Alegria da Vai-vai, indiferença do poder público e tristeza dos moradores

“Hoje não tem operação PSIU não tem Ministério Público, a festa vai varar a madrugada”
Vice-Presidente da Vai-Vai após a apuração
Já decidi pela mudança, prefiro sair da cidade a compactuar com uma gestão que se mostra covarde, sujeita a pressões de alguns vereadores em detrimento a responsabilidade de se fazer cumprir as leis. Essa cidade está com seus parâmetros invertidos, agora o certo é ser errado! Que se dane o trabalhador que deve acordar cedo para poder pagar suas contas!

Eu queria saber a opinião dos munícipes da cidade que pagam por essa festa, afinal é com seu imposto que a prefeitura financia as escolas, são cerca de R$ 8 milhões por ano. As ruas de São Paulo devem estar ótimas, iluminação impecável, hospitais com leitos e remédios de sobra, vagas abundantes em creches e escolas municipais, isso sem falar nas crianças que se encontram nos semáforos da cidade. Será que seu imposto está sendo bem destinado?

Hoje não vou publicar nenhum artigo senão meu desabafo e manifesto contra a indiferença, a falta de sensibilidade e coragem do poder público da cidade de São Paulo. Explico melhor, nesta última terça-feira, assisti atônito, juntamente com milhares de munícipes, a declaração do vice-presidente da Escola de Samba Vai-vai na Rede Globo que, ao vivo, bradava para quem quisesse ouvir que a festa da escola iria varar a madrugada, não teria PSIU, prefeitura ou vizinho que pudesse impedir.

E não é que ele estava certo? Realmente a festa continuou sem qualquer manifestação contrária por parte dos governantes, que inclusive forneceram apoio policial para a festa, afinal nesta cidade não há crime, os policiais não têm mais nada para fazer, estamos em Genéve, na Suíça. Mesmo com a premeditação de uma irregularidade foram incapazes de tomar uma providência. Isso é inacreditável! Veja o sofrimento dos vizinhos no vídeo feito pela UOL, clicando aqui.

Enquanto isso sou saudado pelos alto-falantes da escola que, ao som de “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, dedicam o título a minha pessoa. Obrigado Sr. Thobias! Não é para tanto, sou apenas parte integrante de um processo. Um paulistano que como tantos outros trabalham para que a cidade que nunca pára realmente não parar. Hoje em minha resposta sobre o desfile vitorioso da escola ao portal globo.com (veja aqui) o Sr. Thobias se manifestou da seguinte maneira sobre as reclamações dos vizinhos: “É uma falta de envolvimento das pessoas desta cidade com o carnaval e com o samba. São Paulo precisa deixar de ser uma cidade neurótica. O paulistano tem que ser menos estressado”.

Confesso que esse sujeito sempre me deixa sem palavras, primeiro me manda um e-mail intimidador com ameaças, depois diz que aprecia minha coragem, depois sou acusado por ele de crime contra a honra e racismo, agora me agradece! O sujeito difícil! Não esqueço do dia que tentou me subornar para que eu me silenciasse.

Para resumir a questão, o errado sou eu! É isso aí, você leu corretamente, o ERRADO SOU EU!

A Vai-vai e a prefeitura de São Paulo me fizeram enxergar meu erro, eu aqui pensando que o cumprimento das leis seria necessário para uma sociedade mais justa enquanto o secretário municipal da assistência e desenvolvimento social (SMADS), Floriano Pesaro, desfilava pela escola, praticamente aprovando as irregularidades que denunciei, imagino que o problema das crianças de rua já esteja solucionado ou, pelo menos, deveria. Seria isso uma primeira movimentação rumo às eleições para vereador? O tempo dirá! Se o mesmo sair candidato serei oposição a sua eleição, mas não estará sozinho, o atual vereador Celso Jatene também defende a escola.

Segundo a Folha de São Paulo, o secretário Floriano Pesaro pediu ao sub-prefeito da Sé que segurasse a fiscalização até as 22 horas.

O fato é que, há muito anos os vizinhos da agremiação sofrem com seus ensaios de forma silenciosa, parece até um trocadilho, mas não é. Todo e qualquer vizinho que contrarie a posição da escola em fazer eventos é respondido com ameaças, sou testemunha disso.

Todo esse imbróglio me fez perceber que, na cidade de São Paulo, a lei é aplicada de forma diferenciada, de acordo com interesses que não tenho ciência, apenas imagino.

O presidente da escola está certo, eu ajo por pura inveja, eu também queria a mesma mamata que a escola tem. Quero ganhar área da prefeitura, não pagar IPTU, não pagar impostos, mandar fechar duas ruas para que eu possa arrecadar uns trocados com a cobrança de ingresso, vender alimentos e bebidas sem que ninguém me fiscalize, fazer barulho sem ter problema com o PSIU (ameaçar os agentes de vez em quando), ameaçar meus vizinhos sem que nada aconteça comigo, impedir que moradores cheguem em casa com segurança e, é claro, quero o mesmo que muitos outros, quero infringir a lei de zoneamento da cidade. Tudo isso debaixo do nariz da promotoria pública…

Pela última vez quero deixar claro que não sou contra o Carnaval, o que não quero, como os outros vizinhos, é essa invasão em nossos lares.

Para variar alguns integrantes ou simpatizantes da escola virão com a ladainha de que a agremiação está há 77 anos no bairro… Quer dizer que se estivesse há 80 anos no bairro teria mais direito? Se for por essa lógica, sou anterior a Constituição Federal…

Vamos parar com essa conversa de cidade do samba, isso é história para boi dormir, não resolve o problema, o local não serve para realização de ensaios. Se a Vai-vai quisesse já teria construído um galpão com mais de R$ 2 milhões arrecadados por ano.

Parabéns Vai-vai, parabéns prefeitura de São Paulo! Vizinhos, meus pêsames!

