Ele tentou explicar a burrice pela geografia e acabou sendo acusado de racismo. Só por ser baiano e branco?


O professor Antônio Natalino Manta Dantas, que coordena o curso de medicina da Universidade Federal da Bahia, foi amarrado no pelourinho porque chamou os baianos de burros. Ele atribuiu o mau resultado da faculdade no teste do Ministério da Educação ao “baixo QI dos baianos” e, como prova da escassa inteligência dos locais, citou a popularização do berimbau. “O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria.” Outra evidência da burrice dos baianos é o Olodum, cujo batuque, de acordo com o professor, é um exemplo de primarismo musical.

O chicote cantou – e cantou na melodia do racismo. O Ministério Público abriu inquérito para investigar “suspeita de crime de racismo”. O presidente do Olodum, João Jorge Santos, disse que o discurso do professor é nazista e defendeu a “qualidade internacionalmente reconhecida” do seu batuque. O pessoal do diretório acadêmico de medicina bateu no professor dizendo que era tecnicamente incapaz, “além de racista”. O reitor da universidade, Naomar Almeida, acusou-o de “racista e ignorante”.

O professor Dantas é livre para dizer a besteira que quiser, como essa de explicar a burrice pela geografia, mas por que está sendo acusado de racista? Porque, sendo baiano, é branco? O professor falou dos “baianos” em geral, categoria que inclui negros e brancos. Entre os alunos do curso de medicina, cujo QI seria excepcionalmente baixo, também há baianos negros e brancos. Provavelmente, há ainda baianos pardos, claros, escuros, canela, café-com-leite e – para seguir nas definições de raça que os censos já colheram – torrados, encardidos, azuis.

Por que, então, o professor é racista?

Uma universidade pode achar inconveniente ter entre seus acadêmicos alguém com pensamento pedestre, mas é preciso entender onde está o pé. Há três anos, o mundo desabou sobre a cabeça de Larry Summers, reitor de Harvard, quando disse que as mulheres são menos aptas que os homens para as ciências exatas. Foi acusado de misoginia. É pantanoso o terreno das diferenças entre negros e brancos ou mulheres e homens, mas, quando alguém diz que os jovens são mais burros que os velhos, não pode ser acusado de racismo. É o caso baiano.

Tendo criticado os procedentes da Bahia, o professor passou a ser tratado como se tivesse criticado os negros da Bahia por motivos que talvez estejam sutilmente hospedados na estupidez da política de cotas raciais. Como a universidade brasileira se tornou cobaia da política de cotas, é nela que o ódio racial começa a dar o ar de sua graça. A Universidade Federal da Bahia está entre as primeiras que adotaram as cotas. Por trás de tudo pode estar a seguinte distorção: é racismo chamar de burros os alunos de uma universidade cotista instalada num estado com expressiva população negra.

Talvez o país devesse dar mais atenção ao manifesto que 113 personalidades entregaram ao Supremo Tribunal Federal contra a adoção de cotas raciais. São 113 personalidades anti-racistas. Entre elas, Caetano Veloso. Ele é baiano, é brilhante e está a anos-luz de qualquer coisa que possa ser remotamente caracterizada como primarismo musical. E, inteligente como é, Caetano Veloso quer toda a distância possível da estupidez da política de cotas raciais.

Mais sobre o assunto:
Qual a origem do racismo?

Muitos cientistas acreditam que o etnocentrismo seja universal. Os mitos de origem de alguns nativos brasileiros trazem bons exemplos. Os índios urubus, que habitam o vale do Pindaré, no Maranhão, acreditavam que todos os homens vieram da madeira, só que eles vieram das boas, enquanto seus vizinhos se originaram das podres. Não existe nenhum relato de sociedades tribais que não tenha etnocentrismo, diz João Baptista Borges Pereira, da USP. O motivo é simples: esse tipo de idéia reforça os laços entre os grupos, estabelece fronteiras entre eles e os outros e, de quebra, levanta o moral das pessoas. Na década de 50, por exemplo, um índio kadiweu tribo famosa por não mostrar admiração por qualquer coisa que não fosse de seu grupo foi levado ao topo da sede do Banespa, um dos edifícios mais altos de São Paulo e com uma arquitetura ousada para a época. A reação foi: É apenas uma casa em cima da outra. Quem faz uma, faz 100.

A característica é tão disseminada que levou psicólogos a pensar que as pessoas são programadas para discriminar grupos. Um experimento feito por três psicólogos evolutivos da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, mostrou a alguns participantes fotos de brancos e negros junto com partes de diálogo e frases desconexas. Quando pediu que identificassem o autor das frases, metade dos participantes utilizou a raça para fazer seu julgamento. A idéia é que o racismo seria uma tendência do ser humano de formar grupos de alianças com qualquer pista que ele tiver, como cor da pele, roupa ou sotaque. A boa notícia é que o preconceito pode ser facilmente dissolvido ou substituído por outro. Quando os negros e brancos que apareciam nas fotos recebiam camisetas de cores diferentes, as cobaias praticamente deixavam de classificá-los pela raça.

O preconceito é tão antigo quanto a humanidade, mas o racismo parece não ter mais de 500 anos. Antes disso, a discriminação era feita em relação à cultura e ao diferente, diz o antropólogo Kabengele Munanga. Os gregos chamavam de bárbaro qualquer pessoa que não falasse sua língua, mas quem a aprendesse não teria complicações. O problema começa a mudar no final do século 15, quando a Inquisição espanhola obriga os judeus a se converterem ao catolicismo. Muitos desses cristãos-novos continuam a praticar os seus ritos, o que leva os católicos a acreditar que havia algo no sangue judeu que impedia a conversão. A solução era evitar a miscigenação para que esse sangue não se espalhasse pela população. Na mesma época, os europeus chegam à África e à América e encontram um tipo de ser humano completamente diferente do que eles conheciam. Até então, a humanidade era a Europa. O conceito de branco não existia antes de eles conhecerem o negro, diz Kabengele.

O encontro trouxe novos dilemas. Os teólogos da época discutiam se os índios tinham alma com o objetivo de saber, por exemplo, se ter relações sexuais com eles era pecado. Eles também chegaram à conclusão de que escravizar africanos era natural, com base na passagem bíblica em que Canaã, filho de Noé, embriaga-se e é condenado à servidão (Gênesis 9,25).

