Tropa de Elite é coisa para mulher

Por trás dos óculos escuros, da farda preta e da metralhadora ponto 40 mm, o GOE (Grupo de Operações Especiais) esconde um de seus maiores trunfos. Loira, 24 anos, formada em direito, a investigadora Kelly Vicentini, é a única mulher que foi aceita para atuar na linha de frente da tropa de elite da Polícia Civil de São Paulo nos 17 anos de existência do grupo.

Até hoje, somente dez mulheres se inscreveram para o rigoroso teste de ingresso no GOE. Kelly foi a única que passou e realizou neste ano o curso de operações especiais, que distingue as tropas de elite das convencionais. Como no filme “Tropa de Elite”, o treinamento exige grande esforço físico e alia técnicas privilegiadas à inteligência, permitindo ao policial ser auto-suficiente e se adaptar a qualquer ambiente de ação.

Kelly ingressou no GOE em janeiro, quando ainda se recuperava de um tiroteio ocorrido em um dia em que estava de folga, como relata com orgulho o chefe dela, o policial Rodrigo Said, 32 anos. “De pijamas em casa, ela se jogou na frente de sua mãe durante confronto com criminosos, matando um deles com três tiros -no peito, estômago e na perna. Ela tem boa pontaria”, afirma Said. Na ocasião, Kelly foi alvejada no peito e na perna e ficou oito dias internada na UTI.
Said é suspeito para falar: ele também é noivo de Kelly. O casal se conheceu em uma operação contra desmanche de veículos na zona norte da capital em outubro de 2006, quando a investigadora ainda integrava o Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), onde atuou por cinco anos e também era a única mulher.
“No início, foi difícil acompanhar os homens. A parte física é mais caótica. É complicado ser a única em um

ambiente preponderantemente masculino, mas você tem de saber se impor. Não vou chegar para o bandido com uma [pistola] ponto 40 e pedir por favor”, diz a investigadora.

A exemplo do GOE e do Garra, outras tropas de elite das polícias Civil e Militar, reduto histórico de homens, têm permitido recentemente o ingresso de mulheres (veja texto nesta página). Não por querer um toque feminino na base. Mas sim, por necessidade, segundo o delegado supervisor do GOE, Luiz Antonio Pinheiro.
“Aqui não tem mordomia nem para ela. A gente sai para a rua sabendo que vamos enfrentar o imprevisível. Para um policial homem é difícil revistar mulheres. Eu preciso do trabalho dela”, diz Pinheiro. O delegado pretende ter uma mulher em cada um dos cinco grupos de combate do GOE. Hoje, Kelly fica sobrecarregada e é chamada para atuar até nas folgas. Há uma semana, ela se passou por uma estudante que teve o carro roubado e, ao negociar o resgate do veículo, prendeu o ladrão.

Fonte: Agora
Texto de Tahiane Stochero

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3 Responses to Tropa de Elite é coisa para mulher

  1. Amanda disse:

    É isso aí, a Mulherada mandando ver e ganhando cada vez mais Status e respeito nessa Sociedade Machista !

    Parabéns à investigadora que provou para CORAGEM NÃO TEM SEXO!

  2. maryllene disse:

    E isso ai, as mulheres cada vez mas tomando espaço, na sociedade machista, e elas parece estão se saindo melhor que os homens, são mas corajosas, mas dispostas e isso ai moçada força na peruca que vcs van chegar lá bjs bjs……

  3. Ricardo disse:

    O assunto não tem nada a ver com aspectos de machismo, até pelo contrário, está colocando de forma positiva a necessidade da atuação do lado feminino , mas ai vem as próprias mulheres e direcionam e evocam a palavra machismo. Senhoras das cavernas, machismo é igual a muro de berlim, comunismo, guerra fria etc; por favor mulheres evoluam, e saiam desse discurso …

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