Kassab lidera enquanto tucano Edson Aparecido quer caos em SP

O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, aparece na liderança em pesquisa do instituto DataKirsten, feita sob encomenda da Rádio Trianon, sobre a sucessão à prefeitura de São Paulo.
O levantamento, realizado entre 25 e 31 de março, ouviu 3.480 eleitores nos seus domicílios. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na pesquisa espontânea, quando nenhuma lista com candidatos é mostrada, 74,2% responderam que estão indecisos. Entre os que já fizeram sua escolha (20,1%), Kassab lidera com 40,7%. Marta tem, 28,8% e Alckmin, 20,7%.

De acordo com a pesquisa, no primeiro turno, Alckmin leva pequena vantagem sobre a petista Marta Suplicy. O tucano tem 28,3% dos votos contra 25,6% de Marta. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vem em terceiro, com 17,5%.

No segundo turno, Alckmin supera Marta (54% a 36,7%) e Kassab (53,8% a 30,3%).

A sondagem também retratou a disputa sem a presença do tucano. No primeiro turno, Marta ficaria com 29,5%, seguida por Kassab (26,9%) e Maluf (13,3%). Porém, no segundo turno, o prefeito bateria a petista por 45,1% a 41%.

O Blog do Noblat trouxe no fim de semana a última pesquisa do Ibope. Segundo a sondagem, Marta está com 31%. Alckmin, 23% e Kassab 14%.

Edson Aparecido é um dos maiores entusiastas da campanha pela candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin. Contrariando opiniões de lideranças importantes do partido cogitando inclusive gerar uma paralisação na cidade esvaziando os principais cargos da prefeitura atualmente ocupados por tucanos. Por considerar esta postura um desrespeito aos cidadãos o In Blog resolveu investigar o motivo de tamanha devoção do Deputado pelo médico de Pindamonhangaba. Veja a transcrição abaixo.

Fita envolve Alckmin em compra de voto.

Diálogo telefônico entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP) sugere um suposto esquema de compra de votos na Assembléia Legislativa de São Paulo, envolvendo diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O diálogo, gravado, ocorreu às vésperas da eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa do Estado, vencida por Rodrigo Garcia (PFL) em 15 de março deste ano. A gravação foi divulgada hoje (6) em matéria da repórter Laura Capriglione no jornal Folha de S.Paulo.

Na conversa, Tuma Jr. tenta conquistar o voto de Thomeu para Garcia, que disputava o posto com o deputado Edson Aparecido (PSDB) – o candidato de Alckmin. Thomeu, na gravação, descarta o voto em Garcia e afirma que votará em Aparecido, alegando que Alckmin lhe prometera ajuda.
Thomeu diz que suas “seis firmas” estão “em situação muito difícil”; que está vendendo “umas terras pra CDHU”, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, governo estadual, vinculada à Secretaria da Habitação; que não pode “cuspir no prato” em que come; e que o governador em pessoa, e não um intermediário, prometeu-lhe ajuda (leia abaixo trechos da conversa gravada).
Questionado sobre a conversa, Thomeu confirmou-a e lembrou-se de frases inteiras. Disse, contudo, que estava apenas tentando se livrar do assédio dos aliados de Rodrigo Garcia, como o deputado Tuma Jr.
O deputado Tuma Jr. recusou-se a comentar o conteúdo da gravação. Eleito em maio corregedor parlamentar na Assembléia, Tuma Jr. disse que só falaria sobre o assunto depois da publicação da reportagem. E encerrou a conversa: “Não esqueça de dizer que nessa história toda eu fui vítima. Eu fui o grampeado.”

CPIs na gaveta
No dia 15 de março, como antecipava a conversa entre os dois deputados, Thomeu votou em Edson Aparecido. Tuma Jr. cravou Rodrigo Garcia. No placar geral, o dissidente Garcia foi eleito presidente por 48 votos a 46, ou 50% mais um dos votos da casa.
A disputa pela presidência da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo foi renhida. O PSDB presidia o Legislativo paulista desde 1995, quando Mario Covas (1930-2001) foi eleito governador pela primeira vez.
Na conversa gravada, Tuma Jr. tentou convencer Thomeu a votar em Rodrigo Garcia, alegando: “A gente vai criar uma independência”. O mote da “independência” explica-se. Até o dia da eleição do presidente da Assembléia, havia 48 pedidos de constituição de comissões parlamentares de inquérito parados na Assembléia. Hoje, já são 57 os pedidos de CPIs. A metade delas destina-se a apurar possíveis irregularidades envolvendo o governo Alckmin. Mas as investigações não prosperam. A última CPI instalou-se na casa em junho de 2001.

Com a eleição de Garcia, partidos como PT, PMDB e PC do B, que se opõem a Alckmin, esperavam contar com uma ajuda extra para levar adiante essas CPIs.
O entusiasmo petista com a derrota de Edson Aparecido ficou claro pelas reações que se seguiram. Logo depois da votação, os deputados petistas fizeram uma confraternização para celebrar a derrota do governador, e o presidente nacional do PT, José Genoino, chegou a telefonar para o líder de seu partido na Assembléia Legislativa, Cândido Vaccarezza, cumprimentando-o pela derrota tucana.