Ah, se você também é contra descumprimento das leis, pode escrever para o Andrea Matarazzo – amatarazzo@prefeitura.sp.gov.br e para o prefeito Gilberto Kassab – gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

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Link para o vídeo denúncia

57 Responses to Alegria da Vai-vai, indiferença do poder público e tristeza dos moradores

  1. Norma disse:

    É por “coisihas” assim que o Sr. Kassab está entregando a Prefeitura para Dona Marta Suplicy. Seria muito difícil para um homem público entender que simpatizantes do Vai-Vai que também valorizam os desmandos são uma minoria, que não é capaz de eleger um prefeito?

  2. Olá Norma, tenho a impressão de que não é só o povão que está indo mal de matemática…

  3. isabel jorge cury disse:

    Concordo plenamente com tudo o que você escreve. Graças a Deus, não sou vizinha da Vai- Vai, sou mãe de ritmista de outra escola (que tem quadra com isolamento acústico, não incomoda ninguém), mas dou meu total apoio, mesmo que pequeno, mesmo que só por escrito.
    Isso tudo é uma parte do total descaso das autoridades por tudo que é de direito do cidadão que paga impostos, age dentro da lei, faz tudo certinho. E o exemplo vem de cima, do govern o federal, onde tudo é uma zona.

  4. Alvaro Vallim disse:

    Prezado Marcelo,
    Apesar de não morar em São Paulo e não conhecer de perto o seu dissabor com a questão do silêncio, gostaria de me solidarizar com você. Ao mesmo tempo, quero informar que os problemas com o não cumprimento da lei do silêncio não são exclusividade da “Paulicéia Desvairada”. Em Goiânia, cidade que morei por vários anos, e em Palmas, onde moro atualmente, os problemas são os mesmos, apesar de graus diferentes daí.
    Numa casa que morei em Goiânia acabei fazendo o uso da força, em dois sentidos e por duas vezes. Primeiro, usei da força da palavra para acabar com uma “festinha” que durava a noite inteira e que a filha de um vizinho fez com um som profissional de show, já que as paredes da minha casa estremeciam e nem polícia e muito menos agentes da Secretaria do Meio Ambiente local se dignaram a comparecer ao local. Depois, eu estava viajando pelo interior do estado e meus pais reclamaram do vizinho do outro lado passou o final de semana em festa total e total desrespeito. Desta feita, após o ocorrido, fiz valer o poder do órgão público para o qual eu prestava assessoria, a Agência Ambiental de Goiás e solicitei ao departamento de fiscalização que notificasse toda a vizinhança. Nunca mais tivemos uma festinha.
    Já aqui em Palmas, a indiferença é a mesma. Os fiscais não querem ser incomodados nos finais de semana e feriados, que é quando acontece o desrespeito à lei e às pessoas. Da mesma forma, a Polícia também não quer se envolver nestes casos. É por isso que arruaceiros fazem farras à vontade, seja com som alto em carros tocando em áreas residenciais e a altas horas da madrugada. Os mesmos arruaceiros fazem competições com seus carros com manobras perigosas, colocando em risco a vida das pessoas e perturbando a paz de várias vizinhanças.
    Uma das coisas que acabei fazendo foi mudar de casa, já que na última que morei tinha um boteco que invariavelmente reunia arruaceiros com som alto em carros e discussões o final de semana inteiro. Isso porque certa feita, num final de semana pela madrugada fui acordado com um som muito alto. Ao abrir o portão, verifiquei um carro com portas abertas e umas quatro ou cinco pessoas bebendo e “zoando”, visualmente já embriagadas. Liguei para o 190, já que aqui em Palmas as reclamações para estes tipos de ocorrência são comunicados através deste número. Fui informado pela atendente, uma policial militar, que não seria possível atender porque as equipes disponíveis se encontravam em operação conjunta com a Guarda Municipal em outra região da cidade.
    É lamentável que coisas assim ocorram e que tenhamos que nos mudar para poder usufruir dos nossos direitos como cidadãos. Mesmo que se mude Marcelo, continue a falar e a incomodar os que teimam em detonar os direitos da maioria. Use os meios que tem para reclamar seus direitos, neste caso, o blog. No seu caso, quem precisa se mudar é a escola de samba e não você.
    Um grande abraço e boa sorte.

    Alvaro Vallim
    Jornalista

  5. Jose Salim disse:

    Minha preocupação é com o crescimento desse caos nos país inteiro sem que nenhuma autoridade de qualquer ambito promova a correção dos abusos. E nossa integridade física está cada vez mais ameaçada. Que país terão meus netos e bisnetos?

  6. Alfredo Esteves Costa disse:

    Está certo. Quem trabalha neste país é trouxa.
    O legal é ser arruaceiro, trambiqueiro, sambista, drogado, isso sim é que é legal. O poder públicio apoia tudo isso, então pra que trabalhar?
    Aproveitando, já é que é pra avacalhar, não precisamos mais pagar imposto, a Prefeitura, o poder público e os arruaceiros que se virem.

  7. luiz claudio disse:

    Belíssimo texto!!!´
    É preciso que essas “autoridades” entendam que São Paulo, apesar de tudo, não é o Rio de Janeiro. Ainda…

  8. Mauricio Miranda disse:

    Meu caro,

    Estava assistindo a mesma transmissão ao vivo que você aqui relatou. Mas diferente de ti, fiquei com uma vontade enorme de me mudar naquele instante para a Bela Vista ou arredores. Acho formidável que as pessoas se manifestem na rua, aos olhos e ouvidos de todos. Sei que o samba não agrada a maioria, também não me agrada, mas gosto de gente, de povo, de manifestação. As pessoas precisam ser felizes, sorrir e, porque não, brincar. E o barulho é conseqüência. Paciência. Nós, paulistanos, trabalhamos muito, acordamos cedo e seguimos uma rotina insana de trabalho. Para quê? Para ganhar dinheiro e pagar as contas. Quem disse que esse é o melhor caminho? Precisamos relaxar um pouco, ser mais descontraídos e quem sabe mais respeitosos com a cultura popular. Você aponta grandes descasos da prefeitura, como jovens na rua. Por que não aproveita que há uma relação com a Vai-vai e propõe um projeto para trazer essas crianças para escola de samba, ensinar um ofício a elas e, quem sabe, você não pode ensinar sobre cidadania, afinal entende bem de leis e rigores sociais. Seria bárbaro. Lógico que não reduziria o barulho da bateria, mas você deixaria de ser apenas um reclamão e estaria acrescentando algo a sociedade que tanto se mostra apegado. Tente interagir e descobrir o que pode ganhar com a proximidade de uma Escola de Samba. Não veja as coisas apenas pelo lado ruim ou pelo que incomoda. Tire proveito, você, com certeza, estará ganhando muito com isso. Caso contrário, mude-se. Há lugares tranqüilos como o meu bairro, Butantã. Mas mesmo por aqui há vizinhos que vez ou outra fazem reformas no começo da manhã de um feriado, ligam o som alto do carro, aceleram motos, etc. A gente se estressa, mas depois dá risada da própria raiva e segue a vida, porque há tantas coisas melhores para se pensar e se fazer na cidade do que ficar entalado em casa reclamando. Por fim, acredite: quem vê sempre o lado ruim, jamais está satisfeito. Relaxe, carpe diem.

