pelos vários erros que, relendo, percebi nos
    meus posts (‘munumento’ ao invés de ‘monumento’, perguntas sem o sinal de interrogação, entre outros).
    Por último, gostaria de deixar um convite para que acessem um artigo que escrevi sobre a minha experiência como redator publicitário, trabalhando em algumas das principais agências de propaganda do país, que está na versão eletrônica da revista Diplomacia & Negócios e pode ser lido neste link: http://www.diplomaciaenegocios.com.br/ntc.asp?Cod=536

  116. Prezado Roberval Longdong

    Verifique o artigo publicado no site do Jornal da USP na edição de 03 a 09 de junho de 2002 que reforça o que afirmei sobre a capacidade do ex-escravo africano para plantar café, sendo pago para isso como um trabalhador livre. Você poderá ler o artigo inteiro clicando no link abaixo do cabeçalho.

    “Trecho de

    “A formação da brasilidade alimentar”

    “Ao estudar a influência de brancos, negros e índios na criação dos hábitos de alimentação do Brasil colonial, uma tese de doutorado revê as origens do povo brasileiro segundo um original ponto de vista — o da nutrição”.

    ROBERTO C. G. CASTRO

    http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2002/jusp599/pag06.htm

    “…Esse debate sobre as origens e a identidade do povo brasileiro foi enriquecido por uma tese de doutorado que, defendida em dezembro de 2001 na Faculdade de Saúde Pública da USP, aborda a formação do homo brasiliensis sob um aspecto peculiar — a alimentação.

    …escreve a nutricionista Rosemeire Bertolini Lorimer, autora da tese, intitulada “O impacto dos primeiros séculos de história da América portuguesa na formação da brasilidade alimentar”.

    …Um trecho da tese de Rosemeire é dedicado ao intercâmbio de alimentos entre a colônia portuguesa na América e outras regiões do planeta, que também contribuiu para a formação dos hábitos alimentares do Brasil colonial. A autora conta, por exemplo, a trajetória do café, produto de que o Brasil se tornaria, no século 19, o maior exportador do mundo. Fruto da Coffea arabica, uma planta originária das montanhas da Abissínia, na Etiópia, o café foi levado dali para a Arábia, onde os grãos eram torrados e fervidos na água para ser consumidos. Da Arábia ele passou para o Cairo e alcançou Constantinopla. Ali ele foi adquirido por comerciantes venezianos, que o levaram para a Itália. Em Veneza o café ganhou sua forma definitiva: “Os italianos não gostavam de comer a borra do café turco. Pensaram que talvez fosse possível separá-la, por meio de um tecido ou filtro. Nascia o coador de café. Daí para frente, na forma de bebida revigorante, ganhou o mundo”.

    Vê? O café é originário justamente das montanhas da Etíópia onde ficava o Benin; passou a ser torrado e fervido na Arábia e os italianos apenas passaram a coá-lo. Bastaria então aos paulistas passar a coar, como os italianos faziam, o café que os africanos, agora livres e que conheciam o seu manejo, plantassem sendo pagos para isso e não seria empecilho para que viesse para o Brasil europeus, asiáticos, ou quem quer que fosse para participar, desde que todos fossem tratados igualmente, como manda a lei.

    Vê agora como funciona o mecanismo da exclusão baseada na cor? Vê como a lei que tantos invocam, foi descumprida em prejuízo dos negros? Vê porque é necessária uma compensação, não porque o negro seja inferior, mas porque está sendo prejudicado por esse tipo de ação? Os “rótulos” colocados nele funcionam para justificar este “tipo de atitude e não porque ele seja realmente incapaz.

    Porisso são necessárias as ações para neutralizar essas atitudes ou elas se eternizarão.

  117. Estou de volta. A razão é uma troca de emails que tive com a Procuradora da República Roberta Fragoso, após ler uma entrevista dela ao Terra magazine a respeito
    da sua tese de mestrado, frontalmente contra políticas de compensação à população negra, pela legado que recebemos como consequência do período de escravidão.
    Infelizmente, não tenho a primeira mensagem, que gerou a sua resposta já que comentei no espaço reservado para comentários da matéria. Após a minha réplica ao
    seu comentário, ela ficou de me responder, já que estava muito ocupada na Procuradoria e, desde julho, aguardo a resposta. Seguem os textos dos emails.Olá, Silvino!

    Resposta da Roberta Fragoso ao meu primeiro email:

    Também sou nordestina, como você. Sou natural de Recife/PE. O que quis dizer é que o fato de haver preconceito e discriminação não significa a necessidade de ação afirmativa. Isto porque preconceito e discriminação em uma dada sociedade sempre vão existir, então o motivo não pode ser somente este.

    A ação afirmativa só se legitima quando o preconceito e a discriminação operarem de maneira excludente, ou seja, como uma barreira intransponível para as vítimas daquela discriminação. É neste sentido que eu afirmo que não podemos simplesmente adotar o modelo norte-americano de ações afirmativas, porque no Brasil os direito não são negados aos negros somente por conta da cor da pele, como aconteceu nos EUA. Aqui, os direitos são negados aos negros porque muitas vezes os negros são pobres. No final das contas, os direitos são negados aos pobres, independentemente de sua cor.

    Obviamente, não podemos esquecer o passado de escravidão a que os negros foram submetidos. Mas isso não pode ser suficiente para o exercício de uma política afirmativa. Por que se as ações afirmativas fossem medidas para corrigir os erros do passado, certamente os nordestinos teriam direito à reparação de Portugal, pela exploração realizada pelos portugueses colonizadores. Portugal, por sua vez, teria direito à reparação pela Inglaterra e assim por diante.

    As ações afirmativas objetivam reparrar um erro do presente, uma desigualdade social do presente. Nesse sentido, pergunta-se: ao negro rico no Brasil são vedados direitos? Ou o problema reside na questão social? Acredito que as ações afirmativas para negros no Brasil somente se justificariam se fossem atreladas à questão social. Porque a questão da raça, exclusivamente, não nega o acesso a direitos.

    De qualquer sorte, agradeço a sua ponderação. O tema é polêmico mesmo e ainda bem que existe espaço para a discussão e para a liberdade de expressão!

    Atenciosamente,
    Roberta Fragoso
    ———————————————————————–
    A minha réplica:

    Roberta, antes de tudo, muito obrigado pela atenciosa resposta.
    Eu, embora tenha nascido na Bahia, também me considero recifense,
    porque é a cidade onde cresci, tive a minha formação e onde, até hoje, vive a minha família.
    Eu respeito as diferentes visões sobre o assunto mas a minha experiência pessoal teima em discordar da tese de que o problema do negro no Brasil está ligada unicamente à pobreza. No Brasil, um branco pobre tem muito mais chances de ascender socialmente que um negro. Eu, durante 11 anos, vivi em São Paulo, trabalhando como redator publicitário.
    Passei por algumas das melhores agências de propaganda do país e, confesso, nunca vi tanta discriminação e preconceito contra o negro como neste período. Quem trabalha neste mercado sabe o quanto o estigma de ‘ser negro’ pesa. Todos os valores positivos estão associados à cor branca, enquanto o contrário é ‘negro’. Eu passei por uma experiência assustadora quando trabalhei na DM9 Propaganda, então, a mais badalada agência do país e considerada uma das melhores do mundo. Ao denunciar um processo de racismo dentro da agência, a resposta que recebi foi demissão sumária acompanhada de um email distribuído dentro da agência declarando-me ‘persona non grata’, além das portas do mercado fechadas por pressão do Sr. Nizan Guanaes. E o racismo é praticado de forma tão cínica que este mesmo senhor abriu uma agência de propaganda cujo nome é África. Não tem um negro em cargo importante e, como álibi, põe recepconistas negras. Isso gerou incluive uma conhecida piada no mercado: ‘Na África, negro não passa da recepção.’ Para conseguir exercer a minha profissão tive que mudar-me para Portugal. Ironicamente, em Portugal, conheci mais negros em posições de destaque dentro de uma agência de propaganda do que em toda a minha vida no Brasil. Um dos grandes diretores de arte que conheci, negro, a quem carinhosamente chamávamos de Eddie Morphy, também foi demitido na mesma DM9 e mudou-se para a Alemanha, onde tornou-se, em pouco tempo, diretor de criação de uma das melhores agências do país. Hoje, vive muito bem em Barcelona. Sobre o tema, escrevi um artigo publicado em versão online pela revista Diplomacia & Negócios, que pode ser lido neste link: http://www.diplomaciaenegocios.com.br/ntc.asp?Cod=536
    Eu me encaixaria perfeitamente no papel do negro que poderia dizer que o problema
    é apenas de classe ( Pelé é o maior exemplo disso): ganhava um salário na época equivalente a 11 mil dólares, morava num belo apartamento nos Jardins, bastava fingir que não era comigo. Impossível. Perdi um irmão, um aluno brilhante, que estava para ingressar na UFPE, para estudar Física. A vida dele mudou completamente depois de um encontro com a polícia. Desenvolveu um processo de esquizofrenia que destruiu o destrui lentamente até a morte prematura, ao 36 anos. A polícia é a fase mais visível desse racismo que se esconde muitas vezes em rostos sorridentes e angelicais. Conheci muita gente branca em propaganda, ganhando muito bem, que, de tão incompetente, não seria contratado(a) para servente (com todo respeito que a profissão merece), se negro(a) fosse. Não vai longe o tempo em que tínhamos que preencher fichas declarando a cor. Como tenho 45 anos, preenchi muitas. A pergunta foi abolida mas a exigência não. Se tem ‘boa aparência’, leia-se ‘branco’, tem muito mais chance. Também já tive o ‘azar’ de me apaixonar por uma mulher branca da classe média paulistana e sei o que sofri. Ouvi palavras que assentariam muito bem nos lábios de Hitler. É quando o racismo brasileiro deixa cair a sua máscara e aflora, já dizia Abdias do Nascimento. Os restaurantes dos Jardins não contratam garçons negros. Será que é porque negros não são capazes de desempenhar esta complexa tarefa que é servir uma mesa? Temos milhares de jogadores negros espalhados pelo mundo, mas não temos técnicos e, muito menos, comentaristas na tv. Dificilmente vejo um jogo aqui, na Inglaterra, onde vivo, que não tenha pelo menos um comentarista negro.
    Quanto ao tema indenização, vejo grande diferença entre a minha visão e a que você defende. Aqui, o tema é um dos grandes debates da atualidade. Se discute caminhos e formas para que a África seja indenizada pelos prejuízos causados pelo comércio de escravos. Este ano, aqui, está sendo celebrado o segundo centenário de abolição do comércio escravo e o assunto está em todos os meios de comunicação. Os judeus também têm conseguido recuperar muito do dinheiro que foi lhes foi roubado durante o período nazista. Obras de arte estão sendo devolvidas aos seus legítimos donos e a Suíça sofre uma pressão muito forte para devolver o dinheiro judeu protegido por suas contas secretas. Os exemplos que você cita se referem a períodos da história em que o Estado de Direito não permitia tais reivindicações. Ora, no Brasil, grande parte da riqueza foi construída com base na mão de obra escrava. Como consequencia, temos os dois lados da moeda: os que fizeram riqueza, acumularam cada vez mais e os descendentes de escravos que ainda pagam um preço muito alto pela herança que lhes foi deixada, tanto do ponto de vista econômico como da identidade, da auto-estima, pois também tiveram a sua história negada. Se ainda sofremos as consequências, temos direito sim à reparação.
    Outra coisa que me surpreende nessa discussão a respeito de cotas é que sempre se
    defende o critério do mérito para que o aluno chegue à universidade como se isso de fato acontecesse. É mito. No Brasil, basta que a família tenha condições de pagar um curso que ensine o aluno a marcar ‘X’ no vestibular, que ele entra. Se, mesmo assim, não consegue, o pai paga uma dessas faculdades que existem em cada esquina do país e ele sai de lá com um diploma. Mesmo que não frequente as aulas. É uma forma de cota. O pior é que é uma situação mais difícil de se combater porque é uma forma de discriminação não institucionalizada. O teste da OAB, que tem reprovado cerca de 90% dos alunos que saem das faculdades de Direito, é a maior prova disso. Com o diploma na mão, ele, no mínimo, tem a vantagem de uma prisão diferenciada caso cometa um crime e seja condenado. Em março fui ao Recife com a minha namorada e, quando contei a respeito desse privilégio, ela me respondeu: “de todos os absurdos que eu sei sobre o Brasil este é insuperável”. Vivemos este absurdo com a maior naturalidade. As cotas existem, sempre existiram. Só que para beneficar um lado apenas. Se não houver uma interferência, nós, negros, vamos ter que esperar mais 400 anos. Não dá. O prejuízo é muito grande. É impagável porque custa vidas. Eu tenho o privilégio, se é que posso chamar isso de privilégio, de conhecer o racismo da forma que é praticado no Brasil e da forma que é praticado aqui. É uma escolha cruel, mas prefiro o racismo daqui. Sei onde ele está e posso me defender. Nada é pior numa guerra do que um inimigo camuflado.
    Para finalizar, gostaria de deixar mais dois links: http://www.youtube.com/watch?v=HHQtu1XWfyo
    que são as resposta que gravei para perguntas a mim enviadas por uma jornalista da TV Cultura, a respeito do 13 de maio; e http://www.folhaderosto.com , que é um convite para que conheça o meu site de poesia e literatura.

