10 anos sem moleza! Atrás do Cialis, Pfizer comemora aniversário do Viagra

 

A pílula contra disfunção erétil mais famosa do mercado comemora dez anos do seu lançamento neste mês. Fabricado pela Pfizer, o Viagra é tratado hoje pelo maior laboratório farmacêutico do planeta não apenas como uma droga eficiente, mas como um “milagre” a ser usufruído por cada vez mais pessoas, tenham elas problemas de ereção ou não.

“O Viagra traz bem-estar às pessoas, não apenas ao pênis delas”, diz César Velasco, gerente médico de Viagra da Pfizer México.

Desde que recebeu aprovação para o tratamento da doença, há uma década, o produto foi usado por mais de 35 milhões de homens em 120 países, conforme dados da companhia. Sinônimo da luta contra a disfunção erétil, em 1999 já estava registrado no dicionário Oxford.

No ano passado, no entanto, a empresa ficou atrás no ranking de arrecadação com remédios para impotência no Brasil. O Cialis, do laboratório Eli Lilly, está na dianteira.

A expansão da concorrência nos últimos tempos fez com que a companhia chegasse a anunciar, em 2007, que pretendia lançar uma versão do remédio a ser vendida sem receita médica. A idéia era torná-lo mais competitivo, diminuindo seu preço. A medida foi vista com ressalvas nos EUA e não avançou –até agora.

“Quando chega no médico, o paciente já não fala de um problema que ele precisa resolver, mas de um benefício que quer ter”, afirma Jorge Ancona, diretor de marketing da Pfizer na América Latina.

O discurso da companhia tenta reforçar o Viagra como um “hit”: tenta distanciá-lo da imagem de uma droga que trata um sério problema de saúde, com efeitos colaterais e risco de dependência psicológica. Os termos “revolução na vida sexual” e “milagre” são corriqueiros entre seus executivos.

Foi o que constatou a reportagem nos dias em que acompanhou o assim intitulado “Seminário Latino-Americano de Sexualidade”, realizado pelo laboratório no Hotel Omni, em Cancún, no México. O evento ocorreu na última semana e contou com a participação da cúpula da companhia na América Latina e médicos que têm parceria com a empresa.

“Touch me, take me to that other place…”

O seminário foi aberto na quinta-feira e durou até a sexta (18). Contou com atrações como um grupo de mariachis, coquetel com drink “Viagra” (vodka, suco de limão, curaçau blue e gelo) e um clipe promocional. O vídeo da abertura da conferência intercalava dados numéricos (“seis pílulas azuis são vendidas por segundo no planeta”) com a música “Beautiful Day”, do grupo irlandês U2.

“E assim o amor voltou a ser o que sempre foi: imortal e incrível”, arrematava a narração do videoclipe, enquanto imagens de artistas de Hollywood apareciam na tela em cenas românticas –Angelina Jolie, Nicolas Cage, Sandra Bullock, Bruce Willis etc.

O tom promocional se manteve nas palestras, embora em menor tom. Para ilustrar a afirmação de que o Viagra consegue as “melhores ereções”, o urologista Antonio Medina, do Hospital Central Militar do México, usou a imagem de um homem de costas “levantando” um halteres com o pênis.

Os executivos da Pfizer e médicos abordaram ainda outros tipo de uso do Viagra. “Já sabemos que ele melhora a função respiratória em crianças”, disse Medina. “Mas ainda não podemos sugerir que doutores o utilizem deste modo, pois não temos a comprovação científica.”

A Pfizer já comercializa em alguns países o Revatio, que tem o mesmo princípio ativo do Viagra –citrato de sildenafila–, mas ganhou um nome diferente para o tratamento da hipertensão pulmonar em adultos.

Questionados pela Folha Online sobre a possível venda do medicamento sem receita médica e para outros fins que não o da disfunção erétil, os executivos da Pfizer minimizaram a hipótese. “Não temos nenhum plano sobre isso para divulgar por enquanto”, disse Velasco.

Além da disfunção

“Sempre há uma doença por trás da disfunção erétil, seja psíquica, seja física”, diz psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo). Segundo ela, o homem com disfunção pode ter diabetes, hipertensão, colesterol e triglicérides altos e doença na próstata. Os problemas de caráter psicológico vão de ansiedade a depressão.

Especialistas também estão atentos para o uso indevido de remédios contra disfunção por jovens. O emprego recreacional do Viagra pode causar dependência psicológica, uma vez que o usuário condiciona a relação sexual ao efeito do remédio. “Isso ultrapassa as responsabilidades da Pfizer”, afirma Velasco, gerente médico de Viagra da Pfizer México.

O remédio pode apresentar efeitos colaterais como dores de cabeça, calor no rosto, azia, dores musculares e rubor facial.

Fonte: Folha

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