A licença-maternidade de seis meses causa polêmica

Ninguém discute que a mãe deve ter uma licença-maternidade para ficar com o seu bebê depois do nascimento. Esse período é importantíssimo para ambos se conhecerem, para a mulher se adaptar ao novo formato da família e até restruturar sua identidade. Somando tudo isso, entende-se porque, a princípio, parece ser tão favorável a aprovação do projeto de lei da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que garante a extensão da licença de 4 para 6 meses – para se tornar lei, o projeto segue para a sanção presidencial . Mas será que a mudança é totalmente boa?

As vantagens da extensão são grandes. Além dos benefícios citados acima, a mulher terá mais tranquilidade para amamentar durante os seis meses sem precisar administrar horários malucos no trabalho ou ter o desconforto de deixar leite estocado em casa. ” Se a mãe ficar com a criança mais termpo, ela voltará para o trabalho com mais coragem, tranqüila e feliz”, diz a senadora Patrícia Saboya. “O bebê precisa do toque e do calor da mãe nos primeiros meses. Esse projeto é bom pois quanto mais tempo a mulher puder ficar com a criança, melhor”, afirma a psicóloga Teresa Bonumá.

A polêmica começa quando lembramos da realidade das empresas brasileiras. Poucas estão preparadas para terem funcionárias que ficam tanto tempo sem exercer seus cargos. Corre-se o risco de incentivar o velado preconceito que ainda existe na hora de contratar uma mulher, principalmente quando ela apresenta o perfil de quem pretende engravidar em breve. Patrícia acredita que, justamente pelo fato da lei ser facultativa, não enfrentaremos tanto esse problema. Mas Gláucia Santos, consultora de Recursos Humanos da Catho, que lida no dia-a-dia com situações assim, a cha que a m ãe terá sim de enfrentar diversas dificuldades quando voltar para a empresa. “A companhia precisa mudar a forma de trabalho para que a responsabilidade dessa mulher seja cumprida. O tempo da licença é longo e quando ela voltar para o trabalho, provavelmente precisará mostrar que tem potencial e que a empresa realmente precisa dela “, diz.

Fonte: revista Crescer

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One Response to A licença-maternidade de seis meses causa polêmica

  1. Quezia disse:

    Eu gosto dessa possibilidade de aumentar o tempo da licença.
    Mas no meu caso eu diminuí o meu afastamento em 3 meses (já que a empresa precisava do meu trabalho) e pedi que meu patrão contratasse uma babá para tomar conta do meu filho na empresa. Ele concordou, pagou a babá, fiquei com meu filho até ele completar 9 meses (eu só tirei ele da empresa porque ele ficou stressado), e meu serviço rendeu muito mais. Depois dos 9 meses de vida ele passou a ficar na escolinha. Acredito que essa seria uma ótima atitude das empresas.

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