A partir do século 18 e principalmente no século 19, as explicações bíblicas dão lugar a argumentos científicos. Os pesquisadores associavam os traços físicos de cada raça a atributos morais para tentar eliminar características indesejáveis. Um deles foi o conde francês Joseph Arthur de Gobineau, que em 1855 concluiu que a miscigenação causa a decadência dos povos e que os alemães eram uma raça superior às outras. Um de seus discípulos foi o médico brasileiro Raimundo Nina Rodrigues, para quem os rituais de candomblé eram uma patologia dos negros.

Apesar de essas teorias terem caído em total descrédito no século 20, o tipo de discriminação que elas pregam permanece vivo em muitas pessoas. É uma ideologia que se reproduz facilmente e que está sempre ligada à dominação de um grupo sobre o outro, diz Kabengele. Ou seja, além de qualquer aspecto psicológico, o racismo tem motivos bastante práticos. Ele é um sistema de levar vantagens sobre outras pessoas e manter privilégios, afirma a psicóloga Maria Aparecida Silva Bento, coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

Fonte: Coluna de André Petry – Veja e Superinteressante

Blogs Amigos:
PULSO Qualidade em internet
NAMONEURA Desabafos de uma namorada normal. Anormal são vocês!
PERGUNTE AO URSO Tudo aquilo que você não sabia para quem perguntar
CLUBE DO LAR Pensou em casa, já está nele
YAMAAI O melhor restaurante japonês da Vila Olímpia
TUCANOJOVEM Juventude do PSDB – Capital SP

66 Responses to Ele tentou explicar a burrice pela geografia e acabou sendo acusado de racismo. Só por ser baiano e branco?

  1. Marcia Mendonca disse:

    O professor Antônio Natalino Manta Dantas,é livre para dizer a besteira que quiser e a arcar com as consequencias.Na minha opiniao e um incompetente que usa o ataque como melhor defesa, ofendendo, para justificar a propria burrice.
    Meu repudio a este personagem e a todos que fazem apologia a preconceito.

  2. Claudio Affonso Matheus disse:

    Concordo com o professor. Ele falou uma verdade e isso não é racismo nem discriminação. Quando a Ivete Sangalo diz que é feliz porque nasceu na Bahia, o que ela quer dizer que os outros são infelizes por terem nascido em outros estados. Porque ninguém então critica a Ivete? Isso sim é preconceito contra todo o Brasil e todos os brasileiros.

  3. Afonso D"Agostini disse:

    É impressionante onde chegamos. Quando Michael Moore escreveu o livro “Stupid White Men” não vi nenhuma reação o julgado preconceituoso muito menos racista. Apesar de ser direcionanda ao homem branco. Temos que pegar os EUA como exemplo e fugir do modelo deles. O que não dá é ganhar as coisas no grito. Quem tem competencia que se estabeleça.

  4. jonatan silva disse:

    O professor (isto é um título) poderia criticar o ensino o despreparo dos estudantes, dos professores. Mas, quando critica uma população (de maioria negra), é racismo. Intolerável, injustificável, mostra somento o ranço que vários escondem e não falam em público mas, praticam quando tratam de maneira diferenciada os negros. dizer que´é feliz por ter nascido aqui ou alí não é preconceito, agora usar isto para diminuir esta ou aquela população é.
    O que Michael Moore escreveu não é preconceito, precisa ter uma população dominante que oprime outra. “Stupid White Men” (leia-se o presidente dos EUA), a pupolação dominante é branca, que faz a politica belicosa de dominar o mundo por meio da guerra e impõe o seu poder a todos. Ifelizmente, uqem não é negro, não percebe as nuances da discriminação.

  5. Claudio Affonso Matheus disse:

    E tem mais, existe um enorme preconceito do baiano com relaçao a toda população brasileira.
    Quando você vê um out-door escrito “Sorria, você está na Bahia”, o que o baiano quer dizer com isso?
    Que todos os outros brasileiros são infelizes porque moram em outros estados. É isso o que eles dizem, quem não é baiano é infeliz.
    E o que é isso senão um preconceito? Aí alguém toca na ferida e causa esse reboliço todo. O professor está de parabéns pela observação inteligente.

  6. Claudio Affonso Matheus disse:

    A grande prova de que o professor está certo está aqui no debate. Li umas 10 vezes a declaração e ainda pesquisei nos jornais. O professor se referiu ao QI do baiano e não fez nenhuma referência de que o baixo QI era em função da cor negra. Estou lendo comentários de pessoas que estão levando o debate para o tema do racismo e de tão ingênuos não percebem que assim estão dando razão ao professor, pois está faltando inteligência para analisar um comentário. Ressalto que o grande preconceituoso é o baiano que chama o paulista de neurótico e ainda faz piada da masculinidade do gaúcho e da simplicidade do mineiro do interior.

  7. Fernanda disse:

    BAIANO É LERDO? Q NADA! MINEIRO É MAIS…

  8. Ayrton Costa disse:

    Navegando pela internet, parei por acaso neste blog, e após uma lida rápida no que foi postado acima e observando o conteúdo dos comentários, percebo claramente que um foi feito para o outro… Que loucura!!!
    Adeus.

  9. RITA FERNANDES disse:

    o professor errou porque generalizou a imcapacidade de alguns, até creio que foi por nervosismo, por se tratar de uma profissão que lida com a vida , com a saúde , e tem que ser preciso e não vacilante, ele demonstrou de formar profissionais competentes de atuar no campo de trabalho conciênte de bons resultados.

  10. veroca disse:

    O PIOR É QUE OS JOVENS QUE VEM DO NORDESTE,A MAIORIA DELES,NÃO TEM É EDUCAÇÃO,NÃO TEM RESPEITO POR NINGUÉM,JOGAM O LIXO EM
    QUALQUER LUGAR.SE UNEM E FICAM VALENTES,GOSTAM DE PASSAR A NOITE NA RUA FAZENDO FARRA ,ENCHENDO QUEM TRABALHA E TEM QUE ACORDAR CEDO. INTERESSANTE É QUE DIZEM QUE NA BAHIA,TUDO É LINDO,PUDERA TUDO QUE NÃO DÁ FRUTO PARA O NORDESTE ,ALGUÉM PAGA A PASSAGEM DE IDA PARA SÃO PAULO,E A VOLTA SÓ DEUS SABE.
    O FUTURO DO NORDESTE É INVESTIR,EM PARAÍSOS FANTASIOSOS,PARA OS TROUXAS GASTAREM,ENQUANTO TUDO,A EDUCAÇÃO,A PUNIÇÃO,A SAÚDE
    VAI CORRENDO ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO.