    Um cordial abraço – silvino

    Último email da Roberta:

    Caro Silvino,
    Eu tenho um prazo na Procuradoria para amanhã e por isso não posso te responder agora à altura. Mas em breve nós voltaremos a dialogar, ok?
    Obrigada pelo e-mail tão profundo!
    Roberta

  118. evany disse:

    Sr. Armindo, É preciso mesmo QUERER ser incluido. Tudo é questão de um ARBÍTRIO CONSCIENTE, uma escolha.

  119. Armindo disse:

    Ederval Manuel de Mendonça – 16/ dez – 6.03pm

    Ederval M de Mendonça acho precipitada sua colocação:
    “Quer apostar que dentro de algum tempo esses bolivianos, apesar da exploração inicial praticada pelos eternos exploradores da miséria alheia estarão ascendendo no Brasil?”.
    Se isso acontecer, mostrará que os bolivianos são muito mais eficientes que os negros.

    Como eu acho que as pessoas independente de suas origens étnicas têm capacidades semelhantes, discordo e não acho que “Haja contradição” em minhas observações.

    Cento e dezenove anos após a assinatura da Lei Áurea, hoje, em proporções menores, considerando a evolução dos conceitos, das mentalidades, dos costumes, das leis etc, usa-se os bolivianos para executarem trabalhos por baixo custo.

    Qual a diferença dos bolivianos com os negros?
    Em princípio a cor da pele mais escura, poderiam dizer que são voluntários enquanto os negros não foram. Cinqüenta e dois por cento ( 52% ) da população boliviana é composta por nativos, corresponderia aos nossos índios ou aos negros na África. Essas pessoas estão vindas para o Brasil à procura de trabalho e muitas o fazer apenas por um lugar para dormir e alimentação. Já ocorre de bolivianos serem explorados por seus próprios compatriotas. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Será que daqui a 120 anos eles nos exigiram cotas e outras AA´s? Será que deixaremos esse legado para nossos filhos que terão que pagar pelos nossos atos? Será que nós brasileiros de hoje cujos antepassados, em sua grande maioria, vieram para o Brasil após a vinda dos escravos agora teremos que pagar pelo que os portugueses fizeram? Eu acho que não. Não somos nós que nos beneficiamos da escravatura no Brasil.

    Farei uma reflexão puxando pela minha memória pelo que aprendi nos bancos escolares e leituras feitas, sem muita pesquisar, pois tenho outros compromissos que para mim também são importantes.

    Por quê os negros foram trazidos para o Brasil?

    Por razões estritamente econômicas. Tentou-se desenvolver o Brasil utilizando a mão de obra dos indígenas e esses se mostraram rebeldes e totalmente alheios aos interesses dos portugueses. Foram atrás dos negros da África, pois eram fáceis de serem subjugados, afinal os europeus da época que dominavam o mundo possuíam muito mais “poder de persuasão”.

    Os negros escravos, por um bom tempo, se tornaram economicamente viáveis, mas com as pressões internacionais e alterações nas leis brasileira, (lei do sexagenário, lei do ventre livre, …) ficou inviável seu uso nas fazendas.

    Foram atrás dos imigrantes europeus que acreditem, estavam em situações econômico / financeiras muito ruins o que se tornou viável sua vinda para o Brasil em substituição da mão de obra escrava que além de limitada estava ficando cara.

    Os imigrantes europeus quando aqui chegaram encontraram um país com muito a se fazer, Os negros, com raras exceções, eram utilizados na economia primária; agropecuária, mineração / extração, prestação de serviços básicos, e creio que só.

    Os imigrantes deram um “up grade” na vida brasileira, aumentaram a produtividade da mão de obra do país, saindo da economia primária para a secundária e terciária; tinham conhecimentos mais modernos da agropecuária, industria e comercio e a partir do que os negros escravos fizeram, eles deram continuidade. Quando dizem que os imigrantes pegaram um país pronto deixado pelos negros, não é nada verdadeiro.

    Atualmente estão usando os bolivianos, assim como na Europa Ocidental estão utilizando a mão de obra dos africanos, turcos e daqueles oriundos da antiga “cortina de ferro”, os norte-americanos os dos mexicanos. São escolhidos pela condição de “mão de obra barata” independente de suas origens ou cor de pele. São descriminados? São, mas não exclusivamente pelas suas origens e sim pelas suas condições sociais.
    Infelizmente o capitalismo rotula e gradua a importância das pessoas na sociedade.

    Pesquisa feita pelo biólogo Fernando Ferreira Carneiro em Unaí – Minas Gerais, constatou que; “ …a segurança alimentar dos sem-terras é quatro vezes melhor que a dos bóias-frias”.
    Artigo postado em 3 de maio de 2.007 pela Radiobrás. Isto é atualíssimo.

    E o que é um bóia fria?

    São trabalhadores rurais que recebem por dia ou por produção. Trabalham por temporada e não têm direitos trabalhistas, como fundo de garantia, aposentadoria, etc.

    O nome que definem esses trabalhadores vem da comida que eles fazem. “Bóia” é como denominam a comida, levam o almoço pela manhã, daí quando chega à hora do almoço a comida já está fria. As crianças não recebem educação adequada e acabam exercendo a profissão de seus pais.

    Por analogia, constato que o custo de um bóia fria é menor que um escravo.

    Triste sociedade essa nossa. Parece que evoluímos pouco no trato com as pessoas. Continua a exploração humana.

    CLASSES SOCIAIS DO BRASIL – (um pouco desatualizado, mas dado ao tempo que
    disponho foi o melhor que consegui).

    Classes Composição %
    Elite Profissionais pós-graduados, empresários
    e altos administradores. 4,9%

    Classe média alta Pequenos proprietários, técnicos com
    especialização e gerentes de grande empresa. 7,4%

    Classe média média Pequenos fazendeiros, auxiliares de escritório
    e profissionais com pouca especialização. 13,3%

    Classe média baixa Motoristas, pedreiros, pintores, auxiliares de
    serviços gerais, mecânicos, etc. 26,9%

    Pobres Vigias, serventes de pedreiros, ambulantes e
    outros trabalhadores sem qualificação. 23,4%

    Muito pobres Trabalhadores rurais, bóias-frias, pescadores,
    peões de fazendas, catadores urbanos,etc. 24%

    Fonte: Revista Veja, 13 maio 1999.

    Conclusão.
    No texto postado por mim no dia 12 de dezembro em 5:06 pm, disse:
    Eu não sou a favor de cotas em universidades pois estaríamos atacando o efeito e não a causa. Aceito cotas para pessoas oriundas de escolas públicas, independentes de suas origens étnicas. Aceito sim, por um intervalo de tempo suficiente para que as futuras gerações sejam corretamente instruídas e tenham condições de conquistar sua vaga sem a necessidade de artifícios podendo seguir seus caminhos com as próprias pernas e a sociedade como um todo poderá dedicar-se a outras coisas tanto ou mais importantes.

    Acho que isso sim é valorizar o ser humano é dignificar sua pessoa dando-lhe oportunidades de desenvolver por si só seu potencial produtivo a sua auto estima.

    A população negra e pardos, se é que pardos seja uma classificação correta; corresponde a cerca de 50% da população brasileira e vemos que nas classes menos abastadas (classe média baixa, pobres e muito pobres) representam 74,3% da população brasileira. Há muitos pobres não negros nesse meio. Pessoas de grupos étnicos provenientes dos quatro cantos do planeta. Europa, Ásia, Oriente médio, das Américas e Oceania.

