Se continuar assim São Paulo vai parar

9 Março, 2008
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Da: Veja São Paulo Por Camila Antunes, Edison Veiga e Fabio Brisolla

Vinte especialistas apontam sugestões a curto, médio e longo prazo para melhorar o gravíssimo problema dos congestionamentos, que crescem a cada dia e indicam que é hora de agir antes que a cidade entre em colapso

O trânsito de São Paulo – e seu efeito negativo sobre a qualidade de vida de todos os seus moradores – pode ser traduzido numa marca recém-atingida pela cidade: 6 milhões de veículos, quase um para cada dois habitantes. É de arrepiar. Na última década, a frota paulistana aumentou 2,5 vezes mais do que a própria população. Além de roubarem de cada cidadão horas que jamais serão recuperadas, os congestionamentos prejudicam a economia e queimam milhões de litros de combustível. Na semana passada, a cidade bateu sucessivos recordes de lentidão pela manhã: 149 quilômetros na segunda-feira, 155 quilômetros na terça e 165 quilômetros na quinta, o pior do ano. De 2006 para 2007, a velocidade média dos veículos nas ruas da capital caiu de 29 para 27 quilômetros por hora. São Paulo precisa adotar medidas corajosas, polêmicas e muitas vezes antipáticas para tentar desatar esse nó que nos sufoca dia a dia. “Apenas no longo prazo haverá solução para o trânsito”, acredita o prefeito Gilberto Kassab. “Isso não significa que a prefeitura esteja omissa”, afirma, lembrando algumas medidas que tem adotado, como a instalação de semáforos inteligentes e a criação de mais dois corredores de ônibus. Urbanistas e especialistas em trânsito apontam doze soluções possíveis que poderiam trazer algum alento imediatamente, a médio e a longo prazo. Em comum, são ações que têm um efeito mensurado e foram implementadas em outras cidades. Ou seja, não há mágica. Dependem, na maioria dos casos, mais de vontade política do que de investimentos pesados. Está mais do que na hora de fazer a cidade andar.

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Premiando o mérito, São Paulo melhora a educação.

9 Março, 2008

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Por: Monica Weinberg
Entrevista:
Maria Helena Guimarães de Castro
Premiar o mérito

A secretária de Educação de São Paulo diz que
o Brasil precisa livrar-se de vez do corporativismo
e dar incentivos a quem mereceComo secretária estadual de Educação em São Paulo, a professora Maria Helena Guimarães de Castro, 61 anos, comanda uma rede de 5 500 escolas, 250 000 professores e 5 milhões de alunos. Nenhuma outra no país chega perto de tais números. É justamente nesse universo que será implantado pela primeira vez no Brasil um sistema segundo o qual as escolas passarão a ter metas acadêmicas no horizonte e receberão mais verbas caso consigam cumpri-las. O tal bônus será distribuído entre os funcionários. Depois de anunciado o novo sistema, a secretária passou a receber dezenas de e-mails de professores, alguns deles furiosos. “Eles querem aumento de salário, sim, mas dissociado do desempenho. Estão na contramão”, diz a secretária. Cientista social de formação, desde 1993, quando assumiu a Secretaria de Educação em Campinas, Maria Helena ocupou diversos cargos públicos, entre eles o de secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), durante o governo FHC, onde é lembrada por ter liderado a construção de um valioso sistema de avaliação das escolas brasileiras. Casada, mãe de três filhos e avó de quatro netos, ela concedeu a VEJA a seguinte entrevista.

Veja – Nas próximas semanas, as escolas estaduais de São Paulo se tornarão as primeiras no país a ter metas acadêmicas a cumprir – e a ser premiadas com mais dinheiro caso consigam atingi-las. Quais resultados a senhora espera alcançar com tais medidas?
Maria Helena – O objetivo é criar incentivos concretos para o progresso das escolas, a exemplo da bem-sucedida experiência de outros países do mundo desenvolvido, como Inglaterra e Estados Unidos. Eles não inventaram nenhuma fórmula mirabolante, mas, sim, conseguiram pôr em prática sistemas capazes de distinguir e premiar, com base em critérios objetivos, as escolas com bom desempenho acadêmico. As pesquisas mostram que, em todos os lugares onde uma política de reconhecimento ao mérito foi implantada, a educação avançou. No Brasil, esse é um debate novo e, infelizmente, ainda contraria uma parcela dos educadores.
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Golaço da Volkswagen no lançamento do seu novo site na Inglaterra

9 Março, 2008

VW mostra montagem do seu site como se ele fosse um carro

Para anunciar seu novo site para o mercado inglês, a Volkswagen colocou no ar este comercial que mostra a construção das páginas sendo feitas por engenheiros em um galpão de fábrica - como se fosse um carro que estivesse sendo montado. Clique no vídeo abaixo para ver!

Fonte: Internet & Marketing

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