  11. Roberto Sodre disse:

    Racismo na Bahia? que piada…não vou dar detalhes porque não quero me ver às voltas com nosso voluntarioso Ministério Público(kkkk), nem como testemunha(kkkk), mas pede para um amigo seu…bahiano…branco….levar você para conhecer Salvador…..hã depois do tour..lembra êle de te levar na “cidade baixa”,kkkkkkkkkkkkkkkk……………professor o seu problema foi derivado de que a casta racial de louras na Bahia é pequena, sem representatividade,rs

  12. jose antonio marques da silva disse:

    Faltou ao professor lembrar-se que o que se diz em particular, na roda de amigos, na família, neste país não se pode mais dizer em público. Esse erro já vem sendo cometido por várias pessoas ultimamente. O fato de todo mundo estar sendo gravado e filmado contribui para que esse erro seja mais visível. O ser humano é preconceituoso por natureza, bairrista também.

  13. Maria de Fatima de Paiva Barnabe disse:

    Estou de pleno acordo com o comentário de Claudio Affonso, acredito que o racismo está nas pessoas que se sentem discrinadas por conta de não interpretar o fato
    corretemente no que diz respeito a este assunto em discusão.

  14. Thereza Amorim disse:

    Deveria mesmo acabar com isso, infelizmente nao é só esse professor, se bobear o Brasil inteiro, qq coisa errada que se faça dizem : ah isso é coisa de baiano, ou isso é coisa de portugues, ou é nordestino, isso tambem é racismo!! deveriam terminar com esse tipo de coisas, mal eles sabem que o Brasil foi construido pelo povo baiano, pelo povo nordestino e olhem que QI!!! ah professor quanta ignorancia sua!! como professor nao esta com nada, acho que precisa rever o seu QI.

  15. João Cesar Magalhães disse:

    O Professor está de parabéns!!! Pela coragemn de dizer a público algo que muitos já sabiam e tinham medo de falar. E sem essa de racismo, pois ele não falou de brancos ou negros e sim do POVO BAIANO EM GERAL.
    Mais uma vez: parabéns professor.

  16. Fabio Soares disse:

    CONCORDO com o professor, nordestinos, em geral, têm a inteligencia curta devido à cabeça chata, se eu fosse ele viria para SP onde seria melhor aproveitado.

  17. vivian disse:

    O preconceito e o racismo fazem parte da natureza humana. Não é racismo ter o dia da consciência negra, não é racismo ter bandas e grupos como raça negra, andar com camisetas escrito 100% negro, entre outro tantos exemplos? Não, não é. Agora vai fazer o contrario, vc será racista. Em um pais onde não temos nada puro ou 100%, somo uma raça misturada, uma “mistureba” que dá certo, um povo feliz e que não desiste nunca. Afinal somos brasileiros.rsrs

  18. Gerusa Oliveirfa disse:

    Primeiramente, parabéns ao colunista pelo artigo.Concordo plenamente que o professor foi infeliz em seu comentário e argumentos.Mas também concordo que “preoconceito” tem se tornado uma palavra mais desejável para que, como o artigo alerta, “Ele(o Racismo) é um sistema de levar vantagens sobre outras pessoas e manter privilégios”. E isso, claro, torna-se muito cômodo para alguns.O sistema de cotas é um desses casos abusivos e incentivadores desse sistema, além de lamentável.

  19. Professor Geraldo de Souza disse:

    Brilhante a colocação do professor Antônio Natalino. Realmente eu desconhecia que a Bahia tinha pessoas com tão brilhante intelecto!

  20. Amorim tupy disse:

    O professor Dantas disse a verdade , não so o baiano como a maioria dos nordestinos tem sim um QI abaixo da media .
    Claro que existem muitos Baianos e nordestinos com o Qi ate acima da media nacional , mas isso é como um oasis no deserto.
    Existem grandes escritores e poetas baianos , mas a grande maioria é incapaz de escrever um simples bilhete , que dira uma carta.

  21. Claudio Affonso Matheus disse:

    DOIS COMENTÁRIOS CHAMAM ATENÇÃO: O PRIMEIRO MUITO BEM OBSERVADO PELA VIVIAN: O CARA VESTE UMA CAMISETA COM A INSCRIÇÃO 100% NEGRO. TAMBÉM JÁ VI ALGUÉM COM A CAMISETA ‘SOU NEGRÃO COM ORGULHO”. O QUE É ISSO SENÃO UM RACISMO? NÃO TEM DIA DA CONSCIENCIA BRANCA? ORA , FAÇA O FAVOR, VÃO SER RACISTAS ASSIM NA BAHIA.
    O OUTRO COMENTÁRIO É DA THEREZINHA AMORIM E BEM INFELIZL: QUER DIZER QUE FOI O BAIANO QUE CONSTRUIU O BRASIL? ORÁ, FAÇA-ME O FAVOR, ENTÃO TÁ EXPLICADO PORQUE ISTO AQUI NÃO DEU CERTO.

  22. Ângelo Monteiro disse:

    Dona Vivian, vá tocar berimbau.

  23. Fernando disse:

    Baiano burro é o própio Professor que fez esta declaração.

  24. Ângelo Monteiro disse:

    Acabei fazendo uma baianada com a Vivian e peço desculpas.
    Retificando, Dona Thereza Amorim, vá tocar berimbau

  25. alcy disse:

    Acho tudo isso um exagero!O professor nao disse nada de especial que mereça ser “crucificado” dessa forma

  26. Lili disse:

    O que desencadeou tudo foi o resultado nacional do desempenho das Universidades.
    Depois pelo professor ser branco, se ele fosse preto e mulato nao daria nada.

    Agora sem maldade. alguem se lembra do filme do tarzan na juventude onde as tribos de indio usavam os tambores para se comunicarem e de corpos todo pintado ?!!!

    Infelizmente voce ve poucos medicos, engenheiros e advogados de cor escura, Por que ? Por que sao burros ? Nao, que a maioria de familias pobres nao tem condicoes de dar uma educacao aquada e muito menos alimentacao de qualidade aos seus filhos.

    O brasil eh um pais racista camuflado. Nao so a cor da pele, mas o tipo de cabelo, o peso e por ai vai…se voce fugir dos “padroes” a pessoa ta lascada.

    O professor com certeza, se sentiu derrotado pelo resultado.

