OS AUTORES do artigo “Regularização, sim; terrorismo, não” (”Tendências/Debates”, Folha de São Paulo, 27/ 12) no mínimo agridem os princípios que regem a sociedade moderna. Pregam, sem nenhum constrangimento, a impunidade pura e simples.
Por décadas, São Paulo foi uma cidade sem lei. Acostumados a anistias, afagos, privilégios e fiscalização duvidosa, muitos comerciantes simplesmente ignoravam a legislação e montavam seus negócios sem se preocuparem com “detalhes” como alvarás, licenças, higiene, segurança do público e incômodo à vizinhança, desrespeitando comunidades inteiras. Basta. A população não suporta mais aqueles que se consideram acima das leis, sempre prontos a obter vantagens a “qualquer custo”.
Estranha-me os autores citarem como sadismo “emparedar com blocos de cimento estabelecimentos comerciais muito úteis à economia da cidade”. Não acredito que hotéis da ex-cracolândia, controlados e ocupados por traficantes e fechados por nós, tenham qualquer serventia à economia da nossa cidade.
Escrito por Marcelo Vitorino