    Abraço,

    Mauricio

  9. WILSON ELIAS ALMEIDA disse:

    Sr. Prefeito Kassab e Secretário Andrea Matarazzo: o problema é grave! Em suas mãos!
    Nos seus lugares, daria total atenção. Não sou vizinho da escola, mas sei o quanto é grave. Um dia, passando por lá em um táxi, tivemos que ficar mais de meia hora abaixados (eu e o condutor, dentro do táxi). MOTIVO: um tiroteio, a rua totalmente congestionada de pessoas, correria e sem lugar para escapar! É muito grave. Passo a fazer corro e ser solidário com estas queixas. Se queremos uma cidade melhor devemos fazer cumprir as leis.
    Vá ver se o Monte Líbano, a Hebraica, o Paulistano… que também são agremiações, promovem estas arruaças nas ruas. Devemos nos espelhar nos melhores, e não nos piores, como o “Nação Tan-Tan”, em Itaquera e outros similares. LEIAM todo O TEXTO ABAIXO e concluam: por que a diferença de tratamento?
    Repasso este e-mail à minha excelente rede de amigos na WEB, com o pedido de repassar ao maior número de pessoas possível, junto com o pedido de voto nos adversários de quem apoiar esta ilegalidade. Eu era pró-Kassab e sou contra a Marta, mas este episódio está me fazendo rever.
    Um grande abraço e votos de sucesso… Não “amarelem”!
    WILSON

  10. Marco Antonio disse:

    Será que isso nunca vai mudar? Vai sim, é so o povo começar a não pagar as mordomias dos nossos governantes. Nos Paulistanos e Brasileiros ja estamos canssados de sustentar essa gente do poder publico. Ve se eles querem, aposentadoria aos 35 anos, ve se eles querem bater cartão de ponto igual a um trabalhador onesto, e ainda tem ajuda de custo, cartão especial para gastar com o dinheiro do povo. Isso é MUITO REVOLTANTE. Agente que sustenta esse pais não temos o direito de ter as MORDOMIAS QUE ELES DO PODER TEM. Resumindo é TUDO FARINHA DO MESMO SACO. ENTRA UM SAI OUTRO. Eles não tem um pingo de vergonha.

  11. Dgeison Serrão Peixoto disse:

    Tens toda a razão!!! É um grande problema, não só na “avenida paulistana”, ma também, em outros territórios, não conheço Salvador, mas pelas imagens televisivas, coitados dos vizinhos…. Em Brasília, é bom não ter carnaval “que preste”, pois assim, não há escola que incomode com seu batuques, nem ameaças, e nem ligações para a “polícia”. Quando surgem casos, é isolado, sem grandes proporções. Não só a pesoa pública perdeu o interesse em defesa dos pagantes de impostos, mas a própria pessoa perdeu o respeito pelo outro.

  12. Maiume Takeuti disse:

    Sou solidária ao autor do texto porque até meus 21 anos morei na Praça 14 Bis, exatamente em frente a quadra da Vai Vai. E posso afirmar o qto isso era perturbador. Dia de ensaio era impossível assistir a uma tv. Sair nestes dias? Tinha medo. Por diversas vezes vi correria na quadra, motivo? tiros ou confusões. Pior quando em fase de vestibular e tinha q estudar, mais q nos outros anos, era difícil de se concentrar. Depois de me mudar de lá, estranhei o silêncio. Hoje, após 9 anos, não posso me imaginar morando num lugar barulhento, claro q o barulho nao era proveniente somente dos dias de ensaio, a 9 de julho é barulhenta.
    Se desde q me conheço por gente, nunca vi solução…. Não quero ser pessimista. Por diversas vezes ouvi dizer q a escola teria sua própria quadra, mas até agora nada. Os interesses sao muitos. Como tudo nesta cidade, muitos interesses, as pessoas cada vez mais individualistas e poucas soluções. Mas não vou deixar de fazer minha parte, pois tenho parentes q ainda moram lá, enviarei meu protesto para os emails acima.

  13. Caro Maurício Miranda, que bom que você gostou da festa, assim já tenho pelo menos um comprador para meu apartamento. Quanto a me integrar com a Vai-vai, tenho uma visão muito clara, o faria sem problema algum, desde que a escola estivesse em acordo com a lei, pois para mim, quem abriga o infrator ou se omite, faz parte da infração.

  14. Muito obrigado Maiume, pode ser que alguém resolva tomar decisões duras mesmo que em detrimento de interesses eleitorais.

  15. Laurindo disse:

    Essa turma só sabe reclamar! O mundo precisa de alegria, e carnaval é alegria. Olhem para a vida de vocês e tentem descobrir o motivo para tanto ódio. Vejam se a raiz do mal não está por aí mesmo, dentro de vocês. E depois, não precisam agradecer-me. Dêem um pulo até à Vai-Vaie soltem a franga. O mundo agradece.

  16. Laurindo, a vizinhança gostaria de ter alegria, pena que a escola não deixa. Não confunda liberdade com libertinagem. A raiz do mal está mesmo dentro de nós, como falei, o errado sou eu!