  27. Allan disse:

    O texto acima é uma busca da distorção do efeito e causa. O Dr. Natalino Dantas, ex coordenador do curso de medicina da UFBA, tentou justificar a baixa nota dos alunos do curso de medicina no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.), a um suposto Q.I inferior dos baianos. Na sua tentativa frustrada de caracterizar tal afirmação ele mencionou que o processo de imigração ocorrido principalmente nos estados de SP, RS representou o sucesso desses estados, enquanto que a Bahia continua com esse déficit.

    Segundo o IBGE, a Bahia tem 74,95% da sua composição populacional de afro-descendentes, a capital Salvador possui uma população de 86% de afro-descendentes, Salvador é a segunda capital mais negra ficando atrás somente de Lagos, Nigéria. Demograficamente litorânea foi a primeira capital do Brasil Colonial portanto, quando o professor menciona de maneira desrespeitosa o Olodum, maior grupo percussivo da Bahia – o que de maneira inteligente e sem nenhuma restrição a outras raças, desde década 70 evidência a identidade, auto-estima dos negros brasileiros, talvez alguns jornalistas não sucederam aos efeitos traquilizantes da sua viagem, mas a população sã e porque não dizer a residente aqui sabe sobre quem o professor se refere, além de depreciar o instrumento símbolo dessa terra e subestimar o intelecto dos que tocam esse instrumento.

    A que parece, os alunos fizeram um boicote ao ENADE, porém o professor desesperadamente manifestou sua linha ideológica.. Esqueceram de avisar a ele que a Inglaterra traçou a nova regra mundial e que é proibido o tráfico de escravo.. não se fala mais em exploração de uma raça sob a outra, agora é exploração da mão de obra.. as mazelas eles esconderam e a consequencia é a nossa causa – Q.I.

    Se tivéssemos feitos como os Jacobinos no Haiti, talvez não sobrassem brancos para falar q somos preguiçosos.
    Nunca é tarde para cortar uma cabeça!

  28. Ricardo B. Moraes disse:

    Deixa eu também pegar uma carona nos comentários. Sou de opinião que Racismo é atitude condenável, mas quando somos chamados de “Branco azedo” ou “Branquela” tudo bem né? Ninguém vê problema nisso não é? Alguém tem uma explicação para o preconceito ao contrário?

  29. Carlos Roberto Loreto disse:

    BOA TARDE!
    ESPERO QUE O PROFESSOR TENHA UMA BOA APOSENTADORIA. POIS, SUAS PALAVRAS MARCAM O INÍCIO DE SEU DECLÍNIO.

  30. José Carlos disse:

    Difícil, como explicar sem ofender?!
    NÃO podemos disser que o povo baiano não é burro?, por que não?
    Todos nos somos “burros”, dependendo da ocasião.

  31. Antonio Castelo disse:

    Pois É!

    Dizer que pessoas oriundas do norte e nordeste sãos preguiçosas e de QI baixo é um gde erro, e pode gerar idéias preconceituosas e distorcidas.
    Temos grandes personalidades que construíram esse imenso País de todos os cantos do Brasil e inclusive de fora, exemplos japoneses, italianos, portugueses e outros., onde encontraram um País com grande possibilidades onde puderam formar familia e progredir como seres humanos.
    Eu nasci em São Paulo, pertissimo da Av. Paulista, e me orgulho de ser paulistano e ser filho de nordestinos, pois sou, e todos sãos essa mistura de cultura e miscigenação que é o Brasil!!!!
    Ah!, p/quem têm dúvidas, de que o Nordeste não têm condições educacionais, é só dar uma olhadinha no exame unificado da Ordem dos Advogados do Brasil.
    Segue o link abaixo:
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2007/09/14/ult4469u11291.jhtm

    Um abraços a todos, e vamos contribuir p/melhorar e não dividir..

    Antonio Castelo Branco

  32. ANA PAULA disse:

    TODO TIPO DE PRECONCEITO É ESTÚPIDO E SÃO AINDA MAIS ALGUNS COMENTÁRIOS QUE LI SOBRE OS BAIANOS E NORDESTINOS. O QUE EU ACHO QUE EXISTE É UMA ENORME FRUSTRAÇÃO, PRA NÃO DIZER INVEJA MESMO, PQ O BAIANO É FELIZ SIM, SABE VIVER, TRABALHAR, GANHAR DINHEIRO E DESFRUTAR DE UMA TERRA LINDA COM INTELIGÊNCIA. NÃO PRECISAMOS VIVER PROVANDO PARA OS OUTROS QUE SOMOS COMPETENTES, QUE PRECISAMOS TRABALHAR MAIS QUE TODO MUNDO, VIVEMOS, TRABALHAMOS, GANHAMOS DINHEIRO E TUDO ISSO SEM STESS….. MORRAM DE INVEJA SULISTAS……. NÃO VEJO NINGUÉM MELHOR QUE NINGUÉM, CADA UM COM SEUS DEFEITOS E QUALIDADES…… BURRO É QUEM SE ACHA MELHOR E DEIXA DE ENXERGAR A QUANTIDADE DE DEFEITOS QUE TEM!!!!!

  33. Mendonça disse:

    Algumas respostas aqui postadas abordam o racismo e o preconceito como coisa de pouca importância uma coisa “natural”, algo assim como um passatempo inofensivo com o qual algumas pessoas se divertem.
    O buraco, porém, é um pouco mais embaixo. O racismo seria algo do qual poderíamos sorrir com desdém se não trouxesse conseqüências tão devastadoras quanto as que tem trazido a esta tão sofrida humanidade.
    No caso de Dantas, o tal começou por demonstrar um Q. I. mais baixo do que os daqueles que ele critica, quando generalizou as suas declarações, incluindo, portanto a sim mesmo entre aqueles que ele critica. Além dessa prova de burrice insana, o mesmo ainda procurou vincular sutilmente os seus argumento à população negra, remetendo ao exemplo do berimbau um instrumento da cultura negra. Nesse caso ele só queria mesmo era ofender, pois a cultura negra nada teve a ver com isso, pois os que se deram mal foram alunos da Escola de Medicina, onde o número de afro descendentes é ínfimo, sendo provavelmente os reprovados oriundos dos que se declaram brancos.
    Na realidade, o que ele tenta encobrir é a sua própria incompetência, pois, tendo tanto talento para criticar os demais, nos deixa curiosos sobre os seguintes pontos:
    Considerando-se possuidor de um intelecto tão brilhante, queremos saber quais foram as realizações marcantes que promoveu, ou que inovações, sistemas criou para trazer transformações à Escola de Medicina, livrando-a do atraso e do marasmo em que se encontra, pois, que faz as escolas são os seus administradores e não os seus alunos, estes são apenas produto de um sistema.
    Quanto aos que vinculam inteligência à escolaridade, fiquem espertos: Ter um monte de letras na cabeça, uma grande quantidade de informação; não significa inteligência.
    Inteligência é saber o que fazer com isso.
    Às vezes, uma pessoa com escolaridade menor do que outra, demonstra uma inteligência maior – para os que generalizam as críticas aos nordestinos, aprendam com Lula: foi preciso um torneiro mecânico, nordestino, sem universidade, para tirar o Brasil do FMI e colocá-lo entre os países com grande credibilidade no mercado financeiro mundial.
    E não venham dizer que ele encontrou o terreno aplanado, etc, se assim fosse, ele teria desmanchando todas as realizações e conquistas existentes e levado tudo ao retrocesso, travando pesquisas, etc.
    Precisamos combater tais preconceitos e construir o Brasil que todos nós, brasileoros merecemos, naão apenas 5% de exploradores.