    Por isso acho muito mais correto as cotas e AA´s para pessoas oriundas de escolas públicas, que hipoteticamente provem de camadas menos favorecidas de nossa sociedade, do que só para negros, aí sim acho que não estará havendo discriminação e sendo mais justos e menos demagógicos e, como indaguei em texto anterior, Será que eles, os negros, não querem se misturar?

    P.S. Para não me alongar mais, não falei do artigo 5º de nossa Constituição Federal, onde:
    Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    Estou dando por encerrada minha participação neste “blog” e obrigado pela “companhias” de todos.

    Um ótimo natal a todos e 2.008 mais harmonioso, objetivo e menos polêmico.

    Armindo

  120. Valdir disse:

    Para o Ederval. Se não houvesse oferta, não haveria procura por escravos. Claro que existe diferença entre escravos e imigrantes, não falei que eram iguais, mas sim que o tratamento, em diversos casos, foi bem parecido e, infelizmente, acontece até hoje. Isso justifica que descendentes de imigrantes italianos tenham direito a cotas? Claro que não, do mesmo jeito que o justo não seria apenas cotas para negros, mas para pessoas pobres.

    E dai que existem mais loiros de olhos azuis com dinheiro do que na favela, será que este favelado, só por não ser negro, não merece ser ajudado? Ou a vida é mais fácil pra ele por ser branco? Algo que eu realmente dúvido.

    Sim, minha família ralou muito e ainda trabalha de Sol a Sol na roça, poucos primos conseguiram estudar e chegar a uma faculdade, exatamente pela falta de oportunidade. Me diga, só pq não tiveram seus antepassados escravizados eles não têm direito a ajuda do governo, usando cotas?

    Veja bem que a discussão aqui é sobre as cotas e não sobre a abominável herança gerada pela escravidão neste país. Não falei em nenhum momento que as vítimas foram culpadas, isso é coisa da sua cabeça que deve achar que qualquer pessoa contra as cotas é racista e preconceituosa, agindo assim, você se mostra tão preconceituoso quanto pessoas que vc diz combater.

    E se a própria lei brasileira já afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza… Seria mais produtivo que se lutasse para que esta lei realmente saisse do papel e não a criação de mais uma que só servirá para afastar ainda mais os negros dos brancos. Se bem que tem hora que eu acho que é isso mesmo que os negros querem.

  121. Valcir Cruz disse:

    Esta discussão é muito proveitosa. Sou negro, e não acho que devamos chorar a escravidão. Sou direto, cobro uma dívida. Do ponto de vista econômico, os negros construíram riquezas e não foram pagos. Estas riquezas, acumuladas em diversos ciclos econômicos, estão aí, investidas em fábricas, fazendas e cidades. Inclusive formaram os fundos que remuneraram os imigrantes.

    Do ponto de vista cultural a dívida é impagável. Retirem a contribuição negra à cultura do país. São bens culturais que somados, em igual parte, à contribuição portuguesa e indígena, deram ao Brasil sua face de nação. Ouro Preto é considerado patrimônio cultural da humanidade. Sabem quem foram os arquitetos, mestres, escultores e músicos ?. Pois bem, em sua maioria mulatos e mestiços.

    O que falta mesmo é conhecimento histórico. Somos assim mesmo. Este ano completa 200 anos da chegada do Rei Dom João VI ao Brasil. O monarca é retratado de modo jocoso em filmes e novelas brasileiras. Acontece que muitas de suas ações refletem até agora em nosso cotidiano. Me orgulho da descedência portuguesa. Imaginem um povo que em embarcações precárias atravessaram os oceanos, e foram o país da globalização daquela época.

    Não é incomum também o absoluto desconhecimento a respeito da cultura indígena. No dia do índio, nossas crianças se pintam aos moldes dos índios retratados em filmes americanos. Isto é o clichê do clichê.

    Acredito que os curriculos escolares devem ser mais precisos quanto a contribuição dos povos que foram os pilares para o processos de construção da civilização brasileira. Apenas assim haverá mais respeito à cultura portuguesa, negra e indígena.
    Os franceses sabem mais do negro brasileiro do que nós. Um dia desses para saber mais dos índios dos quais descendo tive de consultar uma pesquisadora inglesa.

    A resistência em aceitar políticas afirmativas que benefiiem a população negra, em parte se deve ao absoluto desconhecimento de sua contribuição ao processo de formação da nacionalidade.

    Sou a favor das cotas como reparação econômica. Penso que elas sejam temporárias e com percentuias decrescentes até a sua extinção. A defesa de cotas para alunos de escolas pública, embora seja aparentemente justa, guarda o velho ranço de esconder o preconecito racial no Brasil. No Brasil um pobre preto e outro branco não são iguais.

    Nos orfanatos as crianças pretas são preteridas pela adoção. Apenas para citar um exemplo.

  122. Armindo:

    Espero que você possa ler este post ainda antes de se afastar deste debate.

    Todas as respostas para as questões colocadas por você no seu último post você encontrará lendo os que eu coloquei anteriormente; seria redundante repetir tudo.

    No mais, você não pode comparar bolivianos e bóias-frias a escravos, há anos-luz de diferença e a primeira é a liberdade de ir e vir.

    Se bolivianos ascenderem no país, isso não provará que são mais capazes e sim que não há para eles outro filtro além da exploração por estarem em uma situação de desvantagem.

    Para saber se haviam ou não negros capazes e até mais capazes do que os seus próprios escravizadores, pesquise, procure saber sobre os etíopes, aqui conhecidos como Malês sobro os quais outras pessoas já falaram aqui. Eram reconhecidamente capazes, mas foram retidos pelo filtro da discriminação que você diz não existir, senão estariam agora ao lado dos imigrantes ao se iniciar a era industrial e a agricultura moderna. Quem é a maioria entre os muito pobres, trabalhadores rurais, bóias-frias, pescadores, peões de fazendas, catadores urbanos, etc? Há entre eles quantos originários de países europeus e até latino-americanos?
    Quem é a maioria na elite dos profissionais pós-graduados, empresários e altos administradores?

    Assim funciona o tal filtro que existe e já foi denunciado por sociólogos, antropólogos, etc. E por falar no Artigo 5 da Constituição Federal, esse tal filtro, dissimulado e furtivo é completamente oposto a esse artigo, que você mesmo citou. Daí a necessidade de dispositivos que neutralizem esse filtro e o desarmem.

    É repugnante que se aborde os índios como sendo rebeldes porque como mão-de-obra (escrava) se mostraram totalmente alheios aos interesses dos portugueses.

    Porque tinham que se mostrar interessados em tal coisa? Por que você acha que um escravo tem que trabalhar feliz e satisfeito e com eficácia para quem o escraviza?

    Porque os portugueses não meteram mãos à obra e fizeram eles mesmos o que obrigavam outros a fazer contra a vontade, sem estarem de acordo, sem dar o seu consentimento?

    A resposta está no abominável hábito de coisificar seres humanos que se supõe dessemelhantes tratando-os como meras peças de uma engrenagem, triturando-os, moendo-os durante o uso e depois os abandonando quando são considerados desnecessários.

    “Razões econômicas”, “economicamente viáveis”, expressam o total desprezo pela condição humana dos escravizados encarando-os apenas como coisas.

    Por incrível que pareça, ainda existem hoje pessoas que encaram seres humanos desse jeito e o fato acontecido há poucas semanas, quando um homem negro ao entrar em um prédio de luxo, se não me engano no Rio de Janeiro (peguei a noticia de relance, do meio para o fim, não pude precisar certos detalhes), dirigiu-se à escada e tocou no corrimão para subir e ouviu a administradora do prédio bradar para a portaria algo como: “Quem deixou esse negro entrar aqui?”.

    Em seguida, ela mandou a zeladora limpar o corrimão onde o homem havia tocado.
    Ele foi convidado a sair, mas voltou com um advogado e a está processando.

    Ela não disse “Quem deixou esse homem de condição social/monetária inferior entrar?”, ela disse “negro”. Ela referiu-se à cor da sua pele.

    Isso desmente completamente o que você afirmou, é tapar o céu com uma peneira.

    Exatamente isso também é condenado pelo artigo 5º da nossa Constituição Federal, mas é praticado, inclusive dissimuladamente, está comprovado, tornando-se, portanto necessárias as Ações Afirmativas. O que é dissimulado torna-se difícil de combater diretamente, fazendo-se necessária outro tipo de atuação, oposta, direta, efetiva, se tais coisas não existissem, eu teria vergonha das Ações Afirmativas.

    É isso que não só os negros, mas toda a humanidade deve combater, pois é toda a raiz da hipocrisia, do que é deprimente em nosso mundo, da desigualdade e da violência social.

    Um ótimo Natal e um Feliz Ano-Novo para você também.

  123. Valdir:

    O inverso também é verdadeiro: se não houvesse procura, não haveria oferta.

    O tratamento entre escravos e imigrantes nunca foi parecido nem isso acontece até hoje.

    Os imigrantes não precisam de cotas, porque já receberam o que os negros reclamam, e foi-lhes necessário apenas que trabalhassem, o que o negro sempre fez, à força ou por necessidade.

    Se você observar bem, verá que neste país todos ralam de sol a sol, exceto os que, sejam eles de qualquer etnia ou nacionalidade, não querem nada com o batente e ainda: que alguns dos que trabalham recebem maiores recompensas pelo mesmo esforço, pelo mesmo trabalho do que outros.

    Entre as pessoas pobres é mais fácil que ascendam, num esforço igual ao feito por que tem a cor da pele semelhante à do biótipo africano, aqueles que têm o biótipo mais aproximado ao dos caucasianos.

    Daí um favelado de olhos azuis tem mais chances do que um negro, se ambos resolverem empreender os mesmos esforços.

    A discussão permite a abordagem da escravidão porque é justamente a abominável herança legada por ela que resulta na situação atual do negro e na necessidade das ações afirmativas.

    Falar que as vítimas são culpadas equivale a dizer que os negros inventaram a sua escravidão, que são culpados pela discriminação que sofrem e ainda que são preconceituosos quando lutam abertamente pelo fim do preconceito que contra eles é praticado veladamente, isso não é coisa da minha cabeça, é fato.

    A lei não é injusta, injustos são os que praticam a disfarçada discriminação contra quem tem a pele negra e como agem disfarçadamente, não se pode combatê-los usando a lei ao pé da letra. Dura lex sed lex (a lei é dura, mas é flexível), neste caso.

