
Quem está com o condomÃnio ou o aluguel em atraso pode ter o nome protestado a partir desse mês. Foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, na última quinta-feira, projeto de lei número 446/2004, que permite que os cartórios do Estado protestem os moradores que estão inadimplentes com o condomÃnio ou devendo aluguel ao proprietário.
No caso do condomÃnio, o objetivo é reduzir o número de inadimplentes e evitar que os demais condôminos tenham de pagar um valor maior de condomÃnio para cobrir as despesas, por conta dos moradores que estão em atraso.
A prática é comum para os moradores de edifÃcios residenciais, quando o valor do rateio pré-programado é insuficiente para honrar compromissos como conta de água, luz, salário de funcionários, entre outros. Somente na cidade São Paulo, existem atualmente 27 mil condomÃnios, gerenciados por 4.500 administradoras e, segundo dados de entidades ligadas ao setor, mesmo com a economia aquecida e a queda no Ãndice de desemprego, houve aumento de 22,12% nas ações de cobrança em maio, se comparado ao mês anterior.
Até agora, para entrar na Justiça os administradores de condomÃnio aguardavam pelo menos três meses de atraso.
A possibilita de protestar em cartório e comprometer a disponibilidade de crédito no mercado de quem está em débito deve reduzir consideravelmente os Ãndices de inadimplência. A nova lei também diminui o prazo para acionar os devedores, uma vez que o processo de cobrança leva apenas alguns dias, sem o risco de se estender por anos em processos judiciais.
“Esse projeto facilitará a vida dos sÃndicos, já que agora é possÃvel protestar os boletos em atraso. O número de condôminos inadimplentes aumentou muito depois que, por força de lei, a multa caiu de 20% para 2%”, comenta o vice-presidente do Secovi-SP (sindicato que representa imobiliárias e administradoras de condomÃnio no Estado), Hubert Gebara.
Negociação – Não importa a forma como um condomÃnio é administrado – se por uma empresa contratada ou de forma direta pelo próprio sÃndico, em conjunto com os moradores -, a inadimplência é um problema delicado para ser negociado.
O advogado José Antonio Ferraroni, que atua na Hubert Imóveis e Administração, de São Paulo, explica que, até agora, a primeira atitude quando um boleto não é pago em dia é telefonar para o condômino com a finalidade de saber a razão.
No mês seguinte, ele recebe uma cartinha de cobrança. No terceiro mês, nós entramos com um processo se assim for estipulado pelo regulamento do condomÃnio. “É o perÃodo de tempo mais comum. Em alguns empreendimentos, estipula-se um teto da dÃvida para só então levar o caso para a Justiça. É possÃvel, no final de tudo, obter o direito de leiloar o imóvel e, a partir daÃ, despejar o devedor, mas isso demora. Pode levar até seis anos”, contou.
Administração exige escolha cuidadosa
Um condomÃnio funciona como se fosse uma empresa: contrata funcionários de acordo com a lei, gera
custos que precisam ser honrados e até mesmo possui número de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas JurÃdicas). Por isso, é importante definir com cautela como essa ‘empresa’ será administrada.
Há duas formas de cuidar de um condomÃnio: contratar uma empresa especializada ou optar pela administração direta, na qual tudo é feito e aprovado pelos próprios moradores. Para decidir qual a melhor opção para um edifÃcio, só há uma dica: pesquisar muito.
O vice-presidente do Secovi-SP, Hubert Gebara, afirma que uma administradora executa 107 serviços para cada condomÃnio que administra. Entre outros, faz acompanhamento de cobrança judicial, controle do cadastro de proprietários, atendimento pessoal ou telefônico a condôminos, serviços de malote para retirada e entrega de correspondências, etc. “É muita coisa para um sÃndico sozinho”, argumenta.
O ex-sÃndico Samuel Silva de Araújo não concorda. Ele administrou o edifÃcio onde reside, em São Bernardo, durante oito anos e agora a responsável é sua esposa, Ivanda. “Nunca fomos atrás de uma administradora porque aqui as coisas sempre funcionaram. Só gastamos com aquilo que é realmente necessário e conseguimos fazer várias melhorias no prédio de forma simples e com baixo custo”, comentou.
Fonte: O Diário do Grande ABC
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21 Julho, 2008 Ã s 5:42 pm |
Dá uma olhada
21 Julho, 2008 Ã s 11:12 pm |
excelente
23 Julho, 2008 Ã s 11:51 am |
Isso só serve para o estado de São Paulo?
E o Rio de Janeiro?
Quem, aqui no Rio, pode resolver essa situação?