  34. Valcir Cruz disse:

    A declaração do professor não me surpennde. Em dias atrás, quando tratamos a respeito do dia consciência negra, houve um gaúcho, descendente de imigrantes, que arvorava o trabalho como um fator de libertação. Desconhecia que recebrea terra, e que o negro brasileiro, aqui, a trezentos anos, e que não tivera o mesmo privilégio.
    Um igorante a respeito do país para o qual imigrou. Não sabe o infeliz que portugueses, pretos e índios garantiram a ele a paz que e as fronteiras que Alemanha, por exemplo, não garantiu. Um igrato. Recebeu terra, paz e trabalho e ainda cuspiu no prato que comeu. Um bofe !!
    Para os italianos, então nem se fala. Vieram famintos para o Brasil, e os pracinhas, nosso glorioson exército formado por pretos, índos e nordestinos, foram ao norte italianos , e os libertaram do nazismo. Os descendente de italianos, que discriminam os nordestinos, pretos e índios, nos devem as terras nas quais enrriqueceram e mais a libertação do norte italiano, que à peixeira realizamos. Ainda bem que muitos compereenderam, vejam Camargo Guarniere, Gianfraceso e outros lindos italianos que aqui deixaram sua contribuição.
    Este coordenador esqueceu de Rui Barboosa, Jorge Amado, Caetano Velozo, Gilberto Gil. Gênios da raça.
    Vejam a respeito da musicalidade, além do axé baiano, não devemos esquecer do breganejo paulista, matogrossense e goiano. Horroroso, feio, trágico de incostetável mal gosto. Alguém já questionou o QI paulista, matogrossense e goiano pelo fato de produzirem tamanha breguice?.

  35. Cleusa Ritchio disse:

    Não entendi a colocação discriminatória da Fernanda, atacando o mineiro que não tem nada a ver com a história! Agora, mineiro tem fala mansa, sim, mas é muito esperto… e nada lerdo! Tanto que ele sabe aproveitar os dias de carnaval, mas na quarta-feira está trabalhando e não na saideira baiana já em cinzas…
    Quanto ao comentário do Professor, ele é baiano e tem direito de falar o que acha de seu Estado, pois vive a realidade baiana. Acredito que o tenha feito mais para incentivar o baiano a pensar mais e se acomodar menos.

  36. Edward Campos Lopes disse:

    Pelos últimos comentários, estou vendo que tem muita gente que só toca berimbau. O professor está com a razão.

  37. Ricardo Moraes disse:

    Deixa eu também pegar uma carona nos comentários. Sou de opinião que Racismo é atitude condenável, mas quando somos chamados de “Branco azedo” ou “Branquela” tudo bem né? Ninguém vê problema nisso não é? Alguém tem uma explicação para o preconceito ao contrário?

  38. Rosangela disse:

    Meus irmãos e irmãs brasileiros e brasileiras! Donos desta terra maravilhosa que se chama BRASIL….
    Convenhamos…. nós somos privilegiados mesmos: temos a melhor terra, o mais lindo oceano, as maiores riquezas vegetais , minerais, o mais lindo céu, e um povo excepcional! Não importa se baiano, mineiro, paulista, gaucho e outros mais do canto mais longíquo desse paisão!Ao invés da midia dar tanta importância que talvez mal colocado em seus palavreados, mas nada de ofensivo( basta olharmos o artigo acima para diferenciarmos e aclararmos nossa idéia de racismo), deveria sim enxergar o mestre , que acredito eu… como todo bom baiano e brasileiro… na sua leresa, fez um elogio! Sim, o povo baiano é manso, porem de cultura artistica inabalável! Basta olharmos ao nosso redor e verificarmos nossos maiores escritores, poetas , juristas da onde veem! Povo lero, arretado ,esse povo em que a musicalidade se faz com uma simples corda de berimbau, mas portador de uma energia linda, prazeirosa, acalentadora! De poucas palavras mas que inferem dentro do âmago de cada um de nós! Foi o que fez o mestre ao assim se dirigir e ainda ao defender seu povo, dizendo: acorda gente…não somos médico mas deliciosamente artistas!!!!

    Beijos

  39. Mendonça disse:

    Desculpem os aparentemente erros de português.
    Foram devidos à digitação apressada, sem revisão, pois precisei passar a máquina para outra pessoa, com urgência.

    corrigindo:
    “…remetendo ao exemplo do berimbau, um instrumento da cultura negra…”
    “…livrando-a do atraso e do marasmo em que se encontra, pois, quem faz as escolas são os seus administradores e não os alunos, estes são apenas produtos do sistema de ensino aplicado em tais estabelecimentos…”
    “…E não venham dizer que ele encontrou o terreno aplainado, coisa e tal…”
    “…Precisamos combater tais preconceitos e construir o Brasil que todos nós, brasileiros merecemos, não apenas para 5% de exploradores…”

  40. Mendonça disse:

    O nome deste blog está errado.
    O correto seria: “Ele cometeu a burrice de tentar explicar a geografia pelo racismo, por ser um baiano branco?”
    Fica aí a sugestaão.

  41. Nil disse:

    Fico mais triste e com a ignorancia da revolta pois estao sendo racistas qto à liberdade de expressão do professor. Sou baiana e descendente de afros e acredito q.o Qi baixo vem de muito tempo atras, devido à cultura dese povo digamos um tanto preguiçoso. Os brancos e que estao querendo por lenha na fogueira e usam isto como bode-espiatorio chamando um comentario como este de racismo. Reflitam paa campanhas mais necessarias po favor.

