Ontem foi divulgada uma pesquisa feita pela Toledo & Associados com números para lá de felizes aos simpatizantes do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, nela o candidato aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea - em que os eleitores citam um candidato sem nenhuma lista de estímulo - com 21,1% das citações, seguido por Marta, com 12,6% e Alckmin, com 9,9%.
Alckmin deveria repensar seu futuro político, pois o tempo está jogando contra o candidato, a cada dia que passa menor é a lembrança do eleitorado paulistano. Antes de ser oficializado como candidato pelo PSDB, o mesmo deverá se submeter a convenção partidária, o que parece ser um grande entrave em seu pleito municipal. Geraldo Alckmin não parece gozar do apoio da maioria dos delegados de seu próprio partido, talvez essa repulsa seja proveniente de sua forma peculiar de lidar com seus aliados enquanto esteve em situação favorável como governador de São Paulo ou disputando a eleição presidencial de 2006.
Me pergunto qual será o discurso de Alckmin numa eventual candidatura. Criticará a atual gestão, esquecendo que 80% dela é composta por membros do seu partido? Ou prometerá mudanças para melhor, como fez na candidatura para governador?
Conversei com muitos membros dos dois partidos, só ainda não tive a oportunidade de perguntar à Alckmin sobre sua promessa não cumprida de reduzir o preço dos pedágios, nem indagá-lo sobre a fábrica de incapazes que é a “aprovação automática” nas escolas estaduais.
É muito difícil, para o empregador, solicitar empenho de um jovem que passou pela escola sem precisar se esforçar. Criou-se uma mentalidade negativa sobre pessoas que ainda estão em formação psicológica e ainda não perceberam o mal que isso lhes trará na vida.
Se for derrotado na convenção, o que restará ao candidato? Já vou avisando que o síndico do meu prédio é ótimo, não temos interesse em substituí-lo.
Se for vitorioso ainda correrá o risco de perder as eleições, o que seria catastrófico para ele. Porém se ganhar as eleições, não poderá sair candidato em 2010, isto é, se tiver responsabilidade para com o povo paulistano.
É a primeira pesquisa que reflete aquilo que venho presenciando há tempos, a preferência dos paulistanos por Kassab. É engraçado escrever um artigo como esse no In Blog, já fui chamado de tucano, democrata e agora só me falta ser chamado de petista mas, pelo visto, hoje não será esse dia.
O jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria com mais informações sobre a pesquisa, caso você se interesse, clique aqui para ler.
Algo de estranho está acontecendo no PT, enquanto a Dona Marta afirma não ser candidata: “Eu não disse que sou candidata, não disse nada sobre o apoio do presidente Lula. Não confirmo nada”, seu partido diz exatamente o contrário, veja mais.