    A lei brasileira diz que todos são iguais, mas essa lei é há longo tempo contrariada dissimuladamente por quem discrimina negros; isso precisa ser abertamente enfrentado e modificado.

    Depois disso pode-se até extinguir ações afirmativas.

    Isso é que é querer que essa lei seja efetivamente cumprida e não fingir que já é.

  124. vinik disse:

    Concordo com o que foi escrito.
    Se reclamam tanto para que o preconceito acabe, para que reservar cotas de universidade? Afinal, eles devem ter direitos iguais, isso implica que devem ter o mesmo direito de competir por igual uma vaga na faculdade.
    Não quero delongar mais meu comentário, afinal concordo com algumas opiniões apresentadas acima.
    Gostei do artigo.

  125. evany disse:

    Recomendo a leitura de meu artigo “Arte Africana – uma arte com conceito”, pois alí dá para chegar um pouco menos longe de culturas antiquíssimas e muito mais avançadas, como as do antigo Congo Belga. Eu disse antigo.

    Detesto Gilberto Feire, que nem de longe tocou a questão. Mas o modelo “casa grande-senzala” é muito anterior, e tem-se notícia do referido modelo na antiga Roma. Os romanos saiam para buscar carvão nas minas de uma região que é hoje território alemão, lodaçais habitados por tribos selvagens de uma gente que andava desnuda e se alimentava de carne crua “usando as mãos e os pés”, conforme descreveu Tácito.
    Os romanos capturavam essa gente para trabalhar na agricultura e serviços domésticos. Gratos por não serem sacrificados e tendo nova sensação de pisar em chãos de mármore polido, os selvagens na maioria não se rebelavam… Mas eram escravos. O senhor, pater-familiae, vivia numa “casa-grande” e os escravos ganhavam uns camisolões que lhes cobria a nudez e iam viver numas casinhas de cachorro enfileiradas, à parte, porem melhores que as choças onde viviam antes. Eram selvagens mesmo. Porém adaptaram-se, aprenderam os rudimentos da nova situação e se ajeitaram no mundo da civilitaten… Mas durante vários séculos não lograram alcançar o grau “patrício” dos romanos, coisa que só depois de muito tempo foi se tornando possível, como integração. As diferenças culturais são as mais difíceis de serem superadas…
    Quatrocentos anos é pouco tempo. Na Europa, músicos de pele escura tem desempenho super integrado em orquestras sinfônicas, conquistam doutorados. Nos Estados Unidos tambem sabem que não existem caminhos de volta ao tribal. Quem precisa se integrar não adota a sensualidade indolente, ou a linguagem reacionária que tenta refazer (em vão) o mundo afro, que se pensa ser “afro”, MAS NÃO É !!!…
    Atenção é necessária, pois tudo é uma questão de ESCOLHA DA LINGUAGEM,
    E tudo isso não leva uma ou duas gerações apenas, por isso aqui no Brasil é preciso COMEÇAR a entender isso. E deixar o infantilismo e o folclore de lado.

  126. evany disse:

    Concluo o seguinte:
    A política paternalista da “civilitas” brasileira discrimina sim e não ajuda a integração, colaboramdo portanto com a segregação, exclusão. No Brasil os políticos são muito ignorantes, incultos e de visão muito estreita. Homens sensuais e incontinentes em extremo, o brasileira só quer ver a mulata rebolando e com os dentes e nádegas à mostra, sem imaginar o preço que a alma brasileira e a sociedade paga por isso.
    Por outro lado, os afro-descendentes caem no embalo indolente do teleco-teco, alternando uma alegria infantil com uma espécie de banzo disfarçado em toadas plangentes. Tudo isso traduz um desejo de não se integrar, mas por falta de chance..

    Relembro o que reportei acima:
    Há algum tempo, o Ministério de Educação eliminou do programa didático a matéria chamada Canto Orfeônico, que incuia aprendizado de pauta musical, leitura, solfejo, etc., e substituiu por apenas batucadas rítmicas… A desculpa para essa monstruosidade contra a educação do povo foi a de que o Canto Orfeônco seria matéria elitista, etc… Aí fica tudo no teleco;teco, né… E por aí vai. Por isso temos as formas revoltadas e agressivas do funk obsceno, uma forma de anti-música numa sociedade governada por políticos ignorantes. Bem feito!
    É E nós aqui não tvemos um Oscar Peterson, divino. Mas é que Oscar Pewterson, embora pianista livre, autodidata, teve iniciação musical. Mas se fosse brasileiro só chegaria à viola e teleco-teco. Que aliás, eu gosto. Mas é preciso integrar melhor.

    evany

  127. Julie disse:

    Concordo.
    Além de que esses incentivos que o governo dá, servem apenas para colocar na nossa cabeça que há sim diferença em ser branco e ser negro. Ser estudante negro no Brasil é mais vantajoso que estudar em colégio particular e ser branco. Acredito que cotas e exaltação a UMA ÚNICA “RAÇA” ou a qualquer outro tipo de caso que haja uma valorização de apenas um gênero dentre muitos outros, já é uma forma de preconceito.

    SE TODOS SOMOS IGUAIS, POR QUÊ SOMOS TRATADOS DIFERENTES?

  128. luara disse:

    Péssimo. Superficial. Limitado. Despreparado

  129. DANI disse:

    ASSUNTO BEM POLEMICO!! CONCORDO PLENAMENTE COM O COMENTARIO!! SE NÓS PARARMOS PARA PENSAR PORQ O DIA QUE CELEBRA A MORTE DE ZUMBI DOS PALMARES COMO UM HOMEM DE GRANDE CARATER QUE LUTOU POR UMA CAUSA QUE QUALQUER PESSOAS COM ALGUMA INTELIGENCIA SABE QUE FOI JUSTA ,NÃO É APENAS O DIA DA MORTE DO ZUMBI DOS PALMARES??PORQUE TEVE LOGO QUE VIRAR O DIA DA CONSCIENCIA NEGRA? PORQUE ELE NÃO PODE SER VISTO APENAS COMO UM FERIADO EM HOMENAGEM A UM GRANDE HOMEM COMO MUITOS OUTROS?? NESSAS PEQUE NAS GRANDES COISAS É QUE NÓS VEMOS O QNT O BRASIL É RACISTA !! SE MORRER HOJE UM GRANDE ATIVISTA GAY VAI VIRAR FERIADO GAY? OU DEVERIA VIRAR UM DIA DE HOMENAGEM A UM GRANDE HOMEM ? PORQ CRIAR DIAS RESPECTIVOS A COR? A ORIGEM? PORQ NÃO PODEMOS VER APENAS AS PESSOAS COMO PESSOAS? NÃO LUTAMOS POR SEGREGAÇÃO,INTEGRAÇÃO DIAS EM HOMENAGEM AOS IMIGRANTES ,AOS GAYS,AOS NEGROS,AOS JUDEUS ,AOS POBRES .LUTAMOS TODOS PARA APENAS QUE SEJAMOS VISTOS COMO SERES HUMANOS!!PERTENCENTES AO MESMO PLANETA ,ONDE A BOAS E MÁS PESSOAS ONDE HA RICOS E POBRES ONDE HA RELIGIOES ILIMITADAS ONDE HA INJUSTIÇA E TBM HA PESSOAS QUE LUTAM PELO BEM COMUM APENAS!! PESSOASSS APENAS PESSOASSS…

  130. Cat Ramos disse:

    eu sou ” negra”…
    e posso dizer que concordo com você em tudo
    porque não foram apenas os negros que trabalhavam no Brasil antigamente
    mas tambem outras pessoas que imigravam para cá e eram feitos “escravos” tambem..

    se tivesse uma votação …
    meu voto seria SIM!

    Muitas pessoas que ja passaram por aqui, fizeram as suas realizações, seus trabalhos, lutaram por um país melhor, com igualdade.
    Então é um pouco injusto. Nomear apenas um.

  131. É muito interessante como muitos brasileiros abordam a questão do preconceito aqui no Brasil, até mesmo os que se dizem negros. Gostaria de abordar a questão ainda que de forma sucinta. O País, a instituição Brasil, tem uma dívida grande para com os negros descendentes de escravos. Os negros trabalharam e morreram de graça aqui nessa terra, obrigados a lutaram em guerras e em alguns casos em troca de benefícios que não lhes vieram, a exemplo da guerra do Paraguai entre outras.
    A questão de indenização dos negros não é coisa nova, pois já constava do Contrato Imperial a indenização e assentamento de descendente dos escravos tão logo a Liberdade entrasse em vigor. O que não foi feito por conta de um golpe republicano oligárquico. E por que não cotas? Já se esqueceram, ou nem sabem, que os descendentes de africanos trazidos aqui foram impedidos por séculos de entrarem em igrejas e freqüentar as escolas? Sou negro, professor, formado por umas das melhores universidades a América, mesmo assim sinto na pele o quanto é difícil ser professor negro em escola particular, normalmente de 99% de maioria branca.
    Vocês nem sabem o que estão dizendo quando afirmam que não há racismo no Brasil; aliás, um racismo à brasileira! Há de fato negros que não se incomodam em não ver negros nas lojas, nos bancos particulares, nos comerciais e programas da TV, nos outdoors. As placas de vários anúncios dizem assim: “Condomínio fechado e com total segurança” com imagens de famílias brancas, branquíssimas, sugerindo subjetivamente exatamente o quê? Bem, uma ou duas placas outdoors ainda vá lá, mas todas!
    No entanto, ao andar nas ruas, quantos negros não vemos?! Há programas que mostram muitas dançarinas, mais de 15, quase todas louras, mas nenhuma negra. Será que não há público negro? No entanto a Cozinha da Ofélia, Cozinha da Ana Maria Braga (Mais Você) tinham negras, que ajudavam na cozinha; “mudas” é claro. A TV brasileira insiste em estereotipar a sociedade e ditar sempre a mesma postura de desvalorização do negro – diferentemente do que acontece nos Estados Unidos. Recentemente folhei a Caras e os únicos célebres negros eram norte americano. Creio que precisamos tratar de forma diferente os desiguais. A questão das cotas não é tapar o sol com a peneira, não. É uma questão de ajuste social, e de uma reparação histórica. Eu sou contra as cotas por conta de um critério puramente racial, pois somos, cientificamente comprovado, todos da mesma raça humana e as mutações foram ocasionadas pelo ambiente. Mas, sou pró cotas por uma questão de reparação histórica. E a escravidão não foi há muito tempo não. Minha bisavó foi escrava e minha mãe contou-me quantos horrores sofreu por conta da discriminação à brasileira. Sugiro que leiam os inúmeros livros científicos publicados sobre o racismo no Brasil e não fiquem apenas criticando as poucas ações realmente notáveis no sentido de diminuir as diferenças! Tratem a questão com seriedade saltando do senso comum. Leiam Casa-grande & Senzala, leiam, Racismo à Brasileira, e leiam Discriminação na sala de Aula, estejam sensíveis às questões como estas. Vocês vão perceber que a existência de negros de sucesso não depende apenas e simplesmente de melhorar a escola pública. É muito mais que isso. A priori, Quem aborda essa questão apenas empiricamente só está sendo subserviente, do jeito que o “sistema” sempre foi. Cidadão que pensa a questão do racismo no Brasil assim de forma simplista, apenas está mostrando-se fruto do sistema que até hoje imperou. Está no padrão de como as coisas sempre foram. E esse comportamento já era esperado num país que lê muito pouco ou quase nada, que desconhece a própria história e as próprias leis, que trata mal as crianças, os pobres, os velhos e, secularmente, os negros.