  42. Yuri disse:

    Muita besteira aqui dita nos mostra que o professor Antônio Natalino tem seguidores. E estes incorrem no mesmo erro do mestre. Dão tiro no pé. O professor mostrou que era possivelmente o principal culpado das notas baixas dos estudantes no Enade. Como coordenador, a construção do sucesso dele e do curso dependia, já na fundação, do seu amor pela universidade e pelos estudantes. O que me pareceu é que sua manifestação revelou um ódio acumulado ao longo das horas em que se sentiu obrigado a coordenar o curso. O mesmo sentimento que ele estende à cultura do lugar onde nasceu e vive.

    Acredito muito que a burrice e a inteligência estão fortemente relacionadas com o egoísmo e a capacidade de doação. E esse professor, cá pra nós, caiu (renunciou) porque, além de mau coordenador, cometeu um grave erro político.

    Tem uma elite na Bahia, denunciada já por Gregório de Matos, que vive cultuando o luxo e a soberba. São pessoas existem até hoje e detestam a cultura negra porque, alguns poucos descendentes herdam, de geração em geração, o gene nocivo e autodestrutivo da presunção. É por isso que, ao longo dos séculos, experimentam a inevitável decadência. Esse professor da Ufba deve ser dessa casta.

    Antônio Dantas pediu desculpas no domingo e, por isso, devemos perdoá-lo. Mas o seu exemplo, nós devemos repudiar para sempre. Porque, embora frágil e sem fundamento, deu luz ao ódio e incitou novas ofensas a culturas, magoando seres humanos. E devemos também contestar seus seguidores – estes que apoiaram a burrice dele em resposta ao artigo deste blog – agora sem líder, já que o mesmo jogou a toalha, arrependido.

  43. Solange disse:

    1 – Definição de racismo, segundo o dicionário Houaiss

    ■ substantivo masculino
    1 conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias
    2 doutrina ou sistema político fundado sobre o direito de uma raça (considerada pura e superior) de dominar outras
    3 preconceito extremado contra indivíduos pertencentes a uma raça ou etnia diferente, ger. considerada inferior
    4 Derivação: por analogia.
    atitude de hostilidade em relação a determinada categoria de pessoas
    Ex.: r. xenófobo

    2 – Ou seja, ao expressar sua opinião, o professor emitiu um juízo de valor baseado em uma característica específica de uma população, no caso, geográfica. Isso é racismo.

    3 – Baseou sua opinião em um conjunto de valores próprios e individuais, desconsiderando a individualidade das pessoas, que são únicas, independente do lugar do nascimento ou cor dos olhos. Isso é arrogância.

    4 – Enfim, nada disso o impede de exercer sua liberdade de expressão. E também ser julgado por ela.

  44. Yuri disse:

    Em resposta a um dos seguidores do professor arrependido, devo acrescentar que a expressão de Ivete, “sou feliz porque nasci na Bahia”, e os dizeres de placas como “sorria, você está na Bahia”, embora se ufanem, não ofendem. É próprio da cultura baiana exaltar a alegria e a felicidade, temas bem subjetivos. Mas o fazem com poesia, humor e criatividade. Contribui, portanto, com a estética e, quem sabe, com a felicidade dos expectadores de suas manifestações culturais.

  45. Murilo Pintombe Souza disse:

    Olha o preconceito do Valcir Cruz aí. Mais um que não entendeu nada, é mais um dando razão ao professor. Com esse QI que está demonstrando, só vai conseguir tocar mesmo é berimbau com uma corda só.

  46. Roberto - Maringá disse:

    Quando o Governo lançou o sistema de cotas nas Universidades, ele OFICIALIZOU o racismo. Vc estabelecer cotas nas Universidades Públicas para alunos da rede pública é uma coisa, para uma raça… é outra. Entendo a reserva de cota como uma oportunidade do bom aluno, com potencial mas sem recurso financeiro para pagar um cursinho pré-vestibular, uma oportunidade de ingressar na escola pública. O resto é consequência e balela.

  47. Maria Elisa Horn Iwaya disse:

    Opa,pera lá!
    ainda que em uma breve lida pelos comentários, o que fica nítido é uma grande distorção de conceitos. Sugiro que corram ao dicionário (não o aurélio) de sociologia mais próximo e o quanto antes!
    racismo é racismo, está invariavelmente ligada a questão de julgar-se “melhor” que outro em função de uma cor de pele.Isto leva a outro conceito, de “discriminação”, em que se “exclui” determinado “tipo indesejável” do convívio social.É uma prática condenável,não apenas “moralmente”,como disposta como “crime” na constituição.

    Preconceito é outra coisa, em um nível muito menos alarmante e não está diretamente ligada a um conceito pejorativo, por exemplo, dizer que sofre preconceito por ser loira e essa imagem estar associada a de “menos inteligente” nunca impediu ninguém (e quem souber que houve, que prove e entre com recurso contra) de ascender socialmente. O fato de japonês ser considerado “tudo igual” os torna vítima de preconceito,mas isso não pode ser denominado racismo,pois não tem um fator pejorativo,uma vez que esses são vistos como “super-espertos” e não são,por sua “origem” tratados como “cidadãos de segunda classe”.

    O fato do racismo e da discriminação estar no Brasil (e em boa parte do mundo) associado aos negros vêm de determinantes históricos, ora, dívida que temos de um passado (não tão distante) de mais de três séculos de escravidão.

    O professor, não tem, simplesmente pelo fato de ser baiano, o direito de generalizar características supostamente atribuídas a toda uma população (de maioria negra,sim!mas infelizmente,essa maioria ainda não está ocupando os cargos de chefia,nem lá).

    Ao dizer por exemplo que “baiano só toca berimbau…pq só tem uma corda” ele está sim, relacionando a imagem do baiano ao movimento negro, haja visto que o berimbau é um instrumento vindo da tradição africana (afinal,quem é esse “baiano que só toca berimbau” a quem ele se referiu?)e por tal afirmação, ele foi, acertadamente repreendido, para que falas como estas,baseadas tão somente no “senso comum” -como alias são,a grande maioria dos comentários citados acima- não seja “naturalizadas” e tidas como “socialmente aceitáveis”.

