As dez maiores burradas do mundo dos negócios

1) Recusa do telefone
Data: 1876 – Prejuizo: US$ 150 bilhões

O jovem inventor escocês Graham Bell quis vender a patente de um novo aparelho chamado telefone à empresa que tinha o monopólio dos telégrafos nos EUA por 100 mil dólares, um dinheirão na época. O dono da empresa não quis pagar. Disse ao inventor americano
que a idéia era boa, mas estava mais para um brinquedo.

Que fim levou: Dois anos depois, o mesmo executivo disse que, se tivesse pago 25 milhões de dólares, teria sido uma barganha. Bell fundou sua própria companhia telefônica, que usufruiu 17 anos de monopólio sobre a invenção, o suficiente para torná-la a maior do mundo em telefonia.
2) AOL e Time Warner
Data: 2001 – Prejuizo: US$ 100 bilhões

Maior conglomerado de comunicações do mundo, a Time Warner engloba desde canais de TV como CNN até gibis da DC Comics. Em 2000, no auge da bolha especulativa da internet, a America Online, maior provedora do mundo, estava com a corda toda, e as duas empresas resolveram se fundir. Mas logo a AOL “datou”: sua fórmula era distribuir CDs de instalação para o discador e usar um navegador próprio.

Que fim levou: Em 2002 o braço AOL da dupla foi reavaliado e registrou prejuízo de quase 100 bilhões de dólares, um recorde histórico.

3) Direitos de Guerra nas Estrelas
Data: 1976 – Prejuizo: US$ 10 bilhões

Em 1976, a produção do primeiro filme de Guerra nas Estrelas estava atrasadíssima e o orçamento já havia estourado. O diretor George Lucas, pressionado, concordou em reduzir o seu cachê (não revelado, mas menor que 1 milhão de dólares) em troca do direito total sobre os personagens. A Fox concordou – na época, ninguém fazia bonecos baseados em filmes.

Que fim levou: Muitas espadas de plástico e 120 games depois, os produtos licenciados já renderam a George Lucas muito mais do que os filmes em si.

4) Celular por satélite
Data: 1998 – Prejuizo: US$ 6 bilhões

A empresa Iridium surgiu com um conceito interessante no mundo dos celulares, em 1998: quem pagasse pelo serviço a preços exorbitantes teria sinal em qualquer parte do mundo (quem sabe até na ilha
de Lost). Várias empresas se juntaram para garantir os 6 bilhões de dólares necessários para a implantação, que envolvia 66 satélites.

Que fim levou: Com problemas de gestão e sem assinantes, a empresa abriu falência e foi vendida por 25 milhões de dólares em 2001. Hoje, o serviço existe, mas é usado quase que exclusivamente pelo Exército americano.

5) Beatles desprezados
Data: 1962 – Prejuizo: US$ 2 bilhões

Mike Smith era um descobridor de talentos da gravadora Decca que, no fim de 1961, foi a Liverpool ouvir um grupo que começava a fazer sucesso. Gostou dos caras e os convidou para uma audição em Londres. Os Beatles tocaram 15 músicas, mas não empolgaram o outro executivo da gravadora, que desdenhou: “Desculpe, mas não gostamos do som dos seus garotos. Essa história de grupos já acabou, e particularmente grupos de quatro pessoas com guitarras já era”.

Que fim levou: A banda “ruim” virou só a mais importante de todos os tempos.

6) Newton da Apple
Data: 1993 – Prejuizo: US$ 700 milhões

Hoje, tudo que a Apple lança é sucesso quase instantâneo. Mas o passado da empresa esconde um computadorzinho de mão (PDA) chamado Newton. Feito às pressas, tinha vários problemas: não cabia em bolso nenhum, as pilhas acabavam rápido e o programa não reconhecia direito a escrita com a canetinha.

Que fim levou: O Newton amargou anos de prejuízo até ser tirado de circulação em 1998 por Steve Jobs, justo quando o aparelho estava melhor. Outra empresa, a Palm, achou que o filão tinha futuro e lançou, com sucesso, o seu PDA no mesmo mês da morte do Newton.

7) Virtual Boy da Nintendo
Data: 1995 – Prejuizo: US$ 396 milhões

A Nintendo lançou uma proposta, digamos, esquisita: uns óculos feios, pesados, que geravam efeitos 3D em duas cores, ligado por um fio a um joystick. Não precisa ser expert em negócios para adivinhar que a aposta não deu certo: o videogame era caro, pouquíssimos jogos foram lançados e, para piorar, causava tontura em quem ficasse mais de alguns minutos brincando. A expectativa era vender 3 milhões de unidades pelo mundo, mas o número não chegou a 400 mil.

Que fim levou: Em menos de um ano a Nintendo aposentou o Virtual Boy, tirou-o das lojas e suspendeu o desenvolvimento de jogos para a plataforma.

8) Jato da Embraer
Data: 2002 – Prejuizo: US$ 300 milhões

Os governos do Brasil e da Argentina assinaram um acordo para desenvolver em parceria um jato para vôos regionais. A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) ficaria com dois terços do trabalho e transferiria tecnologia para a Fabrica Militar de Aviones, da Argentina. O projeto durou cinco anos e o protótipo foi entregue com festa. Mas o mercado não quis nem saber: o avião, batizado de Vector, era caro demais, e a crise política no Brasil abortou o projeto.

Que fim levou: Os dois protótipos foram destruídos, a idéia, engavetada, e a Embraer se afundou numa crise da qual levou anos para se recuperar.

9) Filme Plutonash
Data: 2002 – Prejuizo: US$ 113 milhões

O roteiro de intrigas interplanetárias em torno de uma boate começou a ser escrito no meio da década de 1980 e passou por dezenas de modificações até ficar pronto, cerca de 15 anos depois. A demora aconteceu provavelmente porque o material não era bom o suficiente: nas telas, com Eddie Murphy no papel principal, foi um fracasso de público e crítica: custou 100 milhões de dólares e rendeu 7 milhões de dólares no mundo inteiro (Cidade de Deus, lançado na mesma época, faturou 28 milhões de dólares).

Que fim levou:Os 20 milhões de dólares em publicidade não ajudaram, e até Eddie Murphy confessou ter vergonha do filme.

10) New Coke
Data: 1985 – Prejuizo: US$ 50 milhões

Depois de dois anos de testes secretos, a Coca-Cola resolveu substituir a consagrada fórmula de seu refrigerante por uma outra, mais doce. A “New Coke” foi lançada em meio a uma caríssima campanha publicitária, mas gerou protestos pelos Estados Unidos – o público detestou o novo sabor e a versão antiga começou a ser vendida no mercado negro. Logo os engarrafadores recusaram-se a fabricá-la e devolveram 30 milhões de dólares em concentrado para a empresa.

Que fim levou: A Coca voltou atrás: relançou a antiga fórmula com o nome “Classic” apenas 77 dias depois e nunca revelou o tamanho exato do “preju”.

Fonte: Mundo Estranho

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One Response to As dez maiores burradas do mundo dos negócios

  1. André disse:

    ahhah
    É fácil avaliar os erros e acertos depois que eles acontecem…

    Como registro, muito legal

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