  17. Marcos L. Souza disse:

    Caro Marcelo,

    Fiquei estarrecido com a truculência do sr, Thobias e de outros membros da diretoria da escola de samba Vai-Vai, exposta nas declarações dadas aos meios de comunicação. O o cinismo foi maior quando madaram abraços para os que ainda acreditam ingenuamente no cumprimento da lei, como o senhor e eu.
    Essa gente, como “azelites” , se apossa do espaço público e o privatizam sem o menor constrangimento. Tenho viajado com frequencia pelo inteiror do Estado de São Paulo e essa prática é generalizada, na maioria das ciadades que tenho passado. Aqui, isto é, no simpático bairro do Bixiga a “Escola” se apossou do espaço público, submeteu a estética musical do seus vizinhos e encurralou o poder público. Tudo isso transmutado no discurso da manifestação cultural autentica. Tire os subsídios, cumpra-se a lei e aí, conheceremos os verdadeiros baluartes da cultura afro-brasileira. Aliás, esse senhor Thobias, ao afirmar na rádio que os negros não pediram para vir para o Brasil e que chegaram primeiro às margens do corrégo da Saracura, da uma demonstração inequívoca da profundidade de sua compreensão da história do Brasil. Tem a profundidade de um pires.

  18. Olá Marcos, é exatamente isso que venho denunciando. Primeiro segue-se a lei e depois discute-se. Por favor não esqueça de mandar seu e-mail para o prefeito!

    Grande abraço,

    Obs. o meu abraço não é irônico.

  19. Carlos disse:

    Tem gente que acha que só se deve ver o “lado bom” desse tipo de coisa. Para que se estressar. Vamos nos alegrar com a falta de sossego, de segurança, de paz. Não vamos atrapalhar aqueles que se divertem fazendo barulho, roubando, matando, jogando lixo nas ruas, desrespeitando as leis. E o que falar de nossos “administradores” públicos??…Se democracia é isso, já estou achando melhor uma ditadura……(A que ponto cheguei, depois de lutar tanto por liberdade, achando que viveríamos melhor e mais tranquilos tendo democracia).
    Onde estão dos direitos do cidadão decente, trabalhador, respeitador das leis, preocupado com o respeito entre os seres humanos??? Para que servem as leis??? As mesmas devem ser aplicadas de acordo com o momento, a circunstância, a pessoa, ou servem para todos, independente de quem seja????

  20. jemarmol disse:

    Olá. Não é somente neste fato que as coisas estão invertidas, ou seja, valores invertidos, o errado está certo e o certo está errado. MAs as maiores aberrações deste país começa no Palácio do Governo Federal, depois vai até os chamados Três Poderes, Congresso Nacional, Senado e STF, momentos em que o trabalhador vê o seu suado dinheiro indo pelo esgoto da corrupção e para ganhar uns míseros reais sofre e não tem recompensa. O que fazer? Precisamos de pessoas sérias, responsáveis, que tem medo de fazer coisas erradas, de fazer algo real em favor do povo e pelo seu país, e não apenas em promessas. Onde estão estas pessoas? O Brasil está um caso sério, muitos já estão perdendo a esperança neste país. Vamos mudar isso, novas eleições estão chegando NÃO VOTEM MAIS NOS CORRUPTOS, MUDEM TODOS, OU ANULEM AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES COM O SEU VOTO DE PROTESTO.

  21. Vera disse:

    Sou moradora da Bela Vista e sei de toda a tradição da escola de samba Vai Vai,e acho mto importante toda essa cultura carnavalesca,porém tbm discordo do fato de uma escola dessa grandeza, a escola q tem mais títulos,não possuir uma quadra e acomodar-se com essa situação fechando uma via pública e cobrando ingressos,acho errado e ilegal, mtas pessoas moradoras da Bela vista q gostam da escola e querem prestigia-la,tem q pagar esse valor ,ao meu ver abusivo pois no ult ensaio antes do desfile o ingresso para adentrar na via pública custava 10,00 reais,pasmem!,enfim sou admiradora da Vai vai,acho q ela tem sua importancia dentro da cultura paulistana,mas precisa se organizar,ter uma quadra e poder oferecer melhores instalações para seus admiradores e frequentadores.

  22. Fátima disse:

    Sr. Marcelo,

    Parabéns ao texto de Maurício Miranda, a Escola de Samba Vai-Vai realiza além dos ensaios que o senhor tanto reclama projetos sociais, porque o senhor não toma como exemplo essa iniciativa e faça alguma coisa em prol da cidade.

    Só ficar na frente ao computador reclamando, reclamando, reclamando, não irá resolver os problemas das crianças abandonadas, nem tampouco da violência, aliás nosso enredo desse ano é justamente, que só com educação irá transformar o país num lugar melhor.

    ACORDA SR. MARCELO !!!!!

  23. Sra. Fátima, a senhora está equivocada ao afirmar que não tomo iniciativa e fico só reclamando, pois participo de vários projetos sociais. A diferença é que não preciso sair com eles pendurados na minha cabeça para justificar os erros que cometo.

    Se só com a educação esse país irá melhorar, vocês admiradores da escola poderiam começar dando exemplo!

    Para acordar, eu preciso dormir!

  24. Rita Barros disse:

    Parabenizo pelo texto correto e maravilhoso que descreve bem a situacão de nosso país, onde as leis não são cumpridas. Sou advogada e a cada dia, me entristeco mais com a falta de responsabilidade em todos os sentidos e, principalmente, com o descaso com os outros.
    Festejar é muito bom, com certeza e melhor ainda quando não incomoda o próximo.
    Em Recife, temos os mesmos problemas, mas depois de muita luta, na Avenida Boa Viagem, onde passavam os trios elétricos, os moradores venceram e hoje, estão tranquilos tanto no carnaval quanto na semana pré-carnavalesca.
    Desejo, sinceramente, que saiam vitoriosos dessa luta.

  25. Laurindo disse:

    Minha gente, amemo-nos uns aos outros, já dizia um sábio 2000 anos atrás. Dona Rita, já dancei muita ciranda aí em Boa Viagem, na pracinha ao lado do hotel. A senhora teria coragem de acabar com a ciranda? Pegue um avião, venha pra cá, abrace o seu Marcelo e vamos todos festejar. Beijo a todos!