    Veja por exemplo o comentário acima (Cleusa R.) “Acredito que o tenha feito mais para incentivar o baiano a pensar mais e se acomodar menos” – oras, quer reprodução mais simples e pura de um preconceito que está sim, baseado em um estapafurdio sensocomum, e que é disseminado por meios de comunicação e pela oralidade.
    Afinal, quem pode ser vc, “criatura superior” para julgar que os baianos devem “pensar mais” e “se acomodar menos”? Isso aplicado nas relações cotidianas, gera mais que preconceito-simples, gera a tão propalada discriminação, ao passo que não se credita a pessoas “nordestinas” capacidade cognitiva para o pensamento racional, “guetificando-as” e obstruindo deste modo, seu acesso ao desenvolvimento, e por conseguinte, de seus familiares. – o que gera uma relação de exclusão, paradoxalmente, em um mundo, e país, que se diz “integrado” e “global”.

  48. Sarah Gomes disse:

    Se o professor queria notoriedade conseguiu so que da pior forma.

  49. Gustavo Vivas disse:

    Oi Ana

    Li o blog ……

    Cada pessoa que ali escreve , tem isso , dessa “coragem” de mostrar ou quem sabe na verdade vítima da massa que afunila as mentes em pensamentos e considerações que pensam elas serem a verdade absoluta que têm em suas mentes , porém nada mais são do que marionetes manipuladas pela mídia , por idéias já plantadas , e sendo assim , suas opiniões sempre são repetições de outras inverdades .

    Deixando de lado essa análise e sendo mais objetivo , vê-se que na história do país , quando São Paulo era erguido , com seus prédios , fábricas , uma grande parte da mão de obra era composta de imigrantes das regiões norte e nordeste do Brasil . A parcela de cidadãos paulistanos em minoria e tendo suas vagas sendo ocupadas por “forasteiros ” , e que , trabalhadores acostumados ao trabalho no sertão seco , áduo da terra característica para os mais resitentes ao trabalho , começou a tratar um modo de boicotar a empregabilidade da concorrência . Esse foi um dos modos , taxar a população imigrante de preguiçosa . Ressalte-se aqui que nem a maioria era baiana e sim nortista . Se você olha no mapa , Salvador por exemplo corretamente seria uma cidade denominada da região Leste e não Nordeste , porém devido ao tamanho do estado da Bahia , ficou estabelicido região Nordeste .

    Salvador , primeira capital do país , sendo local de rebebimento de enorme quantidade de negros trazidos da África , tinha também nessa miscigenação de raças , o recebimento de uma nova cultura como a integração do feijão ao hábito alimentar no almoço . Aliado ao hábito trazido pelos europeus da famosa “sesta” , o ato de dormir após ao almoço , com a temperatura sempre mais quente da região e o hábito que virou com a introdução da comida mais temperada trazida da Africa , pois muitas cozinheiras eram dessa origem , muitas esquadras invasoras , começaram a traçar suas constantes invasões à cidade no perído das 13 , 14 horas , período este , em que boa parte da população diga-se de passagem , não só nativa , mas de todo o país que à Salvador iam no intuito de trabalhar haja vista ser a capital do país , enfim , estas tinha este hábito da sesta , e em grande parte por isso , iniciou esse hábito de muitos que não eram da terra , falar mal e em muito por inveja da capital ser lá e não em São Paulo .

    É engraçado ver que até Ivete Sangalo entrou nessa por falar que adora ser baiana e até propagandas de “Sorria , você está na Bahia ” . Quer dizer , um governo não pode nem mais ter uma iniciativa de falar , seja bem vindo turista , você está em uma terra onde o carnaval , praias e hospitabilidade lhe dão boas vindas ! .

    Seria racismo com o resto da população brasileira se dissse o contrário , não venham aqui , não serão bem vindos .

    Mas o ser humando é egoísta e mesquinho por natureza .
    É o predrador maior .

    Parecem esquecer que o que se faz aqui , se colhe adiante independente de ração ou onde tenha nascido , que o mundo é um só , mas cego por si mesmo em seu pequeno umbigo , se acha melhor porque é dessa cor , desse tamanho ou segundo o ignorante que escreveu lá em cima , que o baiano tem cabeça chata (sic) .

    Lembro-me que minha avó nascida em 1914 quando morou no Rio , achavam um absurdo que ela voltasse para Salvador pois diziam lá não ter luz , água encanada , etc .

    A mesma ignorância que dizem lá fora , inclusive nos EUA , que no Brasil você vai à escola de barco com “anacondas” devorando quem vacilar no caminho e outras por aí .

    Quer dizer , a burrice , esta , está mesmo na cabeça de quem quer levá-la adiante , no zombar do outro , no egoísmo como fizeram com aquela mendigo dormindo em Brasíla queimando-o enquanto dormia , e não me assusta nada disso , pois essa é a vibração de nosso planeta atualemnete.

    Precisa ser inteligente pra ver isso ?

    Não …….me desculpe minha burrice , mas não nasci nessa cidade onde parecem viver seres superiores como alguns escrevem aqui ……….

    Sou baiano , brasileiro , às vezes com pena de meu povo com tantos problemas , tanta desigualdade e ainda alguns que fazem parte de menos de 10% da população que puderam ter um diploma superior e vem com essa pose e perda de tempo com algo tão mesquinho e fútil de se achar melhor que o outro ………….

    Esse é o resultado de uma nação sem pátria , sem a consciência de unidade , o resultado de uma país monstruoso em tamanho , no fundo , não é culpa de ninguém , mas de uma série de fatores , porém sempre sempre haverão espíritos de porco para comer a carniça do vizinho que por hora possa viver em situação mais sofrida .

    Gustavo

  50. Daniel Cordeiro disse:

    Esse tal Professor Natalino é um completo “Indigente Mental”. Como um Educador, formador de opinião, tem a coragem de exprimir um pensamento preconceituoso com a cultura e o povo baiano?
    Se as médias da faculdade de medicina não foram boas, é fato que a sua direção é falha, que a culpa são dos professores despreparados, de falta de investimento e de de uma bos gestão.
    Outras faculdades da UFBA obtiveram notas excelentes em provas semelhentes. o que prova que o “baixo QI dos baianos” está concentrado na faculdade da qual o infeliz diretor faz parte.
    É fácil se esquivar da culpa de uma péssima gestão educacional, tornando a história e a cultura de um povo os grandes vilões da degradação do ensino na bahia.

  51. Abelardo Francisco Nonete disse:

    Defendo a independência da Bahia, vamos formar um movimento separatista e criar um novo país, a nação baiana. TEmos condições de tocar a vida sozinhos e não dependermos de paulistas.

  52. Afonso Dagostini disse:

    QUEM NAO TEM COMPETENCIA NAO SE ESTABELECE.