  132. maria caldas disse:

    Não concordo com o feriado, mas a data é merecida para se fazer uma reflexão sobre essa falsa democracia racial brasileira. Diariamente se vê o descaso e a falta de respeito para com nossos irmãos, lembro-me muito bem por ocasião da abertura dos jogos olímpicos uma cantora de “pele branca” abrir o evento com uma música racista… “boi da carta preta” por que ñ da cara branca??? em contraste com as vestimentas dos personagens da abertura, motivo afro… precisamos rever esses conceitos …

  133. […] faz “vista grossa” e inferno continua O Brasil a caminho da segregação racial Denunciei as irregularidades e sou acusado de racismo pelo presidente da escola de samba Escola de […]

  134. MUSICA NEGRA disse:

    Oh senhor turco do Brasi
    Se voçé soubesse o que quer dizer consciencia negra nao diria isso
    Mas da pra ver que finalmente ta tendo resultado a luta do negros no Brasil
    é sempre assim ! quando o negro revendica seus direitos os preconceituosos procuram sempre uma desculpa procurando falar bonito dizendo que existe que uma raça que é a raça humana , que somos todos mestiços e brasileiros e sei la o qué …. e patati patata …. Tudo isso é pura hipocrisia dos que se sentem incomodados ! Ter consciencia negra é reconhecer o contributo da mao de obra negra gratuita durante 4 seculos no desenvolvimento economico do ocidente ! Ter consciencia negra é reconhecer a historia da civilizaçao negrafricana que faz parte da historia universal ! MAMAFRICA o berço da humanidade !!! 20 DE NOVEMBRO é O DIA DA CONSCIENCIA NEGRAFRICANA NO BRASIL ! PARA QUANDO UMA DATA UNIVERSAL ?
    CONSCIENCIA COLECTIVA !!!!

  135. evany disse:

    MAMAFRICA só interessa pesquisas científicas, origem do ser humano, etc.

    Os povos tribais africanos, assim como as tribos germãnicas, celtas e ameríndias não possuiam caráter de “civilização”. São apena culturas, algumas muitíssimo arcaicas. O continente africano tem uma grande maioria de raças de pele não negra.
    Atenção, D. Musica, estuda um pouco mais.

    Sou contra cotas nas universidades, sou contra esses dia de “consciência negra”, mas sou a favor da escolha e da consciência. O problema não está na cor da pele.
    Cor da pele, ou do cabelo, isso não interessa. O que interessa é o conteúdo.
    E é esse conteúdo e sua forma cultural -( linguagem, maneira de agir, comportamento)- o fator mais atuante , embora não esteja sendo abordado neste blog. As pessoas que se auto-discriminam levam os outros a isso. segundo a cor de suas peles. Precisam escolher e serem menos manipuladas rumo ao sentido contrário. O sentido contrário é a contra-mão do mundo.
    Na década de 70 surgiu nos States um movimento saudosista e separatista com relação ao “mundo civilizado” que tomou forma na cnstrução de um núcleo supostamente tribal com casebres, roupagens/tangas, enfim uma série de coisas que achavam que seria um “retorno às origens”. O governo de Washington não teve dúvidas – mandou uma tropa atacar e atirar. Morreu bastante gente, foi tudo destruido. Uma reação brutal. Mas apesar da violência condenável contra uma comunidade ignorante e enlouquecida, e alem de tudo desnecessária, o governo lá percebeu o engano fatal da contra-mão do mundo, rumo a um caminho sem saída e sem retorno, DOS QUE RECUSAVAM A INTEGRAÇÃO. E aquela encenação insana podia aumentar, contagiar e certas áreas ficarem assim parecidas com o Brasil… Por isso, reagiu de forma brutal. Não há lugar para folclore., pois a ecolha é rumo à integração e progresso social. Mas aqui há uma mão invisível impedindo a integração e o potencial das pessoas que poderiam estar nas universidades. E inventa subterfúgios tipo cotas, rebolê, bundalelê, batuquê e uma infantilização…e outras discriminações, tipo estímulo puxa-saco. compensações, bem à moda do branquela brasileiro, obcecado pela superficialidade, no caso, a cor da pele…
    Sobre esta questão seria interessante conhecer o pensamento dos intelectuais angolanos, Eles lá tem ótimos escritores e em breve Angola seria o país relativamente mais adiantado que o Brasil. Mas lá não tem folclore inventado, ou linguagem primitivoide para rsupostas reminiscências tribais arcaicas.

  136. evany disse:

    PARA O DANI,

    Gostei de seu pensamento.
    Mas garanto a voicê que essa história de “Zumbi dos Palmares” é um mito, uma invenção folclórica. Não existem provas da existência deste personagem, Existiram vários “zumbis”, mas de nome Sebastião, José, Joaquim, que quando podiam fugiam. Mas daí a atribuir , alem de um nome folclórico, carácterísticas de personagem com atributos tais como heroi olímpico, é uma invencionice a mais na costumeira falsificação da história de nossa nação brasileira, um engôdo pouco sério dirigido à credulidade popular, sempre ávida do “maravilhoso”, da lantejoula e outras logros para esquecer nossa própria má vontade construtiva.
    Existiram, naturalmente, grupos de escravos fugidos que construiram existência ligada à terra e seu cultivo. E alguns destes grupos reagiram aos caçadores de fugitivos, e aumentaram seus grupos com novos membros, tambem fugidos , ou libertos. Mas na maioriua das vêzes os libertos permaneciam junto aos senhores.

  137. EUS CAROS PATRÍCIOS!

    PRIMEIRO TOMEM UMAS INJEÇÕES DE MELANINA E DEPOIS COM SUAS PELES ESCURECIDAS SAIAM PELO BRASIL E PELO MUNDO!

    NÃO SE ESQUEÇAM DE SE PASSARAM APENAS 119 ANOS DO INÍCIO DO ABANDONO TOTAL, APÓS SEREM COLOCADOS NAS RUAS, SEM EIRA NEM BEIRA, RESTOU-NOS APENAS OS PORÕES, OS BAIXIOS DAS PONTES E VIADUTOS, OS ALAGADOS E MANGUES, SUBIR AOS MORROS!

    AS INDENIZAÇÕES FORAM PAGAS AOS ESCRAVAGISTAS PELOS PRJUÍZOS SOFRIDOS!

    PENSEM ESTODAS ESSAS SITUAÇÕES COM SUAS “ESPOSAS”, FILHOS E FILHAS, SEUS VELHOS PAIS E, DEPOIS VENHAM DAR SUAS OPINIÕES EXCREMENTOSAS SOBRE O QUE NUNCA VIVENCIARAM, NEM SENTIRAM!

    NÃO VENHAM COM ESSSES PAPOS NAZISTOIDES, FILOSOFANDO SOBRE O ASSUNTO, NA TENTATIVA DE DESVALORIZAR AS AÇÕES AFIRMATIVAS!

    NÃO NOS PERTURBE MAIS DO QUE JÁ FIZERAM!

    COMO VAMOS DISCUTIR COM UMA IMBECIL E DESIQUILIBRADA COMO ESSA´TAL DE EVANY, QUE EM 13 LINHAS CONSEGUE COMETER 87 ERROS, NA TENTATIVA DE OPINAR SOBRE A VIDA DE UM NEGRO QUE SABIA O PORTUGUÊS E O LATIM, CUJO CONHECIMENTO O TORNA ACIMA DESTA MENTECAPTA!

    QUE MAIS FAZER?

    BRÁULIO

  138. evany disse:

    Ao Braulio

    Você é um perfeito segregacionista e vai ver sabe português e latim.

  139. Roberval Longdong disse:

    Dados de Veja on line de janeiro (22/01/08).

    Qual a inspiração das ações afirmativas no Brasil?

    O principal modelo são os Estados Unidos. Lá, uma secular história de discriminação dos negros foi amenizada pela integração forçada nas escolas e nos locais de trabalho. Havia estados em que o casamento inter-racional era proibido. As chamadas ações afirmativas foram instituídas na década de 1960 pelo presidente John Kennedy, num momento em que o país vivenciava o auge de seus conflitos raciais. Determinou-se, na ocasião, que firmas e universidades deveriam reservar cotas ou abrir vagas de forma proporcional ao peso dos negros no total da população americana, cuja fatia é de 12%. A penalidade para os que desrespeitam essa regra era a dificuldade de realizar qualquer negócio com o governo. Outra inspiração veio da África do Sul. Após décadas de turbulência e esfacelamento da sociedade devido ao regime de segregação do apartheid, instituído em 1948, o governo tentou incluir os negros na sociedade branca com um conjunto de “ações afirmativas”. Entre elas estava a reserva de cotas para negros em cargos do funcionalismo público e na universidades do país. Há ainda o caso da Índia, onde as cotas foram implantadas há mais de 50 anos para beneficiar os dalits, conhecidos como “intocáveis”.

    As ações foram bem-sucedidas nesses países?

