“O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria”. Afirma Antônio Natalino, coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia

O coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antônio Natalino Manta Dantas, justificou o baixo rendimento dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como consequência do ‘baixo Q.I [Quociente de Inteligência] – dos baianos’.

Antônio fez a declaração em entrevista a uma rádio de Salvador. Os alunos de Medicina da UFBA obtiveram conceito 2 no exame e, por isso, o curso entrou na lista dos 17 que serão supervisionados pelo Ministério da Educação.

O reitor da UFBA, Naomar Almeida, garantiu que a instituição adotará ‘medidas firmes’ com o professor. Ele, no entanto, não pôde adiantar o que, de fato, será feito. 

Ainda de acordo com declarações feitas por Antônio Natalino, o suposto baixo Q.I dos baianos é hereditário e verificado por quem convive com eles. O professor ainda acrescentou: ‘o baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria’. Disse ainda que berimbau é instrumento de quem tem ‘problemas cognitivos’.

O diretor da Faculdade de Medicina, José Tavares Carneiro Neto, discorda das declarações do coordenador do curso. Ele admite as dificuldades da faculdade, mas disse que desde 2004 vem lutando para resolver os problemas.

O professor Antônio Natalino não foi encontrado para explicar as declarações. O reitor Naomar Andrade acrescentou que, como educador, lamenta profundamente que a Universidade tenha uma pessoa com tais pensamentos fazendo parte da instituição.

‘A UFBA, primeiramente, deve analisar as raízes dos problemas que provocaram o mau desempenho, e não atribuir as falhas aos alunos ou à população, como fez o professor Antônio’, disse Naomar. A Universidade Federal da Bahia deve emitir nota oficial até o final da tarde.

Medicina da UFBA entre as 17 piores do país
O curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) está na lista dos piores do Ministério da Educação (MEC): recebeu conceito 2 – numa escala de 1 a 5 – tanto no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), relativos ao ano de 2007.

O resultado deixa o curso entre os 17 piores de todo o país, numa relação de 103 examinados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29). Em entrevista coletiva concedida em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o MEC vai supervisionar os cursos com indicadores deficientes e cobrar medidas para o seu saneamento.

A Faculdade de Medicina da Bahia (Fameb), ligada à UFBA, faz companhia a outras três instituições federais de ensino superior, todas do Norte e Nordeste, que tiveram conceitos 1 ou 2 no Enade e no IDD.

Na lista dos cursos avaliados pelo MEC constam ainda os oferecidos por outras duas instituições baianas: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc/Ilhéus).

Enquanto a faculdade privada da capital teve avaliação conceito 3 no Enade (sem conceito no IDD), a pública do sul do estado alcançou 4 no Enade e 3 no IDD. Os 11 primeiros cursos da lista, em qualidade, são de entidades públicas.

O comunicado oficial às 17 faculdades responsáveis pelos piores resultados será encaminhado por carta, no início da próxima semana. A comissão de avaliação da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) cobrará explicações sobre o fraco desempenho.

Caso a SESu considere suficientes as medidas corretivas apresentadas, o MEC poderá celebrar termo de saneamento com a instituição de ensino.

Fonte:ibahia

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12 Responses to “O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria”. Afirma Antônio Natalino, coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia

  1. santana disse:

    Eu não vou apoiar o que o professor falou, claro, até mesmo porque ele generalizou, e falou da raça baiana, mas que os estudantes de medicina são uns burrinhos, são.

  2. Jany disse:

    Bom dia,
    Sou baiana, fui aluna da UFBA, moro no sul do país e fiquei no mínimo indignada com as triste declarações partidas de um docente.
    Combato todos os dias com trabalho, eficiência e competência este tipo de afirmação, aqui no sul do país, mas nunca pensei que poderia me deparar com esses argumentos equivocados, classista, regionalista e retrogrado de um “professor” que na realidade só deseja esconder o baixo interesse que há por parte de alguns, incluso ele, em ensinar com amor e formar civilidade. Só lamento e exijo pronunciamento do reitor e desculpas públicas desse cidadão.
    Janice Ferreira

  3. JOÃO Ananias MACHADO disse:

    Concordo em gênero, número e grau com o professor. Berimbau lá produz música! Por trás do sambinha de “uma nota só” ecoam miríades de acordes maviosos e dissonantes, emanados dos dedos lépidos de músicos inteligentes e inimitáveis, o que não ocorre com quem tem o “dedo e a cabeça duros”. Nada disse o professor que venha a denegrir a musicalidade, a raça e a dignidade do povo baiano, tão bem representadas pelos “baianérrimos” Gilberto Gil, Caetano, Gal, Bethânia, dentre outros baianos igualmente ilustres. Desses se podem ouvir as melhores melodias, de quem “toca” o berimbau, não – claro que guardadas as devidas proporções e sem querer denegrir a imagem e os esforços de quem se dedica à arte de manejar o berimbau. Melhor comparativo sobre o assunto “música” dirá o Messias. Ouçam-no, consultem-no!

  4. toller disse:

    Os alunos devem se empenhar mais da proxima vez e garantir melhor resultado no ENAD, senão o resultado sempre será este: chacota de seu proprio coordenador de curso. Parem com esta mania de exigir “politicas publicas para o ensino superior” e comecem a estudar, pois o aproveitamento do aluno é muito mais fruto de seu proprio esforço, pois a esta altura já esta na hora de se desejar fazer a diferença para vencer na vida, ser mais independente enfim.

  5. Marta Santos disse:

    Como baiana fiquei indignada com a declaração, agora eu pergunto , ele é baiano? ou não? se for ele está incluso na tal declaração, tanto, que ele como coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia, teve esse resultado, faça seu papel direito, e pra se tocar um birimbau apesar de uma corda só também tem que ser inteligente.
    E concordo com o comentario de Janice Ferreira, o “professor” tem que se desculpar em público.

    Marta Santos

  6. Bruno disse:

    Jany Disse:
    2 Maio, 2008 em 9:50 am

    Bom dia,
    Sou baiana, fui aluna da UFBA, moro no sul do país e fiquei no mínimo indignada com as triste declarações partidas de um docente.
    Combato todos os dias com trabalho, eficiência e competência este tipo de afirmação, aqui no sul do país, mas nunca pensei que poderia me deparar com esses argumentos equivocados, classista, regionalista e retrogrado de um “professor” que na realidade só deseja esconder o baixo interesse que há por parte de alguns, incluso ele, em ensinar com amor e formar civilidade. Só lamento e exijo pronunciamento do reitor e desculpas públicas desse cidadão.
    Janice Ferreira

    ————————————————————————————–
    Mas você não lamenta pelo baixo rendimento dos alunos da instituição não é verdade?

  7. Fabio disse:

    Só quem vive e convive com o baiano é que entende a declaração revoltada do professor!

  8. Boca de dragão disse:

    O professor está certo. O que há entre os baianos é grande arrogância e incompetência. Só mesmo um povo com essa qualificacão aceitaria até pouco meses atrás um cacique, um nojento, um monstro da laia de Antonio Carlos Magalhães e seus asseclas.
    Quem viaja pelo interior da Bahia o que encontra é miséria e dosolação, salvo raras exceções e, neste caso, patrocinadas por migrantes.
    Vejamoos as músicas baianas que tomaram conta do país. Puro lixo. Todo mundo sabe disso.
    Caetano não diz coisa com coisa. Só fala besteiras incompreensíveis, não porque se exija de quem as ouve uma inteligência superior, mas porque são apenas tolices incongruentes.
    Poderão apelar para Rui Barbosa. que nada mais era que um bobo lido. Um papagaio. Nada mais.
    É claro que há quem se salve, mas, com certeza, são retirantes que se aculturaram noutras terras, e resolveram voltar para o recôncavo.
    O que vejo é arrogância. O antigo senhor de engenho ainda é presença marcante no estado, embora com outra roupa, outro nome.
    Povo preguiçoso, que não aprecia a higiene, e pensa que sabe demais e mais que os demais brasileiros são escravos e parecem se comprazer com isso.
    Contudo, se fizermos um exame desapaixonado de todos nós brasileiros, veremos que a verdade nostodos muito iguais. Uns mais, outros menos.
    Eu só não quero cair nas mãos de um médico baiano. Credo! Deus me livre!
    E outra discussão se impõe: então quer dizer que os filhinhos de papai, que desde cedo estudam nas melhores escolas, e, por isso mesmo, são os que passam na universidade federal, não querem estudar? Se é este o problema, rua! Sejam expulsos, porque, com certeza, no nosso país, há pessoas sérias e qualificadas que saberiam aproveitar a aportunidade que a sociedade brasileira lhes dá de estudar de graça. Rua! Rua! Não queremos lixo nas nossas universidades. O orçamento público, que pertence a todos nós, não é para esses estudantes medíocres, irresponsáveis, incompetentes e preguiçõsos e , como sugere o professor, de baixa quantidade de inteligência. Os recursos públicos, no caso, devem ser direcionados aos mais qualificados. No caso, o vestibular parece não ter sido suficiente. O caso é expulsão por absoluta inaptidão e convocação de outros testes, para selecionar quem realmente atenda ao interesse do Estado.
    É o que penso.

  9. Mauro disse:

    boca de dragão, acho que vc tem algum intresse em dar o cú para algum baiano negro.
    Boca de dragão cupa meu pau que vc melhora, viadinho preconceituoso.

  10. CAIO disse:

    O BERIMBAU PODE ATE TER UMA CORDA MAS ALEM DA CORDA TEMOS QUE
    SBER,QUADO COLOCA O DOBRÃO,TEM QUE VER QUADO COLÓCA OU TIRA A
    CABASA,QUANTAS BATIDA TEM QUE DAR NO ARAME,E ALEM DISSO TUDO,
    TEM QUE SABER CANTAR AS MUSICAS DA CAPOEIRA. QUERO VER QUEM NUNCA PEGOU UM BERIBAU NA VIDA COSEGUE TOCAR SERTO DUVIDO,MAS TEM QUE TOCAR,ANGOLA,BEGUELA,REGIONAL,SAMBA DE RODA E O LIGERINHO.

  11. geiza disse:

    com certeza este professor nao e bahiano ,pq sabe da luta dos bahianos e cada lugar tem sua cultura e ele sabe que quando queremos vamos longe muito mais que ele possa imaginar,nao pode fazer essa comparaçao sem ter argumentos que comprove isso vai se informar professor

  12. Cléria disse:

    A vingança do berimbau

    Miguezim de Princesa

    Superado pelo tempo,
    Ensinando muito mal,
    Fabricando mil diplomas
    Para entupir hospital,
    O doutor da faculdade
    Botou, com toda maldade,
    A culpa no berimbau.

    II

    Disse o doutor Natalino
    Que o baiano é um mocó,
    Sem coragem e inteligência,
    Preguiçoso de dar dó,
    Só liga pra carnaval
    E só toca berimbau
    Porque tem uma corda só.

    III

    O sujeito ignorante
    Não conhece o berimbau,
    Que atravessou o mundo
    Com toda a força ancestral.
    Na fronteira da emoção,
    Traz da África a percussão
    Da diáspora cultural.

    IV

    Nem Baden Powel resistiu
    À percussão milenar,
    Uma corda a encantar seis
    Na tristeza camará
    De Salvador da Bahia.
    Quem toca e canta poesia
    Na dança sabe lutar.

    V

    O doutor, se estudou,
    Na certa não aprendeu nada:
    Diz que o som do Olodum
    Não passa de uma zoada
    E a cultura baiana
    É uma penca de bananas,
    Primitiva e atrasada.

    VI

    Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
    Paul Simon e o escambau
    Se renderam ao Olodum
    Com seu toque genial,
    Que nasceu no Pelourinho
    E hoje abre caminho
    No cenário mundial.

    VII
    O baiano é primitivo?
    Veja só o resultado:
    Ruy foi o Águia de Haia;
    Castro Alves, verso-alado
    De poeta condoreiro,
    E gente do mundo inteiro
    Se curvou a Jorge Amado.

    VIII

    Bethânia, Caetano e Gil,
    Armandinho, Dodô e Osmar,
    Gal Costa, Morais Moreira,
    Batatinha a encantar
    João Gilberto, Bossa Nova
    Novos Baianos são prova
    Da grandeza do lugar.

    IX
    Glauber, no Cinema Novo;
    Gregório, velha poesia;
    Gordurinha, no rojão;
    Milton, na Geografia;
    Anísio, na Educação;
    Dias Gomes, na encenação;
    João Ubaldo e Adonias.

    X
    Menestrel da cantoria
    Temos o mestre Elomar,
    Xangai, Wilson Aragão,
    Bule-Bule a improvisar,
    Roberto Mendes viola
    A chula ? samba de Angola,
    Nosso samba de além-mar.

    XI
    Se eu fosse citar todos
    Que merecem citação,
    Faria um livro de nomes
    Tão grande é a relação.
    Desculpe, Afrânio Peixoto,
    Esse doutor é um roto
    Procurando promoção!

    XII
    Com vergonha do que fez:
    Insultar toda a Nação,
    O tal doutor Natalino
    Pediu exoneração
    E não encontra ninguém,
    Nem um nazista do além,
    Para tomar a lição.

    XIII

    O baiano é pirracento,
    Mas paga com bem o mal:
    Dá uma chance a Natalino
    Lá no Mercado Central
    De ganhar alguns trocados
    Segurando o pau dobrado
    Da corda do berimbau.

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