  26. Renata disse:

    Liberdade e respeito caminham juntos e são inseparáveis. A minha liberdade termina antes de ultrapassar o limite para o desrespeito. Vamos rir sim! Vamos ser felizes sim! Vamos nos divertir sim! Quer sambar? Pois, então que sambe! Quer dançar o Lago do Cisne? Pois que dance! Mas faça isso dentro dos limites, das regras sociais, das leis e da política da boa vizinhança.
    Acredito que todo o estresse poderia ser resolvido com a preparação de um local adequado, com isolamento acústico, seguro e controlado ($$$$$). E não precisa abrir mão da tradição e muito menos deixar o bairro. É só adequadar as condições para que ninguém se sinta prejudicado. Respeitar o espaço do outro é que é educação, cidadania e civilidade.
    E boas noites de sono são fundamentais para o bom humor.
    Vamos deixar de lado essa animosidade toda! Mas é preciso que cada um faça a sua parte!

    Muita paz e alegria para todos!
    PS.: Marcelo, se o Maurício, do Butantã, tentar desvalorizar seu imóvel e pedir desconto, não aceite!

  27. ANA disse:

    SOU VAI VAI, TENHO 32 ANOS E DESDE QUE ME CONHEÇO POR GENTE A VAI VAI EXISTE HA 80 ANOS, NAO QUERO SER PRECONCEITUOSA , MAS VOU ACABAR SENDO, A VAI VAI NAO TEM CULPA SE ESSA MIGRAÇÃO QUE VEM DO NORTE E NORDESTE, NAO GOSTA DE SAMBA E NEM DE NEGROS, SO DE FORRO, PORTANTO QDO VOCES PENSARAM EM SAIR DO NORDESTE DA SECA, A VAI VAI JA FAZIA SAMBA NO MESMO LUGAR.PORTANTO OS ENCOMODADS QUE SE MUDEM…VLTEM PARA O NORTE DE ONDE NUNCA DEVERIUAM TER SAIDO

  28. Tem alguns comentários que tomo a liberdade de moderar, afinal este é o meu espaço…Mas esse último da ANA eu não poderia deixar passar! Agora a culpa da Vai-vai não respeitar os vizinhos é… dos vizinhos! Claro!

    Se ao invés de escola de samba, fosse de forró, rock ou música clássica eu reclamaria da mesma forma. Não sei a quem esse pessoa endereçou seu preconceito, sou paulistano, mas isso não quer dizer que sou obrigado a compartilhar de sua preferência musical!

  29. Renata disse:

    Tenho 38 anos; sou paulistana. Não gosto de samba. Nem de forró. Nem de funk. E a minha preferência musical não está relacionada a cor, credo ou raça. Afinal gosto dos negros do blues! Educação e respeito também não deveriam fazer distinção entre cor, credo ou raça.
    Estou cada vez mais indignada! Afinal, quem está sendo preconceituoso?

  30. Maria Elisa Cappellano disse:

    Preconceito não tem a cara de São Paulo.
    Eu sou brasileira e italiana, minha mãe nasceu no interior de São Paulo e meu avô materno era do Nordeste e meu pai italiano nascido na Italia.
    Defendo a educação como meio de ajudar o próximo, a cidadania e bom convívio.
    Dar vazão a palavras preconceituosas e manter este conversa nestes termos, não vai nos levar a nenhuma solução. Acredito que a solução está na tolerância e a pró-atividade dos que tem mais capacidade e visão dentro da nossa sociedade.
    Nós somos os que têm a responsabilidade de ensinar a cidade a ser mais humana e mais digna de seus moradores.
    Venham eles de onde vierem. Aqui tem gente de TODO canto do mundo, cantos que muita gente nunca ouviu falar, é uma mistura maravilhosa e isto sempre deu certo. Fez esta cidade ser o que é, um caldeirão cultural, rico, produtivo, potente e humano.

  31. Henderson disse:

    Eu não acredito que em pleno século XXI eu li um comentário como aquele da Ana. Me digam, por favor, que eu não o li.

  32. Valdir disse:

    Queria entender o que a Sra Ana quis dizer. Desde quando ser nordestino ou nortista impede alguém de reclamar pelos seus direitos e desde quando gostar de carnaval é sinonimo para que as leis não sejam seguidas?

    Lembro quando fui para a Bahia e na praia um vendedor de redes insistia, eu diria que queria me obrigar, que eu devia comprar uma rede. Quando me cansei de dizer educadamente não e virei a cara, fui chamado de paulista estressado. Ou seja, querer descansar, sem ser incomodado é ser estressado, do mesmo jeito que falaram alguns posts acima. Duvido que algum destes more perto a uma escola de samba, no máximo vão curtir uma baladinha por lá e acham que está tudo bem, que não estão incomodando ninguém.

    Já morei próximo a escola de samba – a Colorados do Brás – e nos meses próximos ao carnaval era um inferno. Como trabalhar direito se a noite foi mal dormida? O mal humor aparece por isso, não por causa de gostar ou não de samba.

    Mas parece que respeitar a lei e respeitar o direito da maioria dos moradores da região não vale a pena, afinal, a eleição está aí né?