  53. Afonso Dagostini disse:

    Todos nos somos beneficiados das ciencias alguns povos colaboraram mais outros menos e muitos em nada. Existe civilizaçoes que ainda nao chegaram na idade do bronze, estão na idade da pedra. Por exemplo os indios brasileiros, os aborigenes australizanos os africanos subassarianos( do qual descendem nossos negros). Os povos que colaboraram para a evoluçao civilizaria da humanidade são os europeus, os asiaticos, os arabes e ate mesmo os astecas. Mas infelizmente a nossa formaçao veio de povos que estao 40 mil anos atrasados. e isso reflete em nossa sociedade. As diferenças culturais influencias os indices de violencia e assim por diante.

  54. José Carlos disse:

    Sr. Gustavo Vivas, realmente os baianos se dão muito bem no trabalho pesado.!?

  55. Mora fora do pais ha 10 anos…sou baiano da gema e fui aluno da Universidade Catolica de Salvador…O professor nao usou de sabedoria ao se expressar da forma que o fez…existem n formas de justificar e analizar n questoes de forma positiva ou negativa e ele literalmente vacilou !!!

  56. Cláudio Affonso Matheus disse:

    Tenho visto comentários do tipo, no inicio do Brasil …., Salvador primeira capital do país, ….. o Brasil começou na Bahia, etc.

    Quero lembrar que tudo isso é passado, nessa época Portugal e Espanha eram as maiores potências mundiais e Estados Unidos, Canadá, Japão e Alemanha não eram nem sombra do que são hoje. Apenas a Inglaterra era importante na época e também nos dias de hoje.

    Conclusão: quem para no tempo sempre fica pra trás, no passado a Bahia era o estado mais importante, mas esqueceu que o mundo gira.

    QI não é só inteligência, mas também informação, atualização, vontade e pré-disposição para o trabalho. Não dá pra ter carnaval de fevereiro a abril e em seguida festa de São João começando em maio pra acabar sabe-se lá quando. O professor Antônio Natalino Dantas alertou muito bem os baianos, mas infelizmente levaram suas afirmações pelo lado do racismo.

    Antes que alguém diga que sou racista por estar concordando com o professor, quero deixar bem claro, considero racismo como algo abominável e desumano.

  57. Alexandre Luiz Ygnácio disse:

    Sobre a sugestão do Sr.Abelardo Nonete, que ótimo que a Bahia vai ser um país independente. Agora sim, podem fazer festa, carnaval, sombra e água fresca o ano inteiro que não tem problema. Só não esqueçam que não vai mais ter o Sul pra mandar dinheiro, vão ter que trabalhar primeiro pra poder ter grana pra festa.

  58. Katia Luana disse:

    O que o referido professor disse não tem nada a ver com racismo, e sim uma OPINIÃO. Todos temos o direito de gostar ou não de algo. Temos nossas preferencias e nem por isso devemos ser considerados racistas.

  59. Cleusa Ritchio disse:

    Maria Elisa, não me considero criatura superior, de jeito nenhum, mas não me considero lerda, como fui chamada pela Fernanda: “Baiano é lerdo? Que nada! Mineiro é mais”. Você se ofendeu com a segunda parte, mas não me defendeu da primeira parte…rs… são coisas que acontecem…
    E não quis ofender os baianos quando disse isso. Sei que os baianos forneceram nomes importantes à nossa história, à nossa literatura, à nossa cultura. Esses, claro, não precisaram e outros atuais não precisam serem despertados para pensar. Mas você há de convir que há brasileiros e brasileiros precisando de uma sacudidela para deixar de ser comodista e lutar pelos seus ideais. Eu coloquei baiano porque o professor tratou dos baianos. Poderia ser mineiro, paulista, ou até estrangeiro…
    Não sou racista, nem discrimino ninguém. Tenho um cunhado baiano. Adoro os meus amigos italianos, negros, japoneses, brancos, pobres ou ricos, desta ou daquela religião. Somos humanos, somos irmãos. Isto me basta.

  60. Ricardo disse:

    O “professor” Antonio Natalino Manta Anta, é do tipo que entende que primos não podem trepar……

  61. Luiza disse:

    Vc tentar mostrar o qnt o reitor estava errado é uma coisa…
    Agora tentar com isso mostrar a sua posição a respeito das cotas acredito ser errado.
    Não por eu ser contra ou a favor das cotas.Mas pelo fato de vc deixar de ter a posição que um jornalista deve ter que é a de neutralidade na notícia…

    A respeito da nota, acho q o reitor deveria saber a hora certa de se calar…
    Aquele seu discurço sobre o QI dos baianos foi desnecessário…e somente para encobrir uma possível falha dele como reitor da universidade.
    Mas não acredito ter sido racismo…
    Acho q foi um exagero de determinadas partes qnt a isso…

  62. baiano disse:

    O vosso amigo claudio affonso mateus, está com as mesmas sindromes do ex-professor da ufba: loucura! abrir a boca pra dizer que: sorria vc esta na bahia, significaria um racismo do povo da bahia com o restante da população… nada a ver.
    Porque nao citar, a grande exploração que este estado sofre, e agora querer que os baianos “engulam” o que um insano fala, é a pior das explorações…
    temos liberdade de expressoes e por isso não aceitamos ter que aturar mais umas dessas que aprontam por aí…

  63. THEREZA AMORIM disse:

    CORRIGINDO

    SR. ANGELO MONTEIRO

    EU NAO VOU MANDAR O SR TOCAR BERIMBAU

    EU VOU MANDAR O SR. TOMAR NO SEU DEVIDO CÚ

    SE ISSO NÃO LHE SATISFAZER DÊ O MESMO PARA O ELEFANTE, NA TROMPA DELE.

    E DEIXE O POVO NORDESTINO EM PAZ

    FUI……..

  64. Angelo Monteiro disse:

    Dona Thereza Amorim

    Vai tocar berimbau, vai.

  65. Ângelo R. Monteiro disse:

    DONA THEREZA AMORIM

    VAI TOCAR BERIMBAU, VAI.

  66. Heitor Reis de Oliveira. disse:

    Finalmente apareceu alguém lúcido,o sr.Jonatam Silva disse tudo.Deve-se criticar
    o despreparo dos alunos e não associá-la à cultura de um povo.
    Deixo aqui um comentário especial para aqueles que codenam o rascismo contra
    os brancos:ISSO NÃO EXISTE,o rascismo parte de um contexto histórico em que
    um grupo humano é dominado por outro,portanto ,imvestigar um rascismo contra
    aqueles que escravizaram(e escravizam)não faz sentido.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: