Ruy Castro é um autor de ficção disfarçado de biógrafo que destrói a imagem de grandes artistas brasileiros?

Do: In Blog
Luis Gustavo Chapchap

A Folha de São Paulo acaba de lançar uma coleção em comemoração aos 50 anos de Bossa Nova (clique aqui e veja post sobre).

Com projeto gráfico diferenciado, textos de Ruy Castro e grandes nomes, o projeto tem tudo para ser um sucesso absoluto.

O que chama atenção de todos os admiradores do movimento que encantou o mundo é a ausência de João Gilberto.  Oficialmente foi divulgado que João rejeitou o modelo proposto, mas o In Blog teve acesso a informações que podem explicar a recusa.
Mariângela Toledo Silva, herdeira, dona do acervo e responsável legal pela obra de Dick Farney, um dos presentes na coleção relatou ao In Blog que Ruy Castro transforma suas biografias em obras de ficção, ferindo a imagem de ídolos do calibre de Carmem Miranda e Tom Jobim e que o verdadeiro motivo da ausência de João Gilberto poderia ser o medo de ser submetido a alguma injustiça nos textos de Ruy Castro.

VEJA ABAIXO O RELATO DE MARIÂNGELA

“Luis Gustavo, João Gilberto está certo; Ruy Castro não está com nada

A Folha de São Paulo editou a mais bela homenagem até hoje concretizada para as FANTÁSTICAS CELEBRIDADES que proporcionaram à música brasileira uma revolução de bom gosto que o mundo até hoje admira e cultua.

Como herdeira e curadora de DICK FARNEY fui convidada para uma reunião com o diretor da Media Fashion (empresa responsável pelo projeto)  Henrique e Ruy Castro. Prontamente atendi e apresentei detalhes sobre o acervo de 3000 fotos, artigos de revista, jornais nacionais e internacionais que fazem parte do material que Dick Farney me entregou em vida para posterior edição da sua biografia autorizada. Comentei com Ruy sobre o erro histórico e depreciativo que ele cometeu em seu livro “Chega de saudade” e o mesmo confirmou que meu tio Cyll Farney, irmão de Dick havia conversado com ele, disse inclusive que nas várias oportunidades que esteve com Cyll ele sempre solicitava elegantemente que em próximas edições corrigisse o trecho que diz que Dick Farney morreu pobre olhando uma foto do Rio de Janeiro na janela casa dele abandonado por todos. Atesto que Dick Farney estava fazendo um show quando acometido por um mal súbito e foi internado…vindo posteriormente a óbito, portanto não estava pobre e muito menos abandonado pelos fãs. Dick Farney nasceu milionário, morreu milionário e não tinha vergonha de ser rico.

Solicitei a Ruy Castro novamente a retificação visto que meus tios morreram chateados com sua desconsideração e sua fidelidade aos fatos.

Como tudo que está escrito é mentira sugeri uma forma elegante de se resolver a questão oferecendo a Ruy uma cópia do inventario Dick Farney para que ele constatasse o valor do patrimônio na ocasião da sua morte.

Conversamos sobre o projeto da Folha de São Paulo, relatei fatos inéditos, mostrei dois books com fotos e artigos da revista Times, do jornal O Globo, e de diversos veículos de comunicação.

Ele que se diz biografo de Carmem Miranda, nem sabia da amizade da família Dutra e Silva (Família de Dick Farney) e a família Miranda.
Pedi que o senhor Ruy passasse a observar a legislação vigente dos direitos de imagem, autoral e também de família pois somos herdeiros legais de Dick Farney. Solicitei também que não utilizasse fotos sem minha autorização prévia e pedi a para analisar o texto antes da publicação. Queria me certificar da veracidade fatos descritos exercendo meu direito e obrigação da prezar pela manutenção da boa imagem de Dick Farney.

Ruy Castro não respeita e nem honra seus compromissos. O texto não segue critério cronológico, nada acrescenta ou elucida sobre a participação de Dick Farney na bossa nova e mais uma vez agiu como escritor de ficção; citando um suposto trauma de infância de Dick, (ocasionado por ser forçado aos três anos a permanecer horas tocando piano). Farney era um gênio, virtuoso e vivia ao piano porque a música era e sempre foi sua vida e opção para ser feliz.

Dick não tinha complexos não precisava se auto afirmar, era sim um gênio, na voz, no piano, nas composições e nas artes plásticas.
Perfeccionista, critico, equilibrado e sobretudo educado. Não possuía vícios, levava vida regrada. Algo sem graça para os textos de Ruy Castro.

O projeto da Folha é magnífico, o acabamento das fotos foi a altura da homenagem desejada porém os texto são sofríveis.”

Os erros nos textos de Ruy Castro motivaram Mariângela a escrever a biografia de Dick Farney. Em fase de revisão tem previsão de lançamento para este ano.

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