  33. joserubens disse:

    caros,

    é lamentável a forma que esse tal de thobias afronta o poder público e as leis.
    ele é o exemplo de que “quem não cumpre as leis sempre se dá bem”…
    http://www.tucanojovem.wordpress.com

  34. José Luiz disse:

    Sou morador de Manaus,Am, e quero dizer que voces não estão sozinhos nesta onda de perturbação da ordem publica por poluição sonora,aqui, alem de toda esta bagunça, desde 1984, eramos alvos da proliferação de igrejas “evangelicas” com seus cultos diarios e “vigilias” (para correr a sacolinha), apoiados pelo ex-governador Amazonino Mendes (3 vezes governador e 2 vezes prefeito), e o atual ministro dos transportes Alfredo Nascimento (2 vezes predeito), em troca dos votos das “ovelhas” transformaram esta cidade em Babel, aqui chegamos ao ponto de desacreditarem os concursos publicos, pois só assumiam as vagas membros das citadas igrejas, e até para varrer rua, ter taxi ou ser motorista de onibus tinha que ser “de Deus” as empresas equipavam onibus com radios sintonizados nas radios dos “Fieis” estouravam nossos ouvidos, carros de som percorriam as ruas anunciando cultos e “milagres” o atual prefeito, Serafim Correia deu um “basta” na situação e, exigiu isolamento acustico nas “igrejas”, o atual governador criou “barracões” para as escolas de samba proximos ao Estadio de futebol, mas os “irmãos” já se articularam e varios cargos na administração estadual foram entregues a membros da Assembleia de Deus , até o comando da policia militar foi entregue a um coronel pastor, com a clara finalidade de garantir os votos da corporação para o candidato a prefeito, pastor Silas Camara Dep. Federal, alem da poluição sonora temos que pagar a eletricidade que os pregadores “surrupiam” em varios pontos da cidade para ligar seus aparelhos durante as pregações inclusive nos terminais de onibus, ah e aqui a moda é cometer delitos depois converter-se a Jesus, ser perdoado pela justiça (assim mesmo com letra minuscula), pegar um megafone e infernizar a vida de quem paga impostos. e com PTB e PSC exigindo cargos no governo, esta “babel” vai tornar-se nacional em poucos anos, só mudando para a Lua, lá ainda tem silencio.

  35. maria amélia disse:

    e essa história do secretário da assistência desfilar na escola???
    conivência???
    enquanto uns trabalham pelas leis outros trabalham apenas pautados em seus interesses pessoais…
    depois quero que o blog passe o número desse tal floriano pesaro caso ele saia candidato…pois eu NÃO VOTAREI
    amélia

  36. maria aparecida disse:

    Gostaria muito que o barulho que me incomoda de dormir fosse o da vai- vai comemorando título. Não estaria com certeza com este ar de zumbi. Moro em um bairro carente da zona norte e sou obrigada a conviver com retardados mentais que \ápós consumo de alcool e etc… ficam com ás traseiras de seus carrrros viradas para minha janela, apostando quem mais tem o som potente. Isso não apenas nos finais de semana, mas qualquer dia da semana, digo noite e madrugada porque o maldito som ( se é que aquele lixo que ouvem pode ser considerado som)começa por volta das 21 horas e vai até 3 horas da madrugada. Polícia? Passa, vê aquela cambada de desocupados “dançando” descamisados e não “enxergam ” nada de errado, pois sequer se dao ao trababalho de parar e pedir que desliguem o som. Azar o meu que fico à beira de um ataque de nervos, sem conseguir dormir tendo que levantar – me as 5 horas da manhã para trabalhar!

  37. Marinês do Brasil disse:

    EDUCAÇÃO, RESPEITO E SOLIDARIEDADE (verdadeira) – é só o que falta para este país!
    Nada de ter que haver polícia, fiscalização, governos… deve partir do cidadão, do sentimento de não fazer ao próximo o que não querem para si mesmo, hoje como jovens e amanhã como adultos.
    Falta-nos bom-senso. Falta-nos moral e cívica na escola!
    Carnaval é só uma amostra…
    Brasilia é outra…
    O mal de um país, não é o governo apenas, as leis e a órdem, mas o povo que nele reside.

  38. elon f nascimento disse:

    colocaram um louco na prefeitura e ele dx um pirado que so quer saber da eleiçao pra continuar no poder pois ele nao foi eleito pelo povo ganhou um cargo de mao beijada é isso que dar qndo nós dexamos entrar em nossas vidas pessoas como kassab etc…eles nem si quer si preocupa com o povo e sim com aqueles que eles acha que vao dar votos para eles..pois assim seu tobias eu dx vcs numa boa agora queremos que vc pedi pra esse monte de gente sem educaçao que queremos o voto deles ok…e desespeito continua viva o descomprimentos das leis e viva o carnaval!

  39. Maria Elisa Cappellano disse:

    Marinês,

    é isso mesmo! É muito fácil reclamar! Precisamos PRATICAR a cidadania para que ela prevaleça em todas as esferas, bairros e casas.
    E ao contrário do que falaram acima, eu moro na Vila Olimpia, um local conhecido por grandes engarrafamento de jovens até altas horas da madrugada. Outro dia saí de casa as 10h00 pq queria alugar um vídeo, demorei 50 minutos para voltar por causa das ruas cheias de jovens, com seus carros parados, bebendo no meio da rua, garrafas de 2litros de refrigerante misturados com vodka, pinga e o que mais tivesse para beber.
    Colocar a culpa na prefeitura? É muita ingênuidade acharmos que a prefeitura, a sub-prefeitura ou alguém do governo tem responsabilidade sobre o que faz o individuo. Se fizerem assim, são tachados de Nazistas.
    Reclamar, não acho nada pró-ativo, e é o caminho mais fácil.
    Agora, tomar a iniciativa de educar seus filhos em casa, com relação ao respeito ao próximo é muito mais dificil, demorado…. Eu tenho dois filhos adolescentes e sempre digo e repito que eles não se devem achar os donos da rua, que tanto homem quanto uma mulher bebada no meio da rua é deploravel. Que gritar enquanto os avós dormem, é falta de educação.
    Educação começa em casa, e se a gente quer melhorar o mundo, que comecemos no nosso próprio quintal.
    Não reclamo de quem não tem educação e civilidade, tenho apenas pena, porque eles não tiveram a mesma chance que eu e meus filhos, de serem melhor.
    É dificil dizer isto, mas repetindo o que a Marinês bem disse, O mal de um país está no povo que nele reside.

  40. Gabi!! disse:

    Eu já sabia !! Claro após o carnaval tudo é esquecido enquanto a elite do brasil gasta a grana arrecadada depois de tantas plumas e paetes é ridiculo! Kassab está aonde está por mera jogatina de seu partido que deseja a cidade de São Paulo toda para ele. Se ao menos fizessem algo pela populaçao ja bastava mais ficar trocando calçada é um absurdo ops mais um né !!!

    Caros se possivel visitem meu blog é novo mais esta cheio de ideias para serem discutidas.

    http://WWW.VERDADESOUTOLICES.WEBLOGGER.COM.BR

  41. ana disse:

    volto a dizer vai vai existe ha 80 anos, e esses peoes, mudaram para ca menos de 30, voltem para a seca

  42. flávia d. disse:

    moro por lá também e a vai-vai nunca me incomodou. uma pena que do terraço 14 bis e do ki-bexiga, bailes risca-faca que têm barulho, música alta e brigas de segunda à segunda até 6 da manhã, ninguém reclame com a mesma contundência.

  43. flávia, se lhe incomoda, reclame. Não é porque a vai-vai me incomoda que tenho que reclamar de tudo!

  44. joserubens disse:

    flávia,

    de duas uma: ou vc precisa comprar cotonete ou sua audição não vai lá muito bem.

    reclame tb!

  45. George disse:

    Bom , eu tambem moro no mesmo bairro e já faz bastante tempo, mas posso dizer que
    tem muita mais coisa q me encomoda do que a escola O VÁI -VÁI !
    NÃO concordo com a sua opinião ,mas a respeito .
    Agora se os Brasileiros tivesse um pouquinho mais de CULTURA … eram pra fazer uma baixo asinado pedindo pra q o SAMBA enrredo do VÁI-VÁI ! ACORDA BRASIL …fosse ensinado nas escolas ou até mesmo tema de redação pra vestibular ….é uma pena q só toque no CARNAVAL …. sou VÁI-VÁI ! HOJE AMANHÃ E SEMPRE !!!!!!

  46. Cidinha disse:

    Caro Marcelo:

    Já vi que entende muito de lei e rigores, mas pelo visto entende pouco de gente. Acho que faria muito bem a você tentar se misturar com essa gente alegre e lutadora que apesar de todos os dissabores ainda teimam em ter pelo menos alguns dias de felicidade. Talvez isso incomode a pessoas como você que pelo visto aprecia pouco as manifestações populares e as comoções humanas. Preferem ficar no alto de sua torre de marfim vociferando contra tudo raivosamente. Deveria usar todo esse vernáculo para denunciar desmandos muito mais graves das altas autoridades públicas, mas falar contra os menos favorecidos é muito mais fácil…. e seguro… não é mesmo.
    No mais quero dizer que também seria candidata a comprar seu imóvel, pois ao contrário de ti gosto de gente, de festas e não me agrada a idéia de viver numa bolha.
    Abraços
    Aparecida Lamas

  47. Neusa disse:

    O grande mal do nosso povo ou pelo menos, de alguns, é pensar igual a Da.ANA. É verdade que a Vai-Vai existe há mais de 80 anos, no mesmo lugar e com o mesmo espaço físico. Possivelmente naquela época, este espaço acomodasse todos seus frequentadores mas, ela (ANA) não está pecebendo que pelo menos uma dezena de presidentes já passaram pela citada escola e “talvez” sairam bem melhor do que entraram e em total desrespeito a seus admiradores, nada fizeram. Nunca pensaram em uma Quadra confortável para no futuro terem alguma defesa. A Sra. se sente respeitada dançando na rua? Se sente bem, pagando, se quiser dançar (a rua é pública) mas tem de ser respeitada eu pago meus impostos, sempre sujeita a intempérie (estragando a sua chapinha) e ainda defendendo alguns que NÃO pensam em sua “COMUNIDADE”. Eu sou vizinha da ESCOLA, me sinto prejudicada, mas estou no conforto do meu lar e voce se quiser banheiro tem de ser no URINÓDROMO, isto é, na rua mesmo. Voces estão sendo enganados e não percebem.
    Onde será que é empregado o dinheiro recebido pela tal Escola ? Lá tudo é pago, paga-se até para “respirar”. Será que aguentaria a uma análise financeira aprofundada?
    Esta alegação de 80 anos já se esgotou!
    OITENTA ANOS e ainda não acomodaram seus ASSOCIADOS e SIMPATIZANTES?
    Que pena!
    RACISTA são eles que acham que sambista não merece conforto!

  48. Vicente disse:

    Ninguém merece tamanho descaso… quando vi pela Globo Vai-Vai campeã do carnaval já sabia que a noite seria um barulho só. Tenho certeza que o srº Marcelo não é o único vizinho a ser incomodado e com certeza há muitos outros. Vi com tristeza os centenas de vizinhos atônitos em seus apartamentos, por volta da 04:00 da manhã do dia 06/02, tentando descansar e o samba rolando solto. O mesmo aconteceu esta sexta (08/02) e ninguém faz nada. Para contribuir com o descaso ainda tem os bares aberto, com sambão e tudo normal…. Nínguém é obrigado a ouvir MBP, Clássico, música eletrônica, samba ou qualquer outro estilo de música no último volume e principalmente após às 22:00; leis existem e DEVEM SER CUMPRIDAS e PRONTO; quanto a isso não há acordo ou conversa. Mas como no Bixiga os donos do samba impõem a lei, só nos resta mudar poís protestar não dá mais. INFELIZMENTE!!! LAMENTÁVEL !!!

  49. Ericsson disse:

    Olá dna Aparecida Lamas.
    Nãos sou de São Paulo, nem conheço São Paulo. Mas conheço o desrespeito e a ignorância, que são iguais em qualquer lugar do mundo. E eu conheço gente e desconheço leis. Mas imaginemos a seguinte cena: Ao sair de casa, a sra encontra um rapaz pichando o muro de sua casa ou arranhando seu carro. O que a Sra faz? Chama a polícia? Parte para as vias de fato? Suponho que deixaria como está, pois, a despeito do desrespeito do rapaz, ele está somente externando suas angústias, por meio de uma manifestação artística pouco ortodoxa, não estou certo? Não sei se tem filhos, mas imaginemos outra situação: ao sair de casa, às 09h da manhã, com seu casal de filhos de 08 e 10 anos, ao seu portão, a sra encontra um casal nú, praticando sexo ruidosamente. Qual é a sua atitude? Imagino que, em uma situação dessas, a sra passa discretamente pelo casal, para não atrapalhar sua cópula, haja vista a demonstração explícita de seu amor e afeto, demonstrados na espontaneidade do ato. Exagerei nos exemplos? Se sim ou não, não importa. Leis existem para regular as relações entre as pessoas e devem sim ser respeitadas. Manifestações populares têm hora e lugar para ocorrer. E, ainda assim, desde que não vão de encontro a ordem legalmente instituída e aos direitos de outrem. Poderia fazer uma exceção caso essas mesmas pessoas tivessem se mobilizado com tanto furor e veemência no caso da absolvição de anões do orçamento e mensaleiros. Nessa hora, onde estavam? E quando o Kassab agrediu um trabalhador desempregado? Onde estavam?
    Pobres coitados, menos favorecidos? Desculpe-me, mas esse discurso não cola mais. Como essas conseguem arrecadar milhões para escola de samba e ainda assim viver na penúria? Isso não é felicidade. Nunca foi. Isso é alienação pública. E já que a sra é tão afeta assim a gente, faça o que deve ser feito: reúna um grupo dessas pessoas e ensine-lhes cidadania. Mostre como votar e cobrar o voto. Mostre como exigir aquilo que é de direito ao cidadão. É isso que o Marcelo está fazendo. Não está “ranhetando”. Está exigindo o cumprimento de seu direito.
    Esclarecendo mais uma coisa: gosto de samba e carnaval. Mas considero que, para haver festa, é necessário que haja motivo. Será que desrespeito, pobreza, exploração e ignorância são motivos para festa?

  50. Fernanda Abate disse:

    É um verdadeiro absurdo! Essa cidade está cada vez pior, como se não baatasse o barulho infernal, eles ainda desviaram o trânsito para que os “festeiros” pudessem comemorar sem interrupções de nenhuma espécie!!!
    Quem precisasse passar por ali teve que dar um volta enorme para conseguir chegar ao seu destino.
    É o país do caos!

  51. Cidinha disse:

    Caro Ericsson;

    O que o senhr praticou nas exacerbadas linhas que escreveu chama-se “exagero da polêmica”. É uma figua de retórica muito utilizada para disfarsar a falta de conteúdo. Tal expediente pode servir para calar alguns que acaso tenham a infelicidade de conviver com o senhor, mas comigo não funciona.
    Sobre aulas de cidadania já faço minha parte; dou aulas em um cursinho pré-vestibular gratuito para jovens carentes; já trabalhei em inúmeras escolas públicas com um projeto de cinema, sem receber nada por isso e ainda colocando recursos próprios, além de outras tantas coisas que podeira citar, já o senhor…. não sei se tem algo de coletivo feito do qual possa se gabar, além do criticismo arrogante, amargo e vazio.
    Sobre as mobilizações contra os anões do orçamento e coisas assim já estive inúmeras vezes em Brasília e nas ruas de minha cidade participando de mobilizações políticas.
    Um grande abraço “claro, respeitoso e dentro dos rigores da lei”
    Aparecida Lamas

  52. Alvaro Vallim disse:

    Depois de ler tantos comentários, não poderia deixar de me indignar outra vez. O comentário da “Senhora ANA” é simplesmente ridículo. Além dos graves erros mentais, ela agride a língua portuguesa de forma vil. Meu caro Marcelo Vitorino, continuo solidário ao seu, ao nosso, ao direito de todos pelo silêncio. Que as escolas de samba tenham seus locais de ensaios e que respeitem horários e vizinhos. Se querem fazer barulho no meio de uma vizinhança, que façam um galpão com isolamento acústico (se isso for possível). Um grande abraço.

  53. José Celestino disse:

    Senhorers,
    As vezes penso que Cazuza está vivo! Transformam o Pais inteiro num puteiro assim se ganha mas dinheiro.

  54. Monica disse:

    Ê viva o carnaval que só serve para o povo esquecer dos roubos desses malditos governos, ou seja, fazer uma lavagem cerebral na população. Vai Vai pro olho do…..

  55. Tobias disse:

    Os negros que não estão satisfeitos no Brasil podem mudar pra “mãe África”. Lá sim um negro e respeitado, é só ver o noticiário do dia-a-dia do Kenya e outros países governados por ditadores locais. Acho que o governo deveria lançar o “bolsa-passagem” e mandar os “cotistas” insatisfeitos de volta ao seus “berço de origem”, visto que não pediram pra vir ao Brasil… Vai a merda seu Thobias, dá vergonha ter a cor e o mesmo nome de um marginal igual a você! O samba está morto, o que sobrou foram os malandros…

  56. murilo lessi disse:

    Caros marcelo vitorino e maurício miranda;

    Penso que há algo que esclarecia o diálogo de vocês. Na verdade, a cultura do povo é essencial para legitimar a identidade e a razão de existir de uma nação e o maurício traz argumentos importantes para legitimar a identidade do paulistano trabalhador que precisa se divertir, porém o que o marcelo nos passa sobre a vai-vai é a questão da lei servir para uns e não para outros e, pior ainda, quando convém a outrem (entenda por outrem as autoridades). Maurício, o que talvez você não tenha considerado no seu raciocício é que “cultura do povo” é diferente de “cultura popular” e o carnaval é cultura popular (você mesmo fala isso), de forma que concordo que o povo tem mesmo de se divertir (como você diz), mas na questão do carnaval (e isso o marcelo coloca de forma clara) é diferente, pois o povo não está se divertindo, está sendo usado em sua manifestação na medida em que ela se torna popular (e não do povo) segundo interesses dos “donos” do carnaval. Trocando em miúdos: a rua é pública e, por isso, devia ser do povo, mas se torna popular na medida em que não é de ninguém e assim alguns fazem dela o que querem e, no caso, com a conivência das autoridades (por questões óbvias) que deveria garantir o direito de acesso e uso de todos… se é que me entende? E para finalizar digo “cogito ergo sun”…
    abraços
    murilo lessi

  57. agenciaonza disse:

    Muito bom!!!

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