Situação difícil
A “situação difícil” mencionada pelo deputado Paschoal Thomeu na conversa gravada é de conhecimento geral na Assembléia. Roseli Thomeu, filha do deputado, não faz segredo da situação financeira da família: “Nossas empresas estão deficitárias. Já foram 30 empresas, com 3.400 funcionários. Hoje, são só três empresas e uma marca, e 180 funcionários. Meu pai mora em um apartamento alugado, por causa das dívidas com bancos”.

Roseli Thomeu disse que a família tem seis grandes áreas na região de Guarulhos, “e as seis estão à venda”. Também confirma que a área de 753.580 metros quadrados que constitui o “Sítio do Vovô”, de posse da família Thomeu há 40 anos, está sendo negociada. A propriedade é avaliada em R$ 30 milhões e fica no bairro de Bonsucesso, na periferia de Guarulhos.

Roseli, entretanto, afirma que o “Sítio do Vovô” deve ser vendido para um grupo particular, que pretende loteá-lo. Diz já ter formalizada a oferta, e que a opção para negociação assinada entre a família Thomeu e o grupo está em vigor, tendo vencido em 29 de junho, com prorrogação por mais 30 dias. Não há garantia da consumação da venda.

Leia abaixo trechos da conversa entre Tuma Jr. e Thomeu:

Romeu Tuma Jr. – Escuta, você não pode vir com a gente?
Paschoal Thomeu – Não, eu tenho um compromisso muito grande. Romeu, to passando uma fase muito difícil. E eu preciso do governador de qualquer jeito, senão eu quebro.
Tuma Jr. – Mas pelo menos a gente vai criar uma independência. Porque a eleição ta ganha…
Thomeu – Ô Romeu, não tem condição. Você sabe que eu gosto de você. Com você eu ia até o inferno. Mas a questão são as empresas. Eu tenho seis empresas. Eu não estou numa situação (ininteligível). Eu to vendendo umas terras pro CDHU, você entendeu? Pelo amor de Deus, Romeu, me libera.
(…)
Tuma Jr. – E a segunda chamada? Deixar passar a primeira pra ver, porque se a gente ganhar na primeira, aí você não precisa votar nem um nem noutro.
Thomeu – Romeu, não me peça isso, Romeu. Você sabe que eu gosto muito de você e faço qualquer negócio por você. Mas nessa situação, é questão de segurança pro meu grupo. São seis firmas com capital pesado. E estamos em situação muito difícil; e ele está me ajudando muito, o governador.
Tuma Jr. – Mas ele prometeu, garante, que vai te ajudar? Porque eles prometem, prometem e não cumprem, né?
Thomeu – Não, ele está me ajudando muito. Inclusive aqui, (ininteligível), ele tem nem me ajudado. Eu tenho ido pra frente porque ele tem me dado uma mão. Eu não posso cuspir no prato em que eu como. Você entendeu, Romeu?
Tuma Jr. – Você olhou na cara dele, ele falou que vai… vai cumprir?
Thomeu – Vai me ajudar. Pode ficar tranqüilo, pode ficar tranqüilo.
Tuma Jr. – Ele vai ver esse negócio do CDHU?
Thomeu – Vai. Fica sossegado.
(…)
Tuma Jr. – Mas foi o governador? Não foi o Madeira prometendo..
Thomeu – Governador. Foi o governador. Pode ficar tranqüilo.
Tuma Jr. – Tá bom. Você é irmão, tudo bem.

Prefeito diz que não abre mão da disputa
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que não desistirá da reeleição. A declaração do prefeito foi uma reação a setores do PSDB que tentam costurar um acordo entre o DEM e os tucanos em torno da candidatura de Geraldo Alckmin.

Em troca, Kassab teria o apoio dos dois partidos na disputa por vaga ao Senado em 2010. Sábado, durante visita a Santos, Kassab descartou qualquer negociação. “Tenho afirmado constantemente que a minha vontade é ser candidato para continuar administrando São Paulo.

Fontes: Pesquisa publicada no jornal Destak
Transcrição retirada de matéria publicada na Folha de São Paulo em 2005,
no jornal da CUT e no portal Mídia Livre. Acesse as metérias por esses links: http://www.cutsp.org.br/jornais_cutsp/agosto_2005/Jornal27.pdf
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/06/321381.shtml

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One Response to Kassab lidera enquanto tucano Edson Aparecido quer caos em SP

  1. mais uma vez volto a usar este espaço democratico para colocar as minhas ideias para o querido leitor . e so em ano eleitoral que aparece estas falsas denuncias ou seja tentativa de denuncias o dr geraldo e um homen honesto que pelo seu curicolo ja diz ja ocupou os cargos de vereador prefeito dep estadual dep federal vice governador governador e candidato a prezidente da republica numca apareceu nada que o desabonace agora que e candidato a candidato a prefeito da cidade de sao paulo e con certeza sera eleito contrariando os enterece de algumas pessoas que todos os leitores ja sabem aparece estes diva querem recriminar mas nao terao exito pois o prefeito de sao paulo ja foi escolhido pelos eleitores desta cidade chama geraldo alckmin note bem apalavra diva e divizao de informaçao da vida alheialeal

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