Casal de torturadores fica sem dinheiro por ordem da justiça

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Empresária e marido estão impedidos de movimentar conta-bancária.
Polícia Civil concluiu inquérito e indiciou seis pessoas por tortura nesta quarta-feira.

A juíza da 10ª Vara do Trabalho de Goiânia, Maria das Graças Prado Fleury, autorizou, nesta quarta-feira (26), o bloqueio dos bens e da conta-bancária dos casal indiciado por tortura. As informações são do Ministério Público do Trabalho (MPT) do estado.

A medida liminar impede a movimentação de até R$ 120 mil das contas da empresária presa na segunda-feira (17), por manter uma menina de 12 anos acorrentada a uma escada, em um prédio da cidade. Na decisão, a magistrada declarou o bloqueio dos imóveis do casal em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade. Os cartórios destas cidades devem ser intimados.

Maria das Graças também pediu o embargo de possíveis veículos que estejam registrados no Detran de Goiás em nome do casal.

Indiciamento

Nesta quarta-feira (26), a Polícia Civil de Goiás protocolou Justiça o inquérito que investigou o caso de tortura de uma menina de 12 anos. O documento foi entregue com os objetos apreendidos pela polícia no dia do flagrante. Entre eles, alicates e fios que seriam usados para torturar a vítima.

A polícia indiciou seis pessoas. A empresária e a babá por tortura, manter em cácere privado e ainda forçar a menina a trabalhar em regime parecido com o de escravidão. Elas podem pegar até 32 anos de prisão.

O marido, um dos filhos e a mãe adotiva da empresária também foram indiciados e podem ter que responder na Justiça por crime de tortura. Neste caso a pena é de até 8 anos. Já a mãe biológica da menina foi indiciada por entrega ilegal da criança mediante promessa de pagamento.

Trabalho escravo

A promotora do trabalho Janilda Guimarães de Lima Collo, também instaurou inquérito civil para apurar o crime de trabalho escravo contra a empresária. O marido dela também é alvo da ação.

Janilda informou que o crime de trabalho escravo prevê crime de 1 a 8 anos de prisão, que pode ser ampliada em até 50% pelo agravante de a vítima ser criança ou adolescente. “É atribuição da Polícia Federal investigar esse tipo de crime.”

A promotora disse que o trabalho escravo ficou configurado no momento em que a menina fora encontrada pela polícia. “Naquele dia, a menina estava amarrada por não ter enxugado um banheiro rapidamente”, afirmou Janilda.

O delegado Raul Alexandre Marques de Souza, chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal, disse que já recebeu os documentos enviados pela promotora. “Vou deliberar sobre o caso amanhã (quarta-feira). Preciso conversar com representantes do Ministério Público Estadual, que está acompanhando o trabalho da Polícia Civil e com o Ministério Público Federal.”

Marques afirmou que vai esperar para saber se há impedimentos processuais. “Não posso instaurar um inquérito que pode ser conflitante com outro. É um caso muito peculiar e que precisa de um estudo preliminar”, disse o delegado da PF.

Investigação

A delegada Adriana Accorsi disse, nesta terça-feira (25), que vai indiciar seis pessoas envolvidas no caso de tortura de uma menina de 12 anos, em Goiânia. A criança foi encontrada amordaçada e acorrentada em um prédio da cidade, no dia 17 de março.

“A tortura era um acessório ao trabalho infantil escravizado. O que originava as agressões era o fato de a menina demorar ou se negar a exercer algum tipo de trabalho forçado”, disse Janilda ao G1.

Fonte: G1


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One Response to Casal de torturadores fica sem dinheiro por ordem da justiça

  1. claudia disse:

    penso que a justiça somente seria feita por completo com todas essas pessoas mais a mãe mais o pai no caso que ela iria a escola que os professores ta´mbém fossem indissiados porque não posso acreditar que eles não viram que a criança ia para a escola toda marcada nos braços e nas mãos no rosto talvez muitas vezes nem conseguia falar pois faltavan-lhe pedaços da limgua enfim todos que tivessem contato direto com essa criança deveriam ser processados por omissão por negligencia porque é praticamente impossivel as pessoas nao verem o sofrimento desse inocente a mãe deveria ser a primeira a ir pras cadeia pois via sua filha com frequencia via as marcas das torturas e nunca fez nada desgraçada tem que pagar.

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