    O economista americano Thomas Sowell, pesquisador de políticas públicas da Universidade Stanford e negro, escreveu o livro Ação Afirmativa ao Redor do Mundo, no qual conclui que essas políticas fracassaram em todos os países onde foram adotadas. Aumentou um pouco a inserção dos negros, apenas um pouco, e a um custo desastroso. Nos Estados Unidos, onde as cotas raciais começaram a ser banidas em 1978, houve prejuízos às universidades e empresas sem que a situação socioeconômica dos negros fosse alterada sensivelmente. Desde 1978, por decisão da Suprema Corte, elas são proibidas, seja em universidades, empregos públicos, seja em programas televisivos. Permite-se que haja políticas de incentivo à promoção dos negros, mas nada parecido com cotas raciais, pelo fato elementar de que são, obviamente, inconstitucionais. Na África do Sul, o resultado foi um desastre. A qualidade do serviço público despencou e o desemprego entre os negros subiu de 36% para 44%. Na Índia, as conseqüências foram ainda mais amargas. Numa única escola de medicina do estado de Gujarat, onde havia sete vagas destinadas aos dalits, 42 pessoas morreram num protesto contra as cotas.

    Independente da cor, se desejar ascender socialmente, vá trabalhar.

    boa noite.

  140. Sergio Benedito disse:

    É interessante verificar que o fato de se instituir cotas aos negros criou um debate que faz com que se coloque para fora o que se sente independente das opiniões. Estamos num pais livre e portanto todos podem dizer o que bem entenderem. É preciso separar o
    feriado da questão das cotas ou corremos o risco de cometer injustiça e confusão.

    Sou negro e sei bem como as coisas se dão com a minha gente. Não me venham com balelas pois os negros tem seu lugar de destaque na historia desse pais e para que este lugar seja reconhecido há que se mudar muita coisa. É preciso começar por algum lugar. Abre-se uma oportuinidade para um negro hoje que terá melhores condições de preparar o seu filho que por sua vez poderá oferecer algo de melhor ao seu herdeiro e assim por diante. É preciso dar inicio é preciso mudar este estado de coisas… Muitos falam sem conhecer o Brasil. Viajem pelo pais, conheçam nossa gente humilde dos rincões desse pais. Vejam que possibilidade terão estas pessoas se continuarmos pensando dessa forma. Concordo que é preciso fazer algo que insira os socialmente segregados porem, faz-se justiça com os meus irmão negros e já não era sem tempo.

    Raciocinem que ou se muda esta ordem ou todos iremos pagar como já acontece. Racismo existe, e convenhamos, não há como comparar tais coisas ou oportunidades. Olhem ao redor! Verifiquem a questão de oportunidas em todos os setores.

    Não queremos ou precisamos de esmola e não é isto o que esta sendo
    feito e sim amenizando uma questão de que pouco se fala ou faz. Esta se
    reconhecendo ainda que tardiamente um direito, um dever do estado e abre-se sim uma grande oportunidade do Brasil mostrar a sua cara.

    Este pais precisa reconhecer o holocausto latino americano que aqui se deu… Nem ao menos o registro de nossa historia nos foi permitido já que muitos dos documentos que retratavam esta vergonha foram queimados por renomados politicos da época por razões obvias…

    Conheçam o Brasil. Estagiem nos extremos do NE, NO ou mesmo o Centro Oeste. Analisem o estagio desse Brasil alem dos horizontes
    da região Sudeste ou Sul. Após isto quem sabe tenhamos uma outra visão dessa questão não tão simplista como se coloca.

    Muitas das pedras atiradas ou ignoradas irão cair sobre nossas cabeças…

    Sergio Benedito
    Osasco SP

  141. Leone disse:

    Cotas na Justiça
    País precisa investir na qualidade do ensino
    [Editorial publicado em O Estado de S.Paulo deste domingo (3/2)]

    Acolhendo um recurso impetrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região cassou a liminar concedida pela Justiça Federal catarinense que suspendera o programa de cotas raciais e sociais da instituição e determinara que as vagas fossem ocupadas pelos estudantes que foram aprovados nos exames de seleção, por ordem de classificação. A liminar havia sido pedida pelo procurador Davy Lincoln Rocha, do Ministério Público Federal de Santa Catarina, sob a alegação de que a política de cotas é inconstitucional. O sistema de cotas da UFSC prevê a concessão de 20% das vagas para alunos egressos da rede escolar pública de ensino médio e 10% para estudantes negros.

    As decisões da Justiça Federal de Santa Catarina e do Tribunal Regional da 4ª Região ocorreram dias após a estudante Elis Wendpap ter obtido liminar numa ação semelhante que interpôs contra a Universidade Federal do Paraná. Ela alegou que, apesar de ter obtido os pontos necessários para a aprovação no vestibular de 2005, não obteve a matrícula no curso de direito por causa da política de “ação afirmativa” da instituição. Por isso, foi obrigada a fazer a graduação numa faculdade particular.

    Embora os dois casos ainda devam ser julgados no mérito, na concessão da liminar os juízes federais de primeira instância do Paraná e de Santa Catarina deixaram claro seu entendimento sobre a matéria. Segundo eles, apesar de terem autonomia administrativa e acadêmica, as universidades federais não podem exercer essa prerrogativa, violando o princípio da igualdade assegurado pela Constituição no capítulo dos direitos fundamentais.

    Como era de esperar, as duas liminares foram criticadas pelos defensores da política de cotas e a suspensão de uma delas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região trouxe a questão de volta ao debate político. O projeto de lei que disciplina a fixação de cotas sociais e raciais tramita no Congresso há anos e até agora não foi definida a data para o início do debate que, pelo regimento, antecede a votação. E até hoje o Supremo Tribunal Federal não colocou em pauta o recurso impetrado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, questionando uma lei estadual que obrigou todas as universidades do Rio de Janeiro a reservar 45% de suas vagas para estudantes carentes e negros.

    “A liminar desconsidera o debate realizado em mais de 50 escolas públicas que já adotaram algum tipo de sistema de cotas”, dizia o subsecretário da Igualdade Racial, Alexandre Reis, após afirmar que a decisão da Justiça Federal de Santa Catarina comprometia o esforço feito para “incluir segmentos historicamente discriminados que estão fora da universidade”. Para o autor da ação, contudo, o sistema de cotas açula o ódio racial, em vez de promover inclusão social. “O resgate (da dívida social) não deve ser pago pelos 30% dos excluídos do processo seletivo para a universidade. A reserva de vagas é caridade com chapéu alheio”, diz o procurador Davy Lincoln Rocha.

    O problema dessas críticas é que seus autores confundem as coisas. Ignorando elementares princípios do Estado de Direito, eles invertem meios e fins, como se as “concessões compensatórias” feitas em nome de uma “dívida histórica” advinda dos tempos da escravidão pudessem justificar o desprezo às liberdades públicas e às garantias fundamentais.

    Ao degenerar em demagogia política, a discussão sobre cotas desloca para segundo plano a essência da questão. Se estudantes negros e pardos têm dificuldade para ingressar na universidade, não é por causa da cor, mas porque são pobres. Por esse motivo, não puderam estudar em bons colégios. Tendo recebido um ensino de má qualidade na rede pública, não dispõem da formação básica para passar nos vestibulares.

    Na média, cidadãos negros e pardos têm indicadores sociais piores do que os brancos, apenas porque são maioria entre os pobres. A origem da desigualdade social não está no racismo, mas no baixo nível de instrução decorrente da má qualidade do ensino público.

    Esse é o desafio do País. Em vez de se perder tempo com iniciativas demagógicas, como o sistema de cotas, o mais sensato seria investir na melhoria de qualidade do ensino público e ampliar os programas de apoio a estudantes pobres, independentemente da cor.

  142. Claudia disse:

    O que você escreveu a respeito de diferenças culturais e não raciais diz tudo.
    Essa politica de criar Ministerios e leis discriminativas é a maoir atentado à cultura do Brasil.
    Infelizmente esses esquerdopatas de plantão ainda não acordaram que, aqui no Brasil , o problema não é etnico, mas sim social e cultural. Quando se cria um Ministério “da iguladade racial” (composto por um negro, é claro) fica muito difícil fazer as pessoas com um pouco menos de instrução enxergarem que o mundo não é dividido entre negros e branco, mas sim , entre pobres e ricos. esses ministérios ´so servem pra criar ainda mais desilguadade, (incluindo o sistema de cotas nas Universidades). É muito mais fácil dar cotas na ponta que um sistema de base educacional decente. O nome disso é tapar o sol com a peneira. Com o intuito eleitoreiro de sempre. Outra coisa, igualdade racial? que raça? raça humana? parece até que vivemos num país nórdico e que os ditos negros são uma minoria…

  143. Roberval Long Dong disse:

    “Claudia – 13/02/08″… Vc foi muito feliz em sujas colocações.
    Parabéns.

  144. […] revista em aeroporto Conheça as FARC, a nova causa de Hugo Chávez, o amigo do nosso presidente O Brasil a caminho da segregação racial. […]

  145. uary disse:

    Li atentamente esses comentarios, e volhe dizer uma coisa,,, seja brancos ou negros, somos todos irmaos, a UNICA diferenaca q vejo entres nos, e q uns ja plea revelcoa Divina poderma descobri o porque de todas essas polemicas raciais e como recebi essas revelacoes de graca,8nao to dizendo q Deus me disse), MAIS SIM q lendo desde os 11 anos de idade e hj ja com 52, vou lhe dar uma dica: Leia na Biblia quando Noe amaldicoou o seu filkho CAM, o q ele lhe disse, e depois, va mais adiante e procure, saber por onde foi espalhados os decendets de CAM , ai, vc sabera o porque do Negro o porque dos Arabes, dos Judeus Cristan e os naos cristan, o porque ate do brasileiros e onde vieram e como vivem.Depois q su pesquisa estiver concluida, ai vc tera a rasao de tuda essa confusao, q ja nao se para vc mais uam confusao uma certeza , de quem e o Negro e de quem e o Branco, e todos os povos da terra, pensso q ai ja nao teremus mais motivos para tantas teses, Q Deus lhes ilumines,,, a quem sabe nao ne, pois a luz e branca.. fuiii

  146. […] revista em aeroporto Conheça as FARC, a nova causa de Hugo Chávez, o amigo do nosso presidente O Brasil a caminho da segregação racial. […]

  147. Luiza disse:

    Urbano diz:
    Se seus ancestrais maternos e paterno tivessem vindos para o Brasil a força, sem vontade própria e fossem passageiros dos famigerados e aqui leiloados e vendidos como escravos para a elite rural e trabalharem sem salário e com as suas forças braçais´, contribuirem para varios ciclos econômicos deste país, sua opinião seria outra.[2]

    Concordo exatamente com o que ele colocou nesse comentário…
    Esse feriado não tenta segregar as raças….(que ao meu ver nem deveriam ser chamadas assim afinal de contas somos da raça HUMANA)
    Este feriado somente tenta nos relembrar o qnt foi dificil para o negro sobreviver aqui no Brasil e o quanto orgulho devemos ter de nossas ascendencias…
    Estéticamente não sou considerada negra pois minha mãe sendo mt branca e meu pai já tendo uma descendencia portuguesa e eu nasci muito branca e de olho claro…
    Porém acredito que esse feriado também valha pra mim e o respeito muito!
    Sempre me orgulharei de ter essa descendencia negra que tanto contribuiu para o nosso país!

  148. Jayme disse:

    Não considero que apenas comentários feitos na internet, protestos em ruas, protestos em livros causem mudanças no pensamento cultural de um povo ou na humanidade. Desde tempos remotos, pessoas por raças, por bens, por religiões, têm se consideradas superiores a outros grupos de pessoas com as mais ilógicas razões.
    Há de se pensar em criar uma forma de mudar toda a cultura enraizada no inconsciente coletivo da humanidade de se sentir superior, de pensar que irá ganhar algo humilhando o outro. E penso que é buscando a extinção da primeira de todas as discriminações e escravidão que surgiu e ainda existe, numa forma extremamente forte inserida em todas as sociedades do mundo: o preconceito sexual que é a origem de todos os males, pois são as mulheres (que são criadas com sensação de inferioridade incutida na mente por uma voz oculta condicionadora e que ninguém vê) que são as formadoras de opiniões de todos os seres humanos quando ainda criança. E vendo em si que é lícita a discriminação sexual, perpetuam todas as outras formas de discriminações no mundo.
    Vejo em si, que é dando poder político, econômico e cultural às mulheres que se plantará uma semente de luta contra todas as outras formas de discriminações.
    Vejamos um exemplo clássico e aceito, e quem tiver paciência na bíblia e percepção, procure, pois não citarei livro, nem versículo, coisa de fanático:
    “Ao sair do cativeiro do Egito, mate todos os povos e escravize as filhas virgens para dividirem entre os soldados.” Moisés a mando de Jeová, Bíblia sagrada.
    “Se uma mulher for estuprada, pague 50 peças de pratas ao pai e leve a mulher para casa, pois é isso que vale uma virgem” Moisés a mando de Jeová, Bíblia Sagrada.
    “Se um homem casar e descobrir que a mulher não é virgem, apedreje-a, pois ela entregou o corpo por livre vontade, que pertencia ao pai e ele ainda não havia concedido a nenhum homem.” Moisés a mando de Jeová, bíblia sagrada.
    Se os judeus foram perseguidos, um dia foram perseguidores e ainda adotam como palavra de Deus um livro tão humilhante para as mulheres, juntamente como todos os cristãos e islamitas.
    Devemos lutar contra qualquer tipo de humilhação e escravidão e expor tudo que é mentira e falsidade e não apenas o que atingir nossas peles. Sou branco, homem de origem portuguesa, mas sou capaz de sentir pedras que são lançadas contra os outros.
    Coitados dos fenícios: sempre sofreram agressões de todos os povos, sempre combatidos pelos heróis da bíblia, escravizados pelos babilônios, persas, gregos e quando conseguiu fazer um império junto com Cartago, são novamente escravizados pelos romanos. E agora os Sírios ainda querem dominar, e os israelenses junto com os terroristas árabes adoram usá-los como alvo.

  149. Marcia disse:

    As divergências de opiniões são essenciais na formação de uma consciência cada vez maior da nossa realidade. Ainda bem que não temos todos uma única forma de pensar; não somos autômatos. A liberdade de expressão é fundamental, mas sempre pautada no respeito ao nosso semelhante.
    Discordantes ou não, excelentes comentários!

  150. Urbano Costa disse:

    Luiza, ótima a sua opinião, sobre o tema,equilibrada,sábia,isso enrriquece o debate. Não sei porque o autor do blog discriminou parte do que escrevi. ele publicou “………….se seus ancestrais fossem passageiros dos famigerados e aqui leiloados…………..” Eu escrevi:……se seus ancestrais fossem passageiros dos famigerados NAVIOS NEGREIROS e aqui leiloados…………sua opinião seria outra. É só para esclrecer o corte do NAVIO NEGREIRO do escrito original.
    sds.
    Urbano.

  151. Deborah disse:

    Engraçado como as pessoas não percebem que ao estabelecerem cotas, dias especiais, e outras proteções em vez de chamar atenção para para o problema ele coloca o foco jjustamente no contrário, resolver essa equação é simples, primeiro é preciso ver o outro e colocar-se no seu lugar, o meu eu já estou confortávelmente sabendo o que é e o que não é; mas e o outro?, segundo é preciso uma boa dose de bom senso para investir de forma maciça na educação de nossas crianças com qualidade; só dessa forma será possivel dar oportuniodades a todos; quando eu enfatizo todas essas questões eu aprofundo a diferenças, parabéns pelas considerações. Só poderemos ter um mundo mais humano se aprendermos a nos enxergar e a nos compreendermos.

  152. Everson disse:

    Alguns comentários são ótimos. Outros um absurdo. Veja por exemplo as citações sobre o fato dos negros terem sido arrancados de sua terra, sofrido como escravos, etc. Já os imigrantes vieram por vontade própria, receberam pagamento (mesmo que muito pouco), etc. As pessoas ainda ficam olhando para trás, como se fossem elas que foram arrancadas da África e sofrido como escravas no Brasil. Hoje, todos somos brasileiros, independente da cor. Ninguém que hoje está aqui sofreu como escrava, por isso não deve exigir reparação por algo que não sofreu. Como exemplo, quem deveria exigir reparação são os escravos “modernos”, aqueles que são contratados para trabalhar e ficam presos em dívidas impagáveis a seus empregadores. O problema brasileiro é socioeconômico, independente de cor, raça, credo, orientação sexual, etc. Todas as leis, decretos, ou qualquer coisa que seja criada com base em raças, servirá, tão e somente, para criar desavenças entre as raças. E o que é pior, todos são brasileiros. Tome-se o exemplo dos Estados Unidos. Lá havia leis segregacionistas. África do Sul, também. Lá, com o fim do Apartheid, Nelson Mandela estendeu a mão à minoria branca, que hostilizava a maioria negra. Com esse exemplo, percebe-se que não é criando uma situação de conflito que se resolve os problemas.
    Vejamos também o caso de estudantes que conseguem uma vaga na universidade mas a perdem por terem que “cedê-la” a cotistas. Imagine um “branco” que perde a vaga para um “negro” por causa de uma cota. É bem possível que se torne um verdadeiro racista, pois achará injusto perder uma vaga, conseguida por mérito, para outro que se beneficia das cotas. Agora pegue este mesmo exemplo e inverta branco e negro. Se você é negro e perdesse sua vaga para um branco beneficiado por cota, estaria contente?
    A grande celeuma brasileira não é a cor da pele, e devemos negar veementemente qualquer tipo de ação que possa contribuir para acirrar conflitos racistas. Se você sofre algum tipo de preconceito racial, não importa se é negro, branco, indio, use a lei para corrigir estes erros (é crime a discriminação racial), ao invés de se esconder atrás de desculpas históricas ou benefícios governamentais.

  153. Teles disse:

    BOM, EM PRIMEIRO LUGAR JÁ DISCORDO DE IMEDIATO COM ESSE COMENTÁRIO ANTERIOR DESSE ARTICULISTA. ESSE SEU EXEMPLO DE ” IMAGINE UM BRANCO QUE PERDE PARA UM “NEGRO” POR CAUSA DE UMA COTA É PROVAVEL QUE SE TORNE UM RACISTA”.

    ORA, UMA PESSOA QUE EXPÕE ESSE TIPO DE OPNIÃO JÁ ESTÁ DIZENDO A TODOS “SOU RACISTA EMPEDERNIDO SIM”. ESSE TIPO DE COLOCAÇÃO FAZ PARTE DE UM CONHECIMENTO INGÊNUO E É DITADO PELAS CIRCUNSTACIAS, É SUBJETIVO OU SEJA, PERMEADO PELAS OPNIÕES, EMOÇÕES E VALORES DE QUEM PRODUZ; É A MESMA COISA DE FALAR, “QUEM AMA O FEIO BONITO LHE PARECE”, “NOSSA AMIGA ROUBA PORQUE É CLIPTOMANÍACA”, “O TROMBADINHA É LADRÃO E MARGINAL”.
    ISTO É MUITO FRAGMENTÁRIO, NÃO ESTABELECE NEXOS, RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO.

    TALVEZ O FILOSOFO ALEMÃO ARTUR SHOPPENHAUER POSSA EXPLICAR MELHOR ESSAS IRRITAÇÕES E DESGOSTOS DOS BRANCOS AO SE SENTIREM AMEAÇADOS COM A INCLUSÃO DOS NEGROS NO MUNDO DOS NEGÓCIOS, NAS EMPRESAS, NAS UNIVERSIDADES, SHOPENHAUER EM SEU LIVRO A “VIDA COM REPRESENTAÇÃO E VONTADE” EXPLICA QUE OS GRUPO ETINOCENTRICOS QUE SE CONSIDERAM SUPERIORES BIOLOGICA, ESTÉTICA, MENTALMENTE, E PELO MAIS QUE SE SEGUE SÃO SEGUNDO A FILOSOFIA DE SHOPPENHAUER CONSIDERADOS COMO PRODUTOS DA ESPÉCIE QUE SE LASTIMAM QUANDO VEEM OU PERCEBEM QUE O NEGRO, PARDO, NORDESTINO QUE PODE SER CONSIDERADO SEGUNDO SHOPPENHAUER EM O “INDIVÍDUO ” E NÃO “PRODUTO DA ESPÉCIE”, EM QUE O INDIVIDUO COMEÇA A GANHAR ESPAÇO NA SOCIEDADE E SE DESTACAR ENTÃO COMEÇA APARTIR DAÍ AS INTRIGAS E REVOLTAS DA ESPÉCIE EM DETRIMENTO DO INDIVÍDUO.
    PQ PARECE QUE A SOCIEDADE BRANCA OU CAMADAS INFERIORES SUBALTERNAS A ESSA SOCIEDADE ACHAM QUE O NEGRO SÓ PODE SE DAR BEM NO MUNDO DA MUSICA E DOS ESPORTES COMO JA É VISIVEL A OLHO NU A SUPERIORIDADE DO NEGRO NESSES SETORES, MAS ACONTECE QUE O NEGRO PODE SE DAR BEM EM QUALQUER SETOR BASTANDO AS OPORTUNIDADES SEREM AS MESMAS, EU JA VEJO A OLHO NU A INCLUSÃO DOS NEGROS NAS EMPRESAS DE DIVERSOS RAMOS DE ATIVIDADE, ISSO DE FATO JA ESTÁ OCORRENDO, MAS VEJO TAMBEM UMA RESISTENCIA MUITO GRANDE DOS OUTROS COLEGAS DE TRABALHO BRANCOS NA SUA MAIORIA EM ACEITAR ESSA NOVA REALIDADE GLOBAL, OS BRANCOS QUE NÃO ACEITAM AS COTAS SÃO PESSOAS PRECONCEITUOSAS QUE NÃO AMADURECEU EM CERTOS ASPECTOS DE SUA PERSONALIDADE. AO INVÉS DE ENFRENTRAR AS DIFICULDADES OU DE ACEITAR AS PROPRIAS DEFICIENCIAS PROCURAM UM CULPADO DE SUA SITUAÇÃO, UM “BODE EXPIATORIO” – PERMANENTEMENTE A UM GRUPO DIFERENTE DO SEU PELA COR,RAÇA,RELIGIÃO,IDEOLOGIA,ETC.

    QUANDO O ACHA, AGRIDE-O MORAL OU FISICAMENTE, O PRECONCEITUOSO É UM CONSERVADOR: A QUALQUER SINTOMA DE MUDANÇA DA SUA PROPRIA SITUAÇÃO E DAQUELES QUE CONSIDERA SEMELHANTES A SI MESMO, REAGE COMO SE ESTIVESSE AMEAÇADO, SUA PERSONALIDADE CARACTERIZA-SE PELO MEDO E PELO DESCONHECIMENTO DA CAUSA REAL DESSE MEDO.
    O PRECONCEITUOSO TIPICO TEM TODA ESPECIE DE SOLIDÃO, PQ TEME A SI PROPRIO, SUA CONSCIENCIA, SUA LIBERDADE, SEUS INSTINTOS, SUAS RESPONSABILIDADES, AS PROVÁVEIS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO, SÓ NÃO TEME AQUELE QUE PODE SERVIR-LHE DE “BODE EXPIATÓRIO”.

    SOU A FAVOR DAS COTAS SIM, COMO UMA FORMA DE REPARO AO DANO HISTÓRICO QUE PREJUDICOU OS NEGROS DA ÉPOCA E QUE POR SUA VEZ PREJUDICA ATÉ HOJE OS FILHOS DOS NEGROS DAS GERAÇÕES ANTERIORES.
    E ACHO QUE AS COTAS DEVERIA SER DE 50% DE INCLUSÃO DE NEGROS NAS UNIVERSIDADES, PQ TEM MUITO NEGRO COMPETENTE E QUE É PREJUDICADO PELO RACISMO QUE É UMA IMPLACÁVEL CHAGA MORAL DESSA NOSSA SOCIEDADE, O RACISMO É SEM DUVIDA UMA PATOLOGIA CRONICA E PERIGOSA, TANTO, COMO CANCÊR E AIDS.

    E OUTRA ESSA AJUDINHA QUE AS COTAS FAVORECEM AOS NEGROS NA ORA DE INSERIR NA UNIVERSIDADE É MESMA AJUDINHA QUE OS BRANCOS TEM ATÉ HJ PRA CONQUISTAREM AS VAGAS NO MERCADO DE TRABALHO QUE É BEM SABIDO QUE HOJE, TALVEZ UM POUCO MENOS DO QUE EM UM PASSADO RESCENTE. ESTE PASSADO NÃO É DO SECULO 19; É DA DECADA PASSADA. NOS ANOS 80, OS PROFISSIONAIS DE RECURSOS HUMANOS FORAM DENUNCIADOS POR ESTAREM USANDO EM SUA FICHAS DE SELEÇÃO DE PESSOAL O FAMOSO E MALFADADO “CÓDIGO 4″. FAZIA PARTE DA TRAMAO PROPRIO SINE (SISTEMA NACIONAL DE EMPREGO). O CODIGO CITADO IDENTIFICAVA A COR DO CANDIDATO PARA QUE ASSIM A EMPRESA INTERESSADA, DE POSSE DA FICHA, PUDESSE, ANTECIPADAMENTE DISPOR DE UM ARGUMENTO: ” A VAGA JA FOI PREENCHIDA, AGUARDE SER CHAMADO, NÃO FOI POSSIVEL DESTA VEZ, ETC. O CÓDIGO 4 SE ENCAIXA COMO UMA LUVA AO EXEMPLO DO AVIÃO BOMBARDEIO B-2, QUE NÃO É VISTO PELOS RADARES, E QUE POR ESSA INVISIBILIDADE CAUSA UM ESTRAGO CONSIDERÁVEL. O POVO NEGRO FOI LESADO BARBARAMENTE POR ESTA PRATICA RACISTA DURANTE MUITO TEMPO. OS DISCRIMINADOS DESCONFIAVAM E SOFRIAM OS EFEITOS DESSA PRATICA RACISTA SEM DECODIFICAR POR COMPLETO COMO SE DAVA A OPERAÇÃO.

    AS PERDAS CONTINUAM PARA OS NEGROS E OS CODIGOS ADQUIRIRAM OUTRA CONFIGURAÇÃO. A RIGOR, NÃO HÁ UMA DECISÃO FORMAL SOBRE O VETO A NEGROS. TRATA-SE DE UM ACORDO TÁCITO, ONDE NINGUEM PRECISA FALAR NADA A NINGUEM, ESTÁ TUDO SUBENTENDIDO.
    A POLITICA QUE DISCRIMINA OS NEGROS NO TRABALHO RARAMENTE ESTÁ DELIBERADA FORMALMENTE. TRATA-SE DE UM DADO CULTURAL INTERNALIZADO POR TODOS. ESSA É UMA DAS “VANTAGENS” DO RACISMO NACIONAL. ELE FUNCIONA E BEM, SEM QUE NINGUEM COMBINE NADA. TUDO FLUI LIVREMENTE IMPUSIONADO POR UMA CULTURA DE EXCLUSÃO DO NEGRO E ATÉ MESMO DENTRO DAS EMPRESAS COM O NEGRO EMPREGADO.
    SEM CONTAR QUE O BRANCO JÁ TEM A SUA COTA DESDE O TEMPO DO SEUS ANCESTRAIS QUE ERAM IMIGRANTES QUE FORAM CONTRATADOS PELO GOVERNO BRASILEIRO QUE PASSOU A PAGAR A VINDA DE MILHARES DE IMIGRANTES E, QUE NÃO FICAVA OBRIGADOS A QUALQUER REEMBOLSO. ALÉM DISSO O COLONO SÓ IA TRABALHAR NA FAZENDA APÓS ASSINAR UM CONTRATO DE TRABALHO QUE LHE GARANTIA UM SALÁRIO COMPENSADOR, SEM CONTAR AS TERRAS QUE OS IMIGRANTES PUDERAM SE APOSSAR SEM MUITO ESFORÇO. DIANTE DESSA EVIDENCIA 7 MILHOES DE NEGROS FORAM EXPULSOS DE CENTENAS DE ANOS DE TRABALHO ESCRAVO E JOGADOS NAS RUAS SEM TER DIREITO A CIDADANIA NENHUMA E DISCRIMINADOS JA PELOS IMIGRANTES QUE AQUI GOZAVAM DE SEUS BENEFICIOS E DE SUAS TERRAS ADQUIRIDAS COM MUITA FACILIDADE E QUE DE TEMPOS E TEMPOS PASSAREM DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO E HOJE PODEMOS VER O PORQUE MUITOS TEM CASAS E APARTAMENTOS PROPRIOS COMO SE FOSSE UMA FORÇA NATURAL ESTRANHA E A MAIORIA ESMAGADORA DO POPULAÇÃO POBRE GRANDE PARTE DE NEGROS MORAM EM FAVELAS, NA RUA, EM MALOCAS, E QUANDO MORAM EM APARTAMENTOS MORAM DE ALUGUEL QUE É UMA VERDADEIRA ESCRAVIDÃO HERDADA, MUITOS QUE CONSEGUEM UMA CASA PROPRIA TEM QUE MORAR NAS BAIRROS PERIFERICOS SEM INFRA ESTRUTURA NENHUMA, A FORMA COMO SE FEZ A ABOLIÇÃO CONDENOU OS NEGROS A IMOBILIDADE SOCIAL. ESSA IMOBILIZAÇÃO TRAVA AS POSSIBLIDADES ECONOMICAS E EDUCACIONAIS DO NEGRO. TAL IMPASSE CONSTITUI A ESPÉCIE DE BECO SEM SAÍDA QUE OS ECONOMISTAS COSTUMAM DENOMINAR “PROBLEMAS ESTRUTURAIS”. ENTÃO NÃO VENHA ME DIZER QUE AS COTAS AJUDAM OS NEGROS E PREJUDICAM OS BRANCOS, PQ FALAR ISSO NÃO MERECE CRÉDITO ALGUM QUANDO NÃO SE ESTABELE NEXOS DE CAUSA E EFEITO.
    EU QUE NASCI DE PAI NEGRO E MÃE BRANCA NORDESTINA, SERÁ QUE NÃO SOFRO PRECONCEITOS ETINOCENTRICOS, NÃO SOFRO RACISMO, NÃO SOFRO SEGREGAÇÃO, NÃO SOFRO PIADINHAS MALDOSAS DIARIAMENTE DE PESSOAS OU GRUPOS ETNOCENTRICOS QUE SE ACHAM SUPERIORES PQ SÃO UNS PARECIDOS COM OS OUTROS E NÃO TOLERAM O QUE ELES CLASSIFICAM COMO “DIFERENTES”, “RAÇAS DESPRESIVEIS”. SÓ QUEM SOFRE INJÚRIAS COM CUNHO RACISTA E PRECONCEITUOSAS SABE COMO SE DÃO AS COISAS E OS RELACIONAMENTOS AQUI NO BRASIL, UM PAÍS COM MAIOR MESCLA RACIAL DO MUNDO, MAS QUE É OLIMPICAMENTE BRANCO E DE PREFERENCIA LOIRO MESMO, É COMO SE AQUI FOSSE UMA ESPÉCIE DE ESCANDINÁVIA